Dra Letícia Bellinaso

Dra Letícia Bellinaso Dra Letícia Bellinaso Ferreira é médica especialista em alergia e imunologia.

Graduada na Faculdade de Medicina da USP, fez especialização em Alergia e Imunologia pelo Hospital das Clínicas da USP.

O bebê pode não melhorar, simplesmente porque não tem APLV.No bebê em aleitamento materno, podemos pensar que uma outra ...
21/07/2026

O bebê pode não melhorar, simplesmente porque não tem APLV.

No bebê em aleitamento materno, podemos pensar que uma outra alergia alimentar está associada? Podemos. Mas antes de fazer diversas restrições alimentares na dieta da mãe, precisamos considerar a possibilidade de outros diagnósticos.

Uma observação importante: Apesar desse período de 2 a 4 semanas ser o recomendado, existem situações em que não esperamos esse tempo todo para mudar a direção. É importante saber que mudanças de rota podem ser necessárias no processo. Sempre é preciso individualizar a conduta.

Letícia Bellinaso Ferreira
Médica Alergista e Imunologista
CRM-SP 134995 / RQE 40763

25/06/2026

É claro que se você tem esse quadro de asma intermitente, com sintomas mais esporádicos, você não precisa de consultas tão frequentes. Pode ser que um seguimento anual seja bem suficiente. Mas é sim importante manter esse acompanhamento médico.

Aproveita e encaminha esse post pro amigo que tem asma e faz anos que não consulta um médico 😉

Letícia Bellinaso Ferreira
Médica alergista e imunologista
CRM-SP 134995 / RQE 40763

⚠Um ponto importante: Crianças com asma que entram em remissão clínica (ficam assintomáticas mesmo sem medicamentos) dev...
23/06/2026

⚠Um ponto importante: Crianças com asma que entram em remissão clínica (ficam assintomáticas mesmo sem medicamentos) devem ser acompanhadas ao longo do tempo, para reavaliação de sintomas de asma e também para monitoramento da função pulmonar. Isso porque pode haver um declínio da função pulmonar mais acelerado em adultos que tiveram asma na infância (mesmo que tenham entrado em remissão clínica).

E por aí, o acompanhamento da asma está em dia?

Letícia Bellinaso Ferreira
Médica Alergista e Imunologista
CRM-SP 134995 / RQE 40763

16/06/2026

Recentemente, a mãe de um paciente me contou de uma mulher jovem, que ela conhecia, que faleceu por uma crise de asma 😔. Nem sempre, uma fatalidade pode ser evitada. Mas esse é um dos objetivos do tratamento da asma.

🟠 Ter uma exacerbação ou crise de asma é um fator de risco importante pra ter uma próxima crise. Iniciar ou ajustar o tratamento de controle/manutenção no momento da crise reduz o risco de uma nova crise futura.

🟠 É por isso que, após uma crise de asma, é recomendado que o paciente seja avaliado pelo especialista que o acompanha (ou que inicie esse acompanhamento), justamente para que o tratamento da asma seja realizado de maneira correta e adequadamente monitorado.

⚠️ É muito importante que todo paciente com asma ou os pais das crianças com asma tenham essa consciência.

➡️Se você conhece alguém que tem asma, não deixe de encaminhar esse vídeo.

Letícia Bellinaso Ferreira
Médica alergista e imunologista
CRM-SP 134995 / RQE 40763

Referência: Global Strategy for Asthma Management and Pevention. Updated 2026.

01/06/2026

O tratamento da urticária crônica, seja ela espontânea ou induzida, não cura a doença. Isso não significa que não deve ser realizado. Pelo contrário, o tratamento controla a doença, o que traz um ganho gigantesco para os pacientes.

Se você tem urticária crônica, mantenha o acompanhamento e o tratamento de controle, ainda que isso seja necessário por muito tempo.

Letícia Bellinaso Ferreira
Médica alergista e imunologista
CRM-SP 134995 / RQE 40763

Algumas observações:📍Pra dizer que a urticária está controlada ou não, utilizamos pontuações padronizadas, como o UAS (s...
12/05/2026

Algumas observações:

📍Pra dizer que a urticária está controlada ou não, utilizamos pontuações padronizadas, como o UAS (score de atividade da urticária) e o UCT (teste de controle da urticária). O ideal é que a urticária esteja totalmente controlada e a qualidade de vida normalizada.

📍Os anti-histamínicos (antialérgicos) de segunda geração disponíveis no Brasil, que são indicados para se usar em doses aumentadas, são: bilastina, cetirizina, desloratadina, ebastina, fexofenadina, levocetirizina.

📍Um ponto importante nesse processo, é que nem sempre é fácil ter acesso a todos esses tratamentos. Os medicamentos de alto custo (como o omalizumabe e dupilumabe) não são liberados pelo SUS para UCE. Mas para pacientes que tem plano de saúde, o omalizumabe está no rol da ANS.

⚠Não se auto-medique! A intenção desse post é fornecer informações bem fundamentadas para que pacientes possam entender melhor como o tratamento deve ser direcionado e buscar o tratamento adequado.

E se você tem urticária crônica, consulte um alergista e não deixe de fazer o tratamento!

Letícia Bellinaso Ferreira
Médica Alergista e Imunologista
CRM-SP 134995 / RQE 40763

Referência bibliográfica: The International Guideline for the Definition, Classification, Diagnosis and Management of Urticaria. Allergy, 2026.

05/05/2026

Alguns exames laboratoriais são úteis na avaliação do paciente com urticária crônica, mas não para definir o diagnóstico. Os exames podem ajudar, por exemplo, a descartar outras doenças associadas, ou mesmo avaliar o perfil do paciente (se tem mais chance de responder bem aos medicamentos, se tem uma tendência a ter um quadro mais persistente de urticária, entre outros). O diagnóstico da Urticária Crônica é clínico e os exames são apenas complementares.

🔸️Obs1: Existem alguns te**es específicos para diagnóstico de urticária crônica induzida, para confirmar qual o tipo de urticária induzida (por exemplo, se é urticária ao frio, urticária colinérgica, urticária dermográfica etc).

🔸️Obs2: NÃO devemos realizar múltiplos “te**es de alergia” na urticária crônica. Exames/te**es de alergia devem ser indicados com MUITO critério.

E se você tem urticária crônica, não deixe de consultar um especialista!

Letícia Bellinaso Ferreira
Médica Alergista e Imunologista
CRM-SP 134995 / RQE 40763

09/04/2026

Uma das coisas que às vezes me incomodam no tratamento/orientações dos pacientes com dermatite atópica são os extremismos: não pode nada! Já basta todo incômodo que os pacientes sentem e todas as restrições que são de fato necessárias.

Às vezes, podemos deixar a caminhada um pouco mais leve, liberando algumas coisas que podem ser importantes pro paciente e que talvez nem tragam prejuízo.

É só uma reflexão.

Letícia Bellinaso Ferreira
Médica alergista e imunologista
CRM-SP 134995 / RQE 40763

Aqui está um resumo sobre tratamento de dermatite atópica em bebês. Considerando a complexidade da doença, de forma algu...
07/04/2026

Aqui está um resumo sobre tratamento de dermatite atópica em bebês. Considerando a complexidade da doença, de forma alguma conseguiria esgotar o assunto ou explicar detalhes em um único post. A ideia aqui foi deixar um panorama geral.

E sobre a cura? Dermatite atópica em bebês tem cura? Hoje não consideramos a possibilidade de cura, porém grande parte dos pacientes terão remissão da doença ao longo da infância (estudos indicam que dos bebês que iniciam a dermatite atópica nos primeiros meses de vida, até 40% entram em remissão até os 2 anos de idade) . Entrar em remissão, significa não apresentar sintomas da doença. Uma parcela desses pacientes podem se manter em remissão por longos períodos e até por toda vida. Outros, terão períodos de remissão e períodos de reincidência. E ainda outros (especialmente os que apresentam quadros mais intensos) podem ter uma doença mais persistente.

Se ficou com alguma dúvida ou quer saber melhor sobre algum ponto específico, pode deixar aqui nos comentários👇 (quem sabe também não aproveito sua dúvida para mais um post…)

Letícia Bellinaso Ferreira
Médica alergista e imunologista
CRM-SP 134995 / RQE 40763

03/04/2026

Tentei colocar aqui no vídeo algumas diferenças entre as duas doenças, mas existem outros pontos que devem ser avaliados em consulta. É necessária uma história clínica detalhada, juntamente com o exame físico, por vezes até algum exame complementar, para chegarmos no diagnóstico.

Vale a pena lembrar que um paciente com dermatite atópica pode ter também uma dermatite de contato, que pode inclusive ser um dos fatores agravantes da doença.

Letícia Bellinaso Ferreira
Médica alergista e imunologista
CRM-SP 134995 / RQE 40763

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