22/08/2026
Não foram 11 anos ensinando pessoas a “pensarem positivo”.
Foram mais de 11 anos aprendendo que, muitas vezes, o que parece falta de força pode ser uma tentativa de proteção.
Que a procrastinação nem sempre é preguiça.
Que o perfeccionismo pode esconder medo.
Que a dificuldade de colocar limites pode ter menos a ver com “não saber dizer não” e mais com o medo do que pode acontecer depois dele.
Ao longo da minha trajetória clínica, fui entendendo cada vez mais que transformar um comportamento exige mais do que vontade.
Exige compreender de onde ele veio, o que o mantém e qual função ele cumpre na vida daquela pessoa.
É justamente nesse ponto que a Neuropsicologia, as Terapias Cognitivas e a prática clínica se encontram: não para oferecer respostas prontas, mas para construir uma compreensão mais profunda sobre o funcionamento do nosso cérebro, como pensamos, sentimos e nos comportamos.
E talvez essa seja uma das maiores mudanças que vejo acontecer na minha atuação:
Quando você deixa de lutar contra quem é e começa a compreender por que se tornou quem é.
No dia 27/08, na Semana da Psicologia da UniFECAF, vou falar sobre essa interface entre Neuropsicologia e Terapias Cognitivas e sobre como o conhecimento pode se transformar em intervenção clínica.
Porque, depois de mais de 11 anos na clínica, uma coisa ficou ainda mais clara para mim:
entender não é justificar.
Entender é o primeiro passo para poder mudar.
E você: qual comportamento seu você gostaria de compreender melhor, em vez de simplesmente tentar mudar?
UniFECAF