Consultório Dra Cristina Anton

Consultório  Dra Cristina Anton Consultório de Ginecologia e Obstetrícia
Oncologia Ginecológica
Cirurgia videolaparoscópica

12/08/2026

Muitas mulheres ainda acreditam que o papanicolau anual é obrigatório. A partir de 2025, essa recomendação mudou.

O rastreamento do câncer de colo do útero no Brasil passou a ser baseado na coleta do HPV. O papanicolau ainda tem espaço nesse processo, mas como exame complementar para pacientes com HPV positivo de tipos diferentes do 16 e 18.

Para quem tem HPV negativo, a coleta passa a ser feita a cada cinco anos.

Isso não significa que a consulta ginecológica anual deixou de ser importante. Pelo contrário, o exame clínico, a avaliação individualizada e a conversa com sua médica continuam sendo fundamentais todo ano. O que muda é a frequência da coleta do material.

Cuide da sua saúde com informação correta.

Dra. Cristina Anton | Ginecologista
Doutora pela USP | 21 anos de experiência
Médica do ICESP HCFMUSP
Médica do corpo clínico do Sírio-Libanês
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CRM 112017-SP | RQE 34764

10/08/2026

Existe uma ideia comum de que, depois de determinada idade, os exames ginecológicos deixam de ser necessários. Isso não é verdade.

Pelas novas diretrizes do Ministério da Saúde, o rastreamento do câncer de colo do útero com a coleta do HPV deve ser realizado até os 60 anos. Mas esse limite pode ser diferente dependendo do seu histórico clínico.

Se você já teve uma lesão como NIC 3 ou se tem HPV positivo, o seguimento pode precisar ser feito por mais tempo. Cada situação é avaliada de forma individual.

Por isso, o acompanhamento ginecológico regular é fundamental para determinar até quando e com qual frequência você deve fazer esses exames.

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05/08/2026

A partir de 2025, o rastreamento do câncer de colo do útero mudou no Brasil, e é importante que você saiba o que mudou.

A recomendação do Ministério da Saúde é iniciar o rastreamento a partir dos 25 anos, com a coleta do HPV como exame principal.

O resultado positivo ou negativo vai determinar os próximos passos: se for necessário fazer uma colposcopia, avaliar as células do colo do útero ou apenas aguardar o intervalo recomendado para a próxima coleta.

O rastreamento precoce existe para identificar alterações antes que elas se tornem um problema maior. Converse com sua ginecologista sobre o que esse exame significa para você.

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Em 2025, o rastreamento do câncer de colo do útero mudou no Brasil.E muitas mulheres ainda não sabem o que isso signific...
03/08/2026

Em 2025, o rastreamento do câncer de colo do útero mudou no Brasil.

E muitas mulheres ainda não sabem o que isso significa para elas.

O exame de HPV passou a ser o ponto de partida do rastreamento, não mais o Papanicolau isolado, não mais a coleta anual como protocolo padrão. Uma nova lógica, baseada em evidências, que organiza melhor o cuidado e direciona os exames para quem realmente precisa deles.

Ao longo deste mês, vou explicar tudo com calma.

Quando começar o rastreamento. Até que idade fazê-lo. O que fazer quando o HPV dá positivo. Quando a colposcopia é necessária. O que mudou com as novas diretrizes do Ministério da Saúde.

Conteúdo com base científica, linguagem clara, sem alarmismo.

Salve este post para não perder nenhum conteúdo do mês e se tiver dúvidas, deixe nos comentários.

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E hoje foi dia de uma das cirurgias mais desafiadoras no tratamento do câncer ginecológico. Histerectomia radical para t...
30/07/2026

E hoje foi dia de uma das cirurgias mais desafiadoras no tratamento do câncer ginecológico. Histerectomia radical para tratamento do câncer de colo com avaliação linfonodo sentinela. É uma cirurgia com muitos detalhes e é necessário grande conhecimento da anatomia. Nos últimos anos houveram muitas mudanças no tratamento do câncer de colo. A cirurgia cada vez mais é para um grupo restrito de pacientes. Muitos detalhes devem ser considerados nos casos que podem ser operados. Uma equipe alinhada é fundamental para sucesso da cirugia. Endometriose | Rodrigo Fernandes, M.D. Ph.D. Rodolpho Kleine - Ginecologia Silvia Muraro d a n i e l a

Julho foi o mês de falar sobre mioma uterino, e este carrossel reúne tudo o que abordamos ao longo das últimas semanas.M...
29/07/2026

Julho foi o mês de falar sobre mioma uterino, e este carrossel reúne tudo o que abordamos ao longo das últimas semanas.

Mioma é câncer? Preciso operar? Posso engravidar? O que acontece com ele na menopausa? Essas são perguntas que chegam com frequência no consultório, e cada uma delas merece uma resposta clara, sem alarme e sem simplificação excessiva.

O mioma uterino é um tumor benigno, mas isso não significa que deve ser ignorado.

Os sintomas, a localização e o momento da vida de cada mulher definem o caminho mais adequado: desde o acompanhamento e o tratamento clínico com DIU de levonorgestrel ou hormônios, até a miomectomia ou a histerectomia, quando necessário.

Salve este carrossel para consultar sempre que precisar e compartilhe com quem tem essa dúvida.

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27/07/2026

Ter mioma não impede, necessariamente, uma gravidez. Mas existem situações que precisam ser avaliadas com cuidado antes e durante a gestação.

Durante a gravidez, os níveis de estrógeno e progesterona aumentam significativamente. Esse estímulo hormonal pode fazer com que miomas já existentes cresçam.

Dependendo da localização, esse crescimento pode trazer complicações: um mioma próximo à via de parto vaginal pode obstruí-la, ou, no caso de uma cesárea, ele pode estar justamente na região da incisão planejada.

Essas são preocupações reais, mas manejáveis quando identificadas com antecedência. Por isso, a avaliação pré-gestacional é tão importante. Ela permite mapear os miomas, entender os riscos específicos e orientar cada mulher de forma individualizada antes de iniciar a tentativa de engravidar.

Informação e acompanhamento fazem toda a diferença nesse processo.

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22/07/2026

Existem diferentes formas de tratar o mioma, e a escolha depende da situação clínica de cada mulher.

O tratamento se divide em duas grandes categorias: clínico e cirúrgico. No tratamento clínico, são utilizados hormônios e medicações que atuam no controle do sangramento.

O DIU de levonorgestrel, o Mirena, também integra essa categoria e é uma opção eficaz para o controle do fluxo menstrual associado ao mioma.

Quando o tratamento clínico não é suficiente, ou quando os miomas são muito grandes, parte-se para o tratamento cirúrgico.

A miomectomia consiste na retirada apenas dos nódulos, preservando o útero, sendo indicada especialmente para mulheres com desejo reprodutivo. Já a histerectomia é o tratamento definitivo, com a retirada do útero.

Existe ainda a embolização uterina, uma técnica minimamente invasiva reservada para casos selecionados.

Cada abordagem tem suas indicações. O caminho certo é sempre aquele que considera os seus sintomas, seus planos e o seu momento de vida.

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20/07/2026

Nem todo mioma causa sintoma. Mas quando eles aparecem, é importante saber reconhecê-los.

O principal sinal de alerta é o sangramento uterino abundante. Quando o fluxo menstrual passa a ser intenso a ponto de causar fraqueza e cansaço, pode estar se instalando uma anemia. Nesse caso, o tratamento é necessário, tanto para controlar o sangramento quanto para tratar a anemia.

Outros sintomas que merecem atenção são os compressivos: vontade frequente de urinar, associada a um mioma que comprime a bexiga, ou obstipação intestinal causada por compressão do intestino. Dores pélvicas persistentes também podem estar relacionadas à compressão de estruturas importantes na pelve.

Esses sintomas não devem ser ignorados. A avaliação ginecológica permite identificar a causa e definir o tratamento mais adequado para cada situação.

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17/07/2026

O que acontece com o mioma depois da menopausa?

Para muitas mulheres, essa fase traz uma mudança importante no comportamento dessas lesões.

Os miomas crescem sob estímulo hormonal, especialmente do estrógeno e da progesterona. Na menopausa, os ovários encerram a produção desses hormônios.

Sem esse estímulo, a tendência natural dos miomas é regredir: eles diminuem de tamanho, e em alguns casos chegam a ser praticamente imperceptíveis nos exames.

Isso não significa que desaparecem completamente em todos os casos, mas a redução é real e costuma trazer alívio dos sintomas.

Esse é um dos motivos pelos quais, ao definir o tratamento dos miomas, sempre consideramos a fase de vida da mulher. Para quem está próxima da menopausa, a conduta pode ser mais conservadora e o acompanhamento, suficiente.

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