21/09/2026
O que acontece quando já não é possível controlar a cena, o desejo e o outro?
A Professora de Piano, de Michael Haneke, acompanha Erika, uma professora cuja vida é marcada pelo controle, pela rigidez e por uma relação sufocante com a mãe.
Sua sexualidade também parece organizada pela necessidade de controlar a cena, o próprio corpo e o lugar do outro. É nesse sentido que o filme pode ser pensado, pela psicanálise, a partir da estrutura da perversão — não como sinônimo de maldade, mas como uma forma particular de relação com a falta e a castração.
Quando Walter surge e oferece a possibilidade de uma intimidade real, aquilo que Erika mantinha cuidadosamente sob controle começa a escapar.
No blog da Rede Inconsciente Real, uma reflexão sobre o filme, a perversão e os impasses do encontro com o outro.