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O tratamento do HIV transformou profundamente a história da epidemia. Com acompanhamento adequado e uso contínuo da tera...
09/10/2026

O tratamento do HIV transformou profundamente a história da epidemia. Com acompanhamento adequado e uso contínuo da terapia antirretroviral, uma pessoa vivendo com HIV pode ter qualidade de vida e, ao manter a carga viral indetectável, não transmite o vírus sexualmente. Mas entre a existência do medicamento e a possibilidade concreta de permanecer em tratamento há barreiras que passam por renda, transporte, envelhecimento, mobilidade, saúde mental, estigma e ausência de rede de apoio.

É nesse contexto que infectologistas ouvidos pela Agência Aids avaliam o fim do Art em Casa, projeto do Instituto Cultural Barong que, durante seis anos, levou antirretrovirais à casa de pessoas com dificuldades para buscar a medicação nos serviços de saúde. A suspensão da iniciativa, por falta de financiamento, atingiu mais de 160 usuários, 73% deles com mais de 50 anos.

Para o Dr. Mateus Cardoso, infectologista do Centro de Referência e Treinamento em IST/Aids de São Paulo (CRT) e do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, a discussão vai além da logística.

“Sempre que tenho oportunidade, gosto de lembrar que o tratamento do HIV transformou profundamente a história da epidemia. Hoje, uma pessoa vivendo com HIV, com acesso ao tratamento e ao acompanhamento adequados, pode viver com qualidade de vida. E, mantendo a carga viral indetectável, não transmite o HIV sexualmente. Indetectável é igual a intransmissível. Conceito infelizmente ainda desconhecido por muitos”, afirma.

Este é um trecho da matéria original. Leia na íntegra em https://mla.bs/577d16d7b0.

O nascimento de crianças com HIV está se tornando cada vez mais raro em diferentes partes das Américas. Nesta semana, a ...
09/10/2026

O nascimento de crianças com HIV está se tornando cada vez mais raro em diferentes partes das Américas. Nesta semana, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) colocou três experiências no centro desse avanço: Brasil, Bahamas e Ilhas Turcas e Caicos foram reconhecidos pelos resultados alcançados na eliminação da transmissão vertical do HIV, uma das frentes consideradas decisivas para que a região avance rumo ao fim da aids como ameaça à saúde pública.

A homenagem ocorreu durante a 63ª reunião do Conselho Diretor da OPAS e reuniu conquistas obtidas em momentos diferentes, mas que apontam para uma mesma direção: ampliar o acesso ao diagnóstico, ao pré-natal, ao tratamento e ao acompanhamento das gestantes para evitar que o HIV seja transmitido para seus filhos durante a gestação, o parto ou a amamentação.

Entre os países reconhecidos, o Brasil ocupa uma posição de destaque. Certificado em dezembro de 2025 pela eliminação da transmissão vertical do HIV como problema de saúde pública, tornou-se o país mais populoso do mundo a alcançar esse marco. As Bahamas receberam a certificação em abril de 2026. Já as Ilhas Turcas e Caicos foram reconhecidas, em junho, pela eliminação da transmissão vertical do HIV e também da hepatite B, tornando-se o primeiro território das Américas a alcançar este último resultado.

“Hoje celebramos uma conquista que reflete o melhor da nossa região: a capacidade de transformar o compromisso político, as evidências e a cooperação em resultados concretos para a saúde das pessoas”, afirmou o diretor da OPAS, Dr. Jarbas Barbosa.

Este é um trecho da matéria original. Leia na íntegra em https://mla.bs/883ad8d2e4.

O Brasil, as Bahamas e as Ilhas Turks e Caicos foram reconhecidas por alcançar marcos na eliminação da transmissão verti...
08/10/2026

O Brasil, as Bahamas e as Ilhas Turks e Caicos foram reconhecidas por alcançar marcos na eliminação da transmissão vertical do HIV, um avanço celebrado pela Organização Pan-Americana da Saúde, Opas.

Segundo a agência regional, essas conquistas marcam a liderança das Américas nos esforços para acabar com as novas infecções por HIV entre crianças.

CONQUISTAS MARCANTES

O reconhecimento aos três países foi feito em uma cerimônia especial durante o 63º Conselho Diretor da Opas, em Washington D.C.

Na ocasião, o diretor geral da agência, Jarbas Barbosa, ressaltou que a região demonstra a “capacidade de transformar compromisso político, evidências e cooperação em resultados concretos para a saúde das pessoas”.

Em dezembro de 2025, o Brasil foi reconhecido por eliminar a transmissão do HIV de mãe para filho, tornando-se o país mais populoso do mundo a alcançar esse marco.

Nas Bahamas, esse tipo de eliminação foi alcançado e certificado em abril de 2026.

Já nas Ilhas Turks e Caicos, a certificação ocorreu em junho de 2026. Além de eliminar a transmissão vertical de HIV, a nação insular eliminou ainda a hepatite B transmitida de mãe para filho, tornando-se o primeiro território das Américas a alcançar esse feito.

Este é um trecho da matéria original. Leia na íntegra em https://mla.bs/868c40bb2f.

Aumentar os investimentos em saúde de forma direcionada pode prevenir 739 mil mortes prematuras no Brasil, além de incre...
08/10/2026

Aumentar os investimentos em saúde de forma direcionada pode prevenir 739 mil mortes prematuras no Brasil, além de incrementar o Produto Interno Bruto em mais de R$1 trilhão, até 2050. É o que mostra o recorte nacional da pesquisa A saúde das nações: saúde mais forte, economias mais fortes, realizada pelo McKinsey Health Institute’s.

De acordo com o diretor de dados de Saúde do instituto, Brad Herbig, não basta o aumento das cifras: também é preciso destinar os recursos para ações comprovadamente eficazes e custo-efetivas, ou seja, cujo investimento entrega o melhor resultado pelo menor custo necessário.

“É crucial olhar para as evidências científicas e garantir que elas ocupem lugar central nos espaços onde as decisões são tomadas. E também usar essas evidências para comunicar quais ações são necessárias”, complementou Herbig.

O estudo foi apresentado nesta terça-feira (6), durante um encontro de jornalistas da América Latina promovido pela farmacêutica Roche, em San José, capital da Costa Rica. O tema central do evento é saúde como investimento.

Esta também é uma mensagem central do relatório do McKinsey Health Institute's.

“Os investimentos nas saúde das pessoas não são gastos, eles também são bons para o crescimento do país, para a melhora da competitividade econômica e afetam muitos outros aspectos”, destacou Brad.

Para chegar a essa conclusão, o instituto analisou o impacto de cerca de 300 intervenções de saúde, baseadas em evidências científicas e comprovadamente custo-efetivas.

Essas medidas atacam 90 doenças e 27 fatores de risco, que correspondem a 85% dos problemas de saúde que mais atingem a população mundial. O conjunto abrange ações de prevenção em nível populacional e individual e também tratamentos.

Este é um trecho da matéria original. Leia na íntegra em https://mla.bs/6f1d1a1f38.

O diretor-geral da OMS, a Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom, disse que o Sistema Único de Saúde do Brasil é u...
08/10/2026

O diretor-geral da OMS, a Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom, disse que o Sistema Único de Saúde do Brasil é um exemplo para o mundo por garantir atendimento universal a uma população de mais de 200 milhões de pessoas.

O diretor-geral da OMS destacou que poucos países possuem um sistema público com cobertura tão ampla e elogiou a atuação do Brasil na agenda internacional da saúde, citando o acordo global sobre pandemias aprovado neste ano e a cooperação histórica entre a OMS e a Fundação Oswaldo Cruz.

Tedros participou da entrega do dossiê que marca o início do processo de certificação internacional para a eliminação da transmissão vertical, de mãe para filho, da hepatite B, como problema de saúde pública no Brasil. O documento foi apresentado no Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais.

Segundo ele, o resultado é fruto de anos de trabalho de profissionais de saúde, pesquisadores e comunidades em todo o país.

Tedros Adhanom visitou o Hospital Federal do Andaraí no Rio de Janeiro, nessa terça-feira, durante sua passagem pelo Brasil para participar da Conferência Internacional sobre HIV/Aids e de compromissos com o Ministério da Saúde relacionados às estratégias de eliminação de doenças e fortalecimento da cooperação entre a OMS e instituições brasileiras.

Este é um trecho da matéria original. Leia na íntegra em https://mla.bs/835528130f.

O Instituto Cultural Barong não tem mais recursos para seguir com um projeto que  faz 160 pessoas receberem medicamentos...
08/10/2026

O Instituto Cultural Barong não tem mais recursos para seguir com um projeto que faz 160 pessoas receberem medicamentos em casa. Criado durante a pandemia, o “Art em Casa” garantiu que os antirretrovirais chegassem até pessoas vivendo com dificuldades de locomoção. A interrupção do projeto está repercutindo negativamente entre o movimento social.

Integrante do Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas conta como a entrega domiciliar garantiu seus antirretrovirais; FOAESP e Instituto Vida Nova alertam para os efeitos da suspensão e cobram política pública permanente

Quando Maria Elisa sofreu uma queda, fraturou o fêmur e precisou passar por uma cirurgia, retirar os antirretrovirais no serviço de saúde deixou de ser uma tarefa simples. Em recuperação e com a mobilidade comprometida, ela encontrou no Projeto Art em Casa uma forma de manter o tratamento sem interrupções.

“Eu fui beneficiada por este projeto em um momento que estava em recuperação de uma cirurgia após uma fratura de fêmur causada por uma queda”, relata Maria Elisa, integrante do Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas de São Paulo (MNCP-SP).

“Foi de extrema importância o atendimento feito, pois tive meus antirretrovirais chegando à minha residência sem atrasos, o que não causou prejuízo em minha adesão”, afirma.

A experiência ajuda a dimensionar o impacto da suspensão do Art em Casa, desenvolvido pelo Instituto Cultural Barong. Para pessoas com mobilidade reduzida, sem rede de apoio, envelhecendo com HIV ou que preservam em sigilo sua sorologia, o medicamento estar disponível no SUS não significa, necessariamente, conseguir chegar até ele.

Este é um trecho da matéria original. Leia na íntegra em https://mla.bs/ee070dcf72.

Quem precisa consultar o histórico de vacinação pode acessar as informações disponíveis pelo Meu SUS Digital. A platafor...
07/10/2026

Quem precisa consultar o histórico de vacinação pode acessar as informações disponíveis pelo Meu SUS Digital. A plataforma do Ministério da Saúde permite verificar registros de vacinas recebidas, acessar a carteira digital de vacinação e emitir documentos e certificados, utilizando uma conta Gov.br.

Na área de vacinação, o cidadão pode consultar os imunizantes registrados em seu nome nos sistemas de saúde integrados à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). Conforme as informações disponibilizadas, é possível verificar as vacinas recebidas, as doses aplicadas e os respectivos registros de vacinação.

A plataforma também disponibiliza a Carteira Nacional de Vacinação Digital, que reúne as informações recebidas dos sistemas integrados, além de certificados específicos, como o Certificado Nacional de Vacinação contra a Covid-19 e o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), utilizado para comprovar a vacinação contra a febre amarela quando atendidos os requisitos de emissão.

COMO CONSULTAR SUAS VACINAS?

Para acessar os registros disponíveis, o cidadão deve seguir os passos:

👉 Abra o aplicativo Meu SUS Digital ou acesse o endereço meususdigital.saude.gov.br.
👉 Entre com sua conta Gov.br, informando CPF e senha.
👉 Na tela inicial, acesse a área “Minha Saúde”.
👉 Selecione a opção “Vacinas”.
👉 Consulte o histórico das doses registradas. Para acessar a carteira digital e os certificados disponíveis, selecione a aba “Documentos”.
👉 Na área de documentos, o cidadão pode visualizar e, conforme o documento, exportar os arquivos disponíveis em formato digital.

Este é um trecho da matéria original. Leia na íntegra em https://mla.bs/d16eb2f694.

Antes de começar a receber os antirretrovirais em casa, um homem de 69 anos, que vive com HIV há 36, já passou por uma s...
07/10/2026

Antes de começar a receber os antirretrovirais em casa, um homem de 69 anos, que vive com HIV há 36, já passou por uma situação que não deveria fazer parte de nenhum tratamento: ficou sem a medicação porque não conseguiu chegar ao serviço de saúde para buscá-lo.

Hoje, ele trabalha em Minas Gerais, mas mantém o acompanhamento no CRT DST/Aids, em São Paulo. Quando o trabalho, a distância ou a própria saúde impediam a viagem, recorria ao Projeto Art em Casa, do Instituto Cultural Barong.

Com a suspensão das entregas por falta de financiamento, ele teme voltar ao ponto de onde saiu. “Sempre tive dificuldade, porque tinha momentos em que era impossível. Às vezes por questão de trabalho ou alguma coisa de saúde mesmo. Então, às vezes, naquele período, tinha que ficar sem.”

O usuário pediu que nenhuma informação capaz de identificá-lo fosse publicada.

Há cerca de dois anos, quando começou a utilizar o Art em Casa, a rotina mudou. “A partir desse momento, não passou um dia nenhum. A gente tem tudo programado. Todas as vezes que houve demanda, a gente foi atendido. Chega no momento exato, quando a gente precisa.”

Agora, sem o serviço, ele afirma não ter recebido até o momento uma alternativa que substitua a entrega. “Não tem uma alternativa, não. Só indo mesmo no local.”

Para alguém que precisa se deslocar de outro estado, a resposta está longe de ser simples. Perguntado se acredita que poderá voltar a ter dificuldades para manter o tratamento, ele não hesita. “Sim, com certeza.”

A preocupação não está apenas na distância. Há momentos em que adoecer torna o deslocamento ainda mais difícil. Ele cita gripe, pneumonia e covid como exemplos de situações em que sair de casa, pegar ônibus e enfrentar longos trajetos pode se tornar um problema adicional.

Este é um trecho da matéria original. Leia na íntegra em https://mla.bs/3e5e801c32.

O Cremerj promove nesta quarta-feira, (7) campanha de doação de sangue. A ação ocorre, das 10h às 15h, na sede do Cremer...
07/10/2026

O Cremerj promove nesta quarta-feira, (7) campanha de doação de sangue. A ação ocorre, das 10h às 15h, na sede do Cremerj, na Praia de Botafogo, zona sul, em parceria com o Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti (Hemorio).

Com as novas regras que entraram em vigor no dia 2 deste mês em todo o país, doadores regulares poderão continuar doando sangue mesmo após completarem 70 anos. Não há mais uma idade máxima para quem tem o hábito de doar.

“Sabemos o quanto a doação de sangue é importante para a assistência eficiente dos nossos pacientes. A doação de sangue salva vidas e estamos juntos com o Hemorio nesta causa”, explica o presidente do Cremerj, Antônio Braga.

NÚMEROS

Cada doação salva até quatro vidas por meio da produção de hemocomponentes, usados para diferentes finalidades. O Hemorio abastece cerca de 100 unidades em todo o estado e precisa receber aproximadamente 400 doadores por dia.

No ano passado, foram coletadas 96 mil bolsas de sangue. Este ano, o número soma 63,3 mil bolsas até agora.

A nova política reduz ainda o tempo de espera para que pessoas temporariamente impedidas voltem a doar. Para quem passou por endoscopia ou usou anabolizantes sem prescrição médica, por exemplo, o prazo cai de seis para quatro meses.

No caso de tatuagem, maquiagem definitiva e procedimentos estéticos, como aplicação de botox, preenchimento e microagulhamento, a doação poderá ocorrer após sete dias, desde que os procedimentos tenham sido feitos em local que cumpra as normas de segurança. Quando essa avaliação não for possível, o prazo será de quatro meses.

Algumas das novas regras de biossegurança estabelecidas por portaria do Ministério da Saúde já haviam sido adotadas pelo Hemorio. É o caso da testagem para malária, que se torna obrigatória para todo o Brasil a partir de outubro, e da identificação dos hemocomponentes com um código de barras.

Este é um trecho da matéria original. Leia na íntegra em https://mla.bs/b389a6e796.

O Ministério da Saúde abriu nesta terça-feira, 6 de outubro, uma consulta pública para aprimorar as orientações destinad...
06/10/2026

O Ministério da Saúde abriu nesta terça-feira, 6 de outubro, uma consulta pública para aprimorar as orientações destinadas à prevenção do HIV entre adolescentes e jovens no país. Até 3 de novembro, profissionais de saúde, gestores, pesquisadores, organizações da sociedade civil, jovens e demais interessados poderão apresentar sugestões ao documento “Oferta de profilaxias do HIV para jovens: Guia para profissionais da saúde e gestores”.

Elaborado pela Coordenação-Geral de Vigilância do HIV/Aids, do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi/SVSA/MS), o material busca apoiar os serviços de saúde na ampliação e qualificação do acesso às diferentes estratégias de prevenção, especialmente à profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e à profilaxia pós-exposição (PEP).

Mais do que apresentar recomendações sobre medicamentos, o documento propõe discutir a maneira como os jovens chegam aos serviços e são recebidos por eles. Entre os temas abordados estão acolhimento, cuidado integral, criação de demanda, organização da rede e adaptação das estratégias às diferentes realidades sociais e territoriais das juventudes brasileiras.

PREP E PEP NO CENTRO DA DISCUSSÃO

A PrEP utiliza medicamentos antirretrovirais antes de uma possível exposição ao HIV e integra as estratégias de prevenção combinada. As recomendações adotadas no país permitem sua indicação, mediante avaliação individual, para pessoas sexualmente ativas a partir dos 15 anos e com peso igual ou superior a 35 quilos que estejam em contextos de maior possibilidade de exposição ao HIV.

Já a PEP é uma medida de emergência utilizada depois de uma possível exposição ao vírus. Ela precisa ser iniciada o mais rapidamente possível, em até 72 horas após a situação de risco.

Este é um trecho da matéria original. Leia na íntegra em https://mla.bs/630a7075de.

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