15/08/2026
Dada a confirmação de um pequeno surto de sarampo nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, o Ministério da Saúde iniciou uma campanha de revacinação dos moradores dessas localidades, na faixa etária de 6 meses a 59 anos, mesmo que já tenham sido imunizados no passado. Isso porque o sarampo é uma doença viral altamente transmissível - em um ambiente com pessoas não vacinadas, um infectado pode gerar até 18 novos casos. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar. A disseminação pode ocorrer entre 6 dias antes e 4 dias depois do aparecimento das manchas vermelhas pelo corpo, um dos sintomas mais comuns da doença. Antes da introdução da vacina, o sarampo era uma das principais causas de mortalidade infantil em todo o mundo. Há contraindicação, porém, para gestantes; pessoas com imunossupressão grave; indivíduos com histórico de reação alérgica a componentes da vacina; e crianças menores de 6 meses. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, o número de casos de sarampo registrados nas Américas em 2026 já é o mais alto em 22 anos. Daí a importância de aumentar a cobertura vacinal, uma vez que não há riscos em receber doses extras.