Guilherme Messas

Guilherme Messas Psiquiatra, especialista em Álcool e Dr**as, Professor e Palestrante. Membro do Values Based Centre, St Catherine’s College, Oxford.

Estudioso dos temas: Psicopatologia Fenomenológica; depressão; álcool e dr**as; tratamento de casos complexos.

Ter dificuldade de concentração faz parte da experiência humana.Quem nunca percebeu que rende menos quando está cansado,...
11/08/2026

Ter dificuldade de concentração faz parte da experiência humana.

Quem nunca percebeu que rende menos quando está cansado, ansioso, preocupado ou simplesmente desinteressado por uma tarefa? Nem por isso é possível definir um caso de TDAH.

Você anda com dificuldade de manter a atenção? Pode ser muita coisa. Fazer um diagnóstico psiquiátrico sempre exige uma avaliação ampla e cuidadosa.

Tem dúvidas sobre psiquiatria? Comente aqui.

Contribuí recentemente com a Band News, em parceria com a , com um artigo sobre um tema central na prática psiquiátrica:...
07/08/2026

Contribuí recentemente com a Band News, em parceria com a , com um artigo sobre um tema central na prática psiquiátrica: pessoas diferentes vivem um adoecimento de formas diferentes.

Parece óbvio, mas muito do tratamento psiquiátrico dispensado hoje coloca uma importância extrema no diagnóstico e ainda desconsidera a importância de compreender a pessoa e sua história.

Uma leitura rápida que pode interessar tanto a profissionais e estudantes da área quanto a pacientes e familiares que desejam entender o tratamento psiquiátrico de forma crítica.

O link para a matéria está nos stories.

No próximo 8 de agosto, farei a abertura do XIII Simpósio de Psicopatologia Fenomenológica, promovido pela  Sociedade Br...
06/08/2026

No próximo 8 de agosto, farei a abertura do XIII Simpósio de Psicopatologia Fenomenológica, promovido pela Sociedade Brasileira de Psicopatologia Fenômeno-Estrutural (SBPFE).

Minha palestra tem um título técnico: "Pela inteligibilidade dialética da biografia como elemento central da psicopatologia".

Mas a pergunta que ela procura responder é bastante concreta: O que a história de vida de uma pessoa revela sobre seu sofrimento psíquico?

Na psicopatologia fenomenológica, compreender alguém não significa apenas identificar sintomas. Significa entender como eles surgem, se transformam e passam a fazer parte de uma biografia.

Esse é o espírito do simpósio deste ano: reunir pesquisadores e clínicos para discutir temas atuais da saúde mental a partir da experiência humana, da complexidade da existência e das possibilidades de cuidado. Ao longo do encontro, serão debatidos assuntos como desenvolvimento infantil, obsessões, transtorno borderline, sono, psicoterapia fenomenológica, amor e sexualidade.

Fico muito grato por receber a oportunidade de abrir esse encontro e contribuir para um diálogo que busca compreender a pessoa para além dos sintomas.

🗓️ 08 de agosto
🕓 08h30 às 19h00
💻 Híbrido (modalidades presencial e remota)
📍Auditório do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP
🎟️ Inscrições: [email protected]

Programação completa e mais informações em XIII Simpósio | SBPFE

04/08/2026

Nem todo ciúme tem essa origem na insegurança, medo ou baixa autoestima de quem o sente.

Há situações em que o ciúme diz mais sobre a dinâmica da relação. Em alguns casos, ele pode surgir como ferramenta de disputas de poder. Em outros, aparece quando o vínculo é tão intenso que a separação entre a identidade de cada pessoa do casal começa a ficar menos nítida.

Na psiquiatria, experiências parecidas nem sempre têm o mesmo significado. Entender de onde um afeto nasce é um passo imprescindível para compreendê-lo.

Vocês sentem ciúme? Conseguem identificar a origem dele?

31/07/2026

Quando admiramos alguém, duas coisas muito diferentes podem acontecer.

Uma delas é a inveja. Outra, menos conhecida, é a emulação: reconhecer algo bom em alguém e transformar isso em inspiração para o próprio desenvolvimento.

Os dois sentimentos nascem da comparação. A diferença está no que se faz com ela.

Conhecia esse sentimento?

É muito comum relacionar depressão a tristeza. Mas ficar só nessa associação pode deixar de lado muitos casos que podem ...
28/07/2026

É muito comum relacionar depressão a tristeza. Mas ficar só nessa associação pode deixar de lado muitos casos que podem precisar de tratamento.

Quem já passou por uma experiência de depressão sabe que, muitas vezes, tristeza não é uma descrição suficiente. Pode nem existir tristeza. E há muito mais. Um cansaço que não passa, um sentimento de ser culpado de muitas coisas, um corpo pesado, uma dificuldade de pensar, de sentir interesse pelas coisas ou até de imaginar o futuro.

Reduzir a depressão à tristeza faz com que muita gente demore a reconhecer o próprio sofrimento ou o de alguém próximo.

Compreender melhor essas diferenças é um passo importante para reconhecer um sofrimento que merece atenção e cuidado.

Já há algum tempo, a palavra "TOC" passou a ser usada para explicar praticamente qualquer pensamento repetitivo, qualque...
24/07/2026

Já há algum tempo, a palavra "TOC" passou a ser usada para explicar praticamente qualquer pensamento repetitivo, qualquer perfeccionismo ou qualquer gosto por organização.

Mas no TOC, a pessoa convive com obsessões (pensamentos, dúvidas ou medos que invadem a mente sem que ela queira) e compulsões (gestos, rituais) que surgem como uma tentativa de aliviar a tensão provocada por essas obsessões.

Quando passamos a chamar qualquer pensamento persistente de TOC, deixamos de perceber que experiências muito diferentes podem produzir sintomas parecidos. Ideias prevalentes, ruminações depressivas, traços de personalidade, por exemplo, podem ser confundidos, embora tenham origens e, o que é um ponto crítico, tratamentos muito distintos.

O problema não é apenas uma questão de linguagem.

Na psiquiatria, as categorias diagnósticas são ferramentas para organizar fenômenos extremamente complexos, mas devem ser entendidas com essa limitação: são ferramentas. Compreender a particularidade de cada um, sem reduzi-la a um rótulo, é essencial.

Nesta série, quero discutir alguns conceitos de saúde mental que, na minha opinião, passaram do ponto. Não porque sejam errados, mas porque muitas vezes deixaram de ser usados adequadamente.

Muita gente usa a palavra "bipolar" para descrever alguém que muda de humor com frequência.Mas mudanças de humor fazem p...
22/07/2026

Muita gente usa a palavra "bipolar" para descrever alguém que muda de humor com frequência.

Mas mudanças de humor fazem parte da experiência humana. O transtorno bipolar é uma condição muito mais complexa, que envolve alterações profundas na forma como a pessoa vive durante determinados períodos da vida.



Apresento aqui uma forma simplificada de compreender essa diferença. Não para substituir um diagnóstico, que sempre exige uma avaliação cuidadosa, mas para evitar que pessoas pensem que têm um transtorno sem ser o caso e que experiências muito diferentes recebam o mesmo nome.

O que vocês têm achado dessas explicações? Comentem aqui se houver temas que querem ver aqui.

20/07/2026
Quando um pensamento invade a mente e insiste em ficar, é comum imaginar que se trata de TOC.Mas pensamentos persistente...
15/07/2026

Quando um pensamento invade a mente e insiste em ficar, é comum imaginar que se trata de TOC.

Mas pensamentos persistentes podem aparecer em diferentes condições psicológicas e, embora pareçam semelhantes, têm origens muito diferentes.

É justamente por isso que, em psiquiatria, um sintoma isolado nunca basta para definir um diagnóstico. O mais importante é compreender a experiência da pessoa como um todo.

Tem dúvidas sobre questões psiquiátricas? Deixe aqui!

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