Psicóloga Cris Gebara

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Psicóloga Cris Gebara Psicóloga e terapeuta cognitivo-comportamental
– Mestre em Ciências pela USP;
– Docente do cur

É impossível viver em sociedade sem considerar, em alguma medida, o olhar das outras pessoas.Pertencimento, reconhecimen...
01/10/2026

É impossível viver em sociedade sem considerar, em alguma medida, o olhar das outras pessoas.
Pertencimento, reconhecimento e aceitação fazem parte da experiência humana.
O problema não está simplesmente em se importar.

A questão muda quando a antecipação do julgamento começa a produzir monitoramento constante, autocensura, comportamentos de proteção ou evitação.
Na ansiedade social, muitas vezes trabalhamos justamente essa diferença: uma coisa é perceber que podemos ser avaliados. Outra é viver como se estivéssemos sendo avaliados negativamente o tempo inteiro.

E talvez exista aí uma pergunta interessante:
quanto das nossas escolhas pertence realmente ao que queremos e quanto começa a ser regido pelo medo da avaliação?

A violência que acontece no ambiente digital pode afetar profundamente a vida de um adolescente. Por isso, reconhecer es...
30/09/2026

A violência que acontece no ambiente digital pode afetar profundamente a vida de um adolescente. Por isso, reconhecer esse sofrimento e oferecer cuidado é tão importante.

Assédio e coerção sexual on-line, chantagem, intimidação e exposição ou ameaça de divulgação de conteúdos íntimos são situações que precisam ser levadas a sério.

Para acolher adolescentes que passaram por essas experiências, o PAIVID, Programa de Atenção Integral às Vítimas de Violência Digital do Ministério Público de São Paulo, inicia uma proposta de atendimento psicológico especializado e gratuito, com orientação também aos familiares.

Os atendimentos começam em 2 de outubro, no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo. As vagas são limitadas.

Se você é familiar, educador ou profissional que acompanha adolescentes, conhecer essa iniciativa pode ajudar alguém a encontrar o apoio de que precisa.

Compartilhe este post para que essa informação chegue a mais famílias. O cuidado também começa quando alguém reconhece o sofrimento e ajuda a buscar apoio.

Gosto dessa frase porque ela parece simples, mas abre uma pergunta interessante: será que conseguimos compreender tão fa...
29/09/2026

Gosto dessa frase porque ela parece simples, mas abre uma pergunta interessante: será que conseguimos compreender tão facilmente o porquê daquilo que fazemos?

Na prática clínica, comportamentos, escolhas e emoções não acontecem isoladamente. Eles carregam contexto, história, relações, aprendizados e diferentes formas de responder ao que vivemos.

Por isso, compreender alguém exige mais do que observar aquilo que aparece primeiro.
Talvez uma das partes mais interessantes da Psicologia esteja justamente aí: não se satisfazer rapidamente com a primeira explicação.
Perguntar. Investigar. Contextualizar.

E reconhecer que, muitas vezes, o “porquê” não está pronto esperando para ser encontrado. Ele também precisa ser compreendido.

25/09/2026

Setembro testá terminando, mas as questões que ele procura colocar em evidência evidentemente não terminam com o calendário. Campanhas de conscientização têm valor quando ampliam informação e ajudam a reduzir silêncio e estigma.

Mas prevenção não pode depender somente de conscientização. Precisamos falar também sobre acesso, continuidade do cuidado, formação profissional, redes de suporte e condições sociais que atravessam o sofrimento.

Talvez uma boa maneira de encerrar setembro seja justamente lembrar: saúde mental não é um tema de um mês.

Recentemente assisti à série coreana "Aprendendo a Lição" e alguns aspectos me chamaram especialmente a atenção. Entre a...
18/09/2026

Recentemente assisti à série coreana "Aprendendo a Lição" e alguns aspectos me chamaram especialmente a atenção. Entre alunos, famílias influentes, profissionais da educação e instituições tentando lidar com situações cada vez mais difíceis, a narrativa permite muitas leituras.

Uma delas me parece especialmente interessante para a Psicologia: até onde conseguimos compreender um comportamento olhando apenas para a pessoa que o apresenta? Contexto, regras, relações, consequências e instituições também importam.

Talvez justamente por isso tenha encontrado boas perguntas. Quem assistiu, me conta: o que mais chamou sua atenção?

Diante do sofrimento de alguém, existe uma tendência compreensível de querer resolver. Encontrar a frase certa. Mostrar ...
16/09/2026

Diante do sofrimento de alguém, existe uma tendência compreensível de querer resolver. Encontrar a frase certa. Mostrar o lado positivo. Explicar o que deveria ser feito. Mas há experiências para as quais não existe uma resposta imediata. Reconhecer o sofrimento, escutar sem julgamento e ajudar a pessoa a acessar cuidado adequado pode ser mais importante do que encontrar rapidamente alguma coisa para dizer.

Presença não substitui tratamento. Mas também não é pouca coisa.

Impulsividade costuma ser rapidamente traduzida como “falta de controle”, “falta de limite” ou até falta de vontade. Cli...
16/09/2026

Impulsividade costuma ser rapidamente traduzida como “falta de controle”, “falta de limite” ou até falta de vontade. Clinicamente, porém, a questão é mais complexa.

Um mesmo comportamento pode cumprir funções diferentes para pessoas diferentes. Por isso, compreender o contexto em que ele acontece, os antecedentes, as emoções envolvidas e as consequências que produz é parte importante de uma avaliação cuidadosa.

Recentemente, esse foi um dos temas trabalhados em aula sobre Transtornos do Impulso, no Curso de Especialização do AMBAN, do IPq-HC-FMUSP. Quanto mais complexa a pergunta, menos espaço temos para respostas prontas.

Minha trajetória na Psicologia começou há mais de três décadas, mas nunca ficou restrita ao consultório. Ao longo desses...
12/09/2026

Minha trajetória na Psicologia começou há mais de três décadas, mas nunca ficou restrita ao consultório. Ao longo desses anos, clínica, pesquisa, ensino e estudo caminharam juntos, especialmente no campo da Terapia Cognitivo-Comportamental e da ansiedade social.

Também vieram as aulas, supervisões, publicações, pesquisas e, mais recentemente, o desenvolvimento de recursos tecnológicos aplicados à Psicologia.

Depois de tantos anos, algumas respostas mudaram. E muitas perguntas também.
Talvez essa seja uma das partes que mais me interessam na profissão: continuar estudando para
compreender melhor fenômenos que nunca cabem completamente em explicações simples.

Por aqui, quero compartilhar um pouco desse percurso e das questões que continuam me fazendo pensar.

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