13/07/2026
O Luto na Maternidade: A Dor de Deixar a Mulher de Antes para Trás 🤍
A chegada de um filho é socialmente celebrada como o momento de maior plenitude na vida de uma mulher.
No entanto, nos bastidores da psique materna, o nascimento de um bebê frequentemente inaugura uma das crises de identidade mais intensas do ciclo vital feminino: a matrescência.
O termo, cunhado pela antropóloga Dana Raphael, traça um paralelo com a adolescência, evidenciando que a transição para a maternidade envolve uma metamorfose hormonal, social e, fundamentalmente, psicológica.
Dentro desse processo, existe um componente silencioso e cercado de tabu: o luto parental pela identidade anterior.
A mulher que outrora detinha controle total sobre seu tempo, corpo, carreira e escolhas espontâneas, vê-se abruptamente destituída de sua antiga rotina.
Sentir saudades da liberdade perdida, do sono ininterrupto ou mesmo da dinâmica conjugal prévia não configura rejeição ao filho.
Pelo contrário, a psicologia perinatal compreende essa ambivalência emocional, o amor incondicional pelo bebê coexistindo com a melancolia pelo "eu" que ficou para trás, como parte saudável e esperada da reorganização psíquica.
O adoecimento mental surge quando essa dor é reprimida pelo medo do julgamento, transformando o luto não elaborado em culpa crônica e isolamento.
Você não precisa atravessar esse deserto sem apoio.
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Com carinho,
Psicóloga Fabiana Silva || CRP06/133045 || Especialista no atendimento de gestantes e mulheres no pós parto || Especializada em Saúde Mental e Desenvolvimento Emocional - PUCPR
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