Dra. Milene S. Ferreira

Dra. Milene S. Ferreira Profa. Dra. Milene Silva Ferreira:

Especialista em Fisiatria, Geriatria, Gerontologia e Medicina da

A prática de exercícios regulares, a qualidade do sono, a saúde cardiovascular e metabólica, a convivência social e o es...
13/08/2026

A prática de exercícios regulares, a qualidade do sono, a saúde cardiovascular e metabólica, a convivência social e o estímulo cognitivo, são hábitos diários que ajudam a cuidar do seu cérebro e da capacidade de se conectar com o mundo.

Envelhecer faz parte da vida. Perder capacidades importantes, porém, não precisa ser encarado como algo inevitável.

A perda auditiva, muitas vezes gradual e silenciosa, merece atenção. Por isso, acompanhar a audição regularmente é tão importante quanto monitorar outros indicadores de saúde, permitindo identificar mudanças precocemente e agir antes que elas comprometam a comunicação, a autonomia e a qualidade de vida.

Da mesma forma, acompanhar força, equilíbrio, cognição e capacidade funcional ajuda a entender não apenas a presença de doenças, mas a reserva que o organismo ainda possui para enfrentar os desafios do envelhecimento.

Dra. Milene S. Ferreira Médica Fisiatra e Geriatra
CRM 88306/ RQE 45869

Muito feliz com as trocas e apresentações de altíssimo nível que tivemos ontem no Fronteiras do Envelhecimento! Estamos ...
29/07/2026

Muito feliz com as trocas e apresentações de altíssimo nível que tivemos ontem no Fronteiras do Envelhecimento!

Estamos na quinta edição deste evento e é nítida a crescente de interesse e robustez das discussões.
Deixar de enxergar o envelhecimento como desfecho e passar a olhar para a trajetória com muitas oportunidades de modular este desfecho é uma urgência.

Envelhecer é inevitável mas perder funcionalidade não precisa ser.

Estudos demonstram que o declínio começa 14 anos antes da perda funcional severa.

Existem meios de predizer e intervir, só precisamos tirar o foco exclusivo das doenças e colocar o foco nos determinantes da perda de autonomia (capacidade intrínseca e resiliência biológica).

Já pensando na sexta edição!

Tenho acompanhado com muito interesse a chegada da inteligência artificial ao cuidado com a saúde.E, até agora, minha ex...
22/07/2026

Tenho acompanhado com muito interesse a chegada da inteligência artificial ao cuidado com a saúde.

E, até agora, minha experiência tem sido mais positiva do que negativa.

Meus pacientes chegam às consultas mais informados, fazem perguntas melhores e participam mais ativamente das decisões. Isso torna a conversa mais rica.

Mas cada pessoa é única.

Duas pessoas com o mesmo diagnóstico podem ter histórias, objetivos, valores, medos, contexto familiar e capacidades completamente diferentes. E tudo isso influencia a melhor decisão.

A medicina não é apenas a ciência de tratar doenças. É, acima de tudo, a arte de cuidar de pessoas.

A IA pode organizar informações, resumir evidências e ampliar o acesso ao conhecimento. É uma ferramenta extraordinária.

Mas transformar informação em cuidado exige escuta, julgamento clínico, experiência e uma relação de confiança construída entre médico e paciente.

Não existem receitas universais.

Existe a melhor decisão para aquela pessoa, naquele momento da vida.

Se a inteligência artificial ajudar o paciente a chegar mais preparado para essa conversa, ela estará cumprindo um papel valioso.

O futuro da medicina, na minha visão, não será uma disputa entre médicos e IA.

Será uma parceria em que a tecnologia amplia nossa capacidade de cuidar, enquanto o olhar humano continua sendo insubstituível.

Qual tem sido a sua experiência com o uso da IA para buscar informações sobre saúde?

O fezolinetanto (Veoza®) é o primeiro medicamento não hormonal aprovado pela Anvisa para reduzir os fogachos e os suores...
17/07/2026

O fezolinetanto (Veoza®) é o primeiro medicamento não hormonal aprovado pela Anvisa para reduzir os fogachos e os suores noturnos, sintomas que comprometem significativamente a qualidade de vida de muitas mulheres.

Seu diferencial é atuar diretamente no cérebro, bloqueando os receptores da neuroquinina 3 (NK3), envolvidos na desregulação da temperatura corporal durante a menopausa.

Apesar do avanço, é importante lembrar que ele não substitui a terapia hormonal quando esta é indicada. Trata-se de uma nova opção terapêutica, especialmente para mulheres que não podem utilizar hormônios ou preferem uma alternativa não hormonal.

Cada mulher vivencia a menopausa de forma diferente. Por isso, o tratamento deve ser sempre individualizado e baseado em evidências.

Dra. Milene S. Ferreira Médica Fisiatra e Geriatra
CRM 88306/ RQE 45869

A natureza pode realmente desacelerar o envelhecimento? Cada vez mais estudos sugerem que sim.Embora ainda faltem estudo...
10/07/2026

A natureza pode realmente desacelerar o envelhecimento? Cada vez mais estudos sugerem que sim.

Embora ainda faltem estudos de longo prazo para comprovar um efeito direto sobre a longevidade, as evidências mostram que a exposição regular à natureza pode influenciar diversos mecanismos biológicos relacionados ao envelhecimento saudável.

Veja alguns dos principais achados:

🛡️ Fortalece o sistema imunológico
Estudos demonstram aumento da atividade das células Natural Killer (NK), importantes na defesa contra infecções e células anormais, além de melhora da imunidade das mucosas.

🔥 Reduz a inflamação crônica
Pessoas com maior contato com áreas verdes apresentam níveis mais baixos de biomarcadores inflamatórios, como IL-6, proteína C-reativa (PCR) e fibrinogênio — componentes centrais do chamado inflammaging.

⚖️ Diminui a carga alostática
Ambientes naturais parecem reduzir o impacto do estresse crônico sobre o organismo, favorecendo melhor equilíbrio entre os sistemas cardiovascular, hormonal, metabólico e imunológico.

🧬 Pode proteger o envelhecimento celular
Estudos sugerem associação entre maior exposição à natureza e menor aceleração do envelhecimento biológico, além de possível proteção de telômeros e do DNA mitocondrial, especialmente em ambientes com menor poluição.

🌱 Os benefícios podem ir além da paisagem
A redução da poluição, do ruído e do estresse, associada ao contato com compostos liberados pelas plantas (fitoncidas), pode explicar parte desses efeitos.

📌 O mais importante é lembrar que a natureza não substitui hábitos fundamentais como exercício físico, alimentação saudável e sono adequado. Mas ela pode ser um poderoso complemento, atuando simultaneamente sobre diferentes vias biológicas envolvidas no envelhecimento.

Talvez caminhar em um parque, fazer uma trilha ou simplesmente passar mais tempo em ambientes verdes seja mais do que um momento de lazer. Pode ser também um investimento na sua saúde futura.

🌿 A ciência ainda está construindo essa história, mas as evidências apontam na mesma direção: aproximar-se da natureza faz bem ao corpo — e, possivelmente, ao processo de envelhecimento.

Dra. Milene S. Ferreira
Médica Fisiatra e Geriatra
CRM 88306/ RQE 45869

A terapia por ondas de choque é um recurso moderno, não invasivo e respaldado por evidências científicas para o tratamen...
03/07/2026

A terapia por ondas de choque é um recurso moderno, não invasivo e respaldado por evidências científicas para o tratamento de diversas condições musculoesqueléticas.

Ela utiliza ondas acústicas que estimulam a resposta natural do organismo, favorecendo a regeneração dos tecidos, auxiliando no controle da dor e contribuindo para a recuperação funcional.

Ela pode ser indicada para casos como:
✔️ Fascite plantar
✔️ Tendinites
✔️ Epicondilite (cotovelo)
✔️ Tendinopatias do ombro
✔️ Calcificações
✔️ Lesões musculares
✔️ Algumas dores crônicas

Cada paciente precisa ser avaliado individualmente. Nem toda dor tem indicação para esse tratamento, por isso a consulta médica é essencial para definir a melhor abordagem.

Fale com o seu médico e avalie se a Terapia por Ondas de Choque é indicada para você.

Dra. Milene S. Ferreira Médica Fisiatra e Geriatra
CRM 88306/ RQE 45869

Quando a dor persiste por mais de 3 meses, ela passa a ser considerada dor crônica e deixa de ser apenas um sintoma. Ela...
24/06/2026

Quando a dor persiste por mais de 3 meses, ela passa a ser considerada dor crônica e deixa de ser apenas um sintoma. Ela pode se tornar uma condição de saúde complexa, capaz de afetar diversos aspectos da vida.

Mais do que uma sensação física, a dor crônica pode impactar:

✔️ A memória, a concentração e a capacidade de tomar decisões;

✔️ A qualidade do sono;

✔️ O humor, aumentando o risco de ansiedade e depressão;

✔️ As relações sociais e familiares;

✔️ A produtividade e a rotina de trabalho;

✔️ A qualidade de vida como um todo.

Um ponto importante é entender que a intensidade da dor nem sempre está relacionada à gravidade de uma lesão.

Com o tempo, o sistema nervoso pode se tornar mais sensível, fazendo com que o cérebro mantenha os sinais de dor mesmo após a recuperação inicial do tecido.

Por isso, ignorar a dor ou acreditar que ela faz parte da idade pode atrasar o diagnóstico e o tratamento adequado.

A dor crônica merece atenção porque, na maioria das vezes, quanto mais cedo ela é abordada, maiores são as chances de evitar que ela se torne incapacitante.

Dra. Milene S. Ferreira Médica Fisiatra e Geriatra
CRM 88306/ RQE 45869

Mais um marco importante que quero compartilhar com vocês!Grande parte da minha trajetória foi voltada ao tratamento das...
19/06/2026

Mais um marco importante que quero compartilhar com vocês!

Grande parte da minha trajetória foi voltada ao tratamento das pessoas com AVC (acidente vascular cerebral).

Mestrado e doutorado voltados a criação de scores que auxiliam no prognóstico pós AVC. Implementação da Unidade de AVC do Hospital São Paulo. Coordenação da Reabilitação em AVC na AACD e UNIFESP. Alguns livros e artigos produzidos neste contexto. Consultoria em Hospitais de Transição pós AVC. Implementaçao do fluxo de Reabilitação precoce e transição de cuidados no Hospital Israelita Albert Einstein.

Enfim, me sinto realizada por de alguma forma ter ajudado a melhorar a vida de algumas pessoas em um momento tão crítico de suas vidas.

E hoje, junto com meu dream team da Reab Einstein, recebemos a certificação da World Stroke Organization como Centro de Reabilitação acreditado no tratamento do AVC.

Fomos o primeiro Centro a ser visitado no Brasil!

Muito feliz!

Está chegando o nosso Fronteiras do Envelhecimento! Em sua quinta edição, trazendo convidados nacionais e internacionais...
17/06/2026

Está chegando o nosso Fronteiras do Envelhecimento!

Em sua quinta edição, trazendo convidados nacionais e internacionais de reconhecido conhecimento para discutir temas relacionados a longevidade no contexto do sistemas de saúde.

Espero vocês lá!

Cada vez mais monitoramos sono, frequência cardíaca, passos, calorias e recuperação. Isso pode ser útil. Mas existe uma ...
06/06/2026

Cada vez mais monitoramos sono, frequência cardíaca, passos, calorias e recuperação. Isso pode ser útil. Mas existe uma pergunta importante:

Estamos usando os dados para compreender o corpo ou substituindo a nossa percepção por eles?

A interocepção é a capacidade de perceber os sinais internos do organismo: fome, saciedade, cansaço, tensão, respiração, temperatura, batimentos cardíacos e até emoções.

Pesquisadores alertam que, quando passamos a confiar exclusivamente nos números, podemos enfraquecer o hábito de observar esses sinais diretamente.

Tecnologia e autoconsciência não precisam competir. O ideal é usar os dados como complemento, não como substituto.

Antes de olhar para o relógio, experimente perguntar:

- Como está minha energia hoje?
- Estou realmente descansado?
- Estou com fome ou apenas seguindo um horário?
- Como meu corpo está respondendo ao meu dia?

Seu wearable gera dados. Seu corpo gera informação.
Aprender a escutá-lo continua sendo uma das habilidades mais importantes para a saúde.

Dra. Milene S. Ferreira Médica Fisiatra e Geriatra (CRM 88306 RQE 45869)

Referêcias:

Foerster D. Sensing a Heartbeat: A New Perspective on Self-Tracking Technologies through the Integration of Interoception (2024).

Mulder et al. The Role of Interoception in Lifestyle Factors: A Systematic Review (2025).

Aggerholm et al. The Digi-Appearing Body: Bodily Awareness When Mediated by Digital Self-Tracking Technologies (2025).

Endereço

Rua João Lourenço, 222/Vila Nova Conceição
São Paulo, SP
04508-000

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Terça-feira 08:00 - 17:00
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