Psicóloga Júlia Gama

Psicóloga Júlia Gama Olá, sejam Bem-Vindos! Nesta página, compartilharei com vocês informações e conteúdos sobre Psicologia.

A ansiedade tem o hábito de nos fazer viver vários dias em apenas alguns minutos.Ela nos convence de que precisamos reso...
28/07/2026

A ansiedade tem o hábito de nos fazer viver vários dias em apenas alguns minutos.

Ela nos convence de que precisamos resolver toda a vida agora. E, diante desse peso, é comum travarmos.

Sempre que perceber sua mente acelerando, faça uma pausa e pergunte:

“Qual é o próximo passo que depende de mim neste momento?”

Essa pergunta diminui o excesso de futuro e devolve você para o único lugar onde a mudança realmente acontece: o presente.

Um passo. Depois outro. É assim que caminhamos, mesmo nos dias difíceis.

E me conta: qual é o seu próximo passo hoje?

A vida real raramente parece organizada.Tem dias em que a casa está em ordem.Em outros, existem brinquedos no chão, roup...
20/07/2026

A vida real raramente parece organizada.

Tem dias em que a casa está em ordem.
Em outros, existem brinquedos no chão, roupa para guardar e tarefas inacabadas.

Durante muito tempo, eu achei que organização era sinal de que eu estava dando conta de tudo.

Mas a vida foi me ensinando outra coisa.

Uma vida cheia de significado nem sempre parece impecável.

Às vezes, os brinquedos espalhados não falam sobre desorganização.
Falam sobre uma infância acontecendo.
Sobre imaginação.
Sobre presença.
Sobre uma casa que está sendo vivida.

Existe uma diferença entre viver uma vida plena e viver tentando manter tudo sob controle.

E talvez a paz esteja justamente em parar de confundir uma coisa com a outra.

No fim, nem toda bagunça precisa ser resolvida imediatamente. Algumas são apenas a marca de uma vida acontecendo.

✨ E você? O que hoje parece “bagunça” na sua vida, mas talvez seja apenas um sinal de que ela está sendo vivida? 💛

A culpa costuma aparecer muito rápido.Porque você não respondeu todas as mensagens.Porque não conseguiu terminar tudo no...
14/07/2026

A culpa costuma aparecer muito rápido.

Porque você não respondeu todas as mensagens.
Porque não conseguiu terminar tudo no trabalho.
Porque perdeu a paciência com seu filho.
Porque deixou de fazer algo por você.
Porque, mais uma vez, sentiu que ficou devendo.

Mas nem toda culpa significa que você fez algo errado.

Muitas vezes, ela é apenas o reflexo de uma régua alta demais.

Então, antes de concluir que você falhou, pergunte a si mesma:

1. Eu realmente tinha controle sobre essa situação?
Nem tudo depende de você. Assumir responsabilidades que não são suas só aumenta a sobrecarga.

2. Estou me cobrando perfeição ou reconhecendo o que era possível fazer hoje?
Existe uma grande diferença entre “não dei conta” e “não consegui fazer tudo”. Ninguém consegue.

3. Se uma pessoa que eu amo estivesse vivendo exatamente isso, eu falaria com ela da forma como estou falando comigo?
Se a resposta for “não”, talvez você esteja precisando de mais gentileza consigo mesma.

A autocobrança costuma prometer que, se você se exigir mais, vai finalmente sentir que é suficiente.

Mas a verdade é que ela só muda a linha de chegada.

Quanto mais você faz, mais ela exige.

Talvez o que esteja faltando não seja fazer mais.

Talvez seja aprender a olhar para si com mais humanidade.

Afinal, viver com mais leveza não significa fazer menos do que importa. Significa parar de carregar pesos que nunca deveriam ter sido seus. 🤍

Você já percebeu que, às vezes, tentar ser forte o tempo todo cansa mais do que sentir?A gente costuma acreditar que, se...
07/07/2026

Você já percebeu que, às vezes, tentar ser forte o tempo todo cansa mais do que sentir?

A gente costuma acreditar que, se der espaço para a dor, ela vai tomar conta de tudo.

Mas, na prática, muitas vezes acontece o contrário.

Quando nomeamos o que sentimos, a emoção deixa de precisar gritar para ser percebida.

Isso não faz o sofrimento desaparecer. Mas faz com que ele deixe de ocupar todo o espaço.

Um exercício simples pode ajudar: pegue uma folha e escreva, sem se preocupar com a forma. Coloque no papel tudo o que está passando pela sua cabeça, como se estivesse conversando com alguém de confiança. Depois, leia o que escreveu e responda a si mesma com a gentileza que teria ao acolher uma pessoa querida.

É comum pensar que sentir vai atrapalhar a produtividade.

Na minha experiência clínica, vejo que o que mais esgota as pessoas não é sentir. É passar o dia inteiro tentando não sentir.

Acolher uma emoção não significa perder o dia. Às vezes, é exatamente isso que permite seguir com mais presença e leveza. 🤍

Existe uma diferença importante entre escolher ser produtiva e precisar estar produzindo o tempo todo.Na clínica, vejo m...
01/07/2026

Existe uma diferença importante entre escolher ser produtiva e precisar estar produzindo o tempo todo.

Na clínica, vejo mulheres extremamente competentes que organizam a vida de todos ao redor. Elas trabalham, cuidam da casa, dos filhos, resolvem problemas e seguem funcionando.

Por fora, parecem fortes.

Por dentro, muitas vezes estão evitando um encontro difícil consigo mesmas.

Nem toda produtividade é motivada por propósito.

Às vezes, ela é sustentada pelo medo do vazio, pela culpa de descansar, pela sensação de que o próprio valor depende do quanto conseguem entregar.

A eficiência é uma qualidade.

Mas quando ela se torna a única forma de existir, vale a pena perguntar: o que ficou sem espaço dentro de você?

Porque viver em movimento constante pode parecer força.

Mas, às vezes, é apenas uma forma muito sofisticada de não sentir.

A primeira Copa do João ⚽️💛Ele provavelmente não vai se lembrar dos jogos.Talvez nem entenda exatamente o que está acont...
24/06/2026

A primeira Copa do João ⚽️💛

Ele provavelmente não vai se lembrar dos jogos.
Talvez nem entenda exatamente o que está acontecendo.

Mas eu vou me lembrar.

Vou me lembrar dele correndo pela sala com a camisa da seleção.
Das perguntas que fez.
Do jeito que os olhos dele brilhavam quando via a taça nas propagandas.

Ser mãe tem me ensinado que as primeiras vezes não são marcantes apenas para quem vive.

São marcantes para quem acompanha.

A primeira Copa.
O primeiro álbum de figurinhas.
O primeiro dia na escola.
A primeira viagem.
A primeira palavra.
O primeiro tombo que a gente não consegue evitar.

Os filhos crescem vivendo as experiências.

As mães crescem assistindo.

E talvez uma das partes mais bonitas da maternidade seja justamente essa: perceber que um dia comum está se transformando, silenciosamente, em uma lembrança que vamos guardar para sempre.

💛 Hoje eu só estou tentando estar presente para perceber que este momento também vai passar.

E você?

Qual primeira vez do seu filho (ou da sua vida) você gostaria de guardar para sempre na memória? ✨

A autocobrança pode até gerar resultado.Ela faz você cumprir prazos.Dar conta das responsabilidades.Seguir em frente mes...
16/06/2026

A autocobrança pode até gerar resultado.

Ela faz você cumprir prazos.
Dar conta das responsabilidades.
Seguir em frente mesmo quando está cansada.

Mas existe um custo que quase ninguém percebe.

Enquanto você está ocupada tentando fazer tudo certo, pode estar se afastando de si mesma.

Daquilo que sente.
Daquilo que precisa.
Daquilo que realmente importa.

E, aos poucos, a vida vai ficando parecida com uma lista de tarefas que nunca termina.

Você continua funcionando.
Mas já não sabe se está vivendo com presença ou apenas sobrevivendo.

Nem toda mulher sobrecarregada precisa de mais disciplina.

Algumas precisam aprender a se escutar antes de se exigir.

Você tem se tratado como alguém que precisa de apoio ou como alguém que precisa produzir mais?

Me conta nos comentários: qual tem sido o maior custo da sua autocobrança ultimamente?

Aproveitamos muito. Conhecemos lugares novos, caminhamos, experimentamos comidas diferentes, criamos memórias.Mas, em al...
05/06/2026

Aproveitamos muito. Conhecemos lugares novos, caminhamos, experimentamos comidas diferentes, criamos memórias.

Mas, em alguns momentos, me peguei pensando: “Será que aproveitei mesmo?”

Não foi uma viagem para descansar. Foram muitos passeios. A mente também ficava, lá no fundo, conectada ao meu filho, mesmo sabendo que estava tudo bem.

E algo me chamou atenção: eu achei que voltaria cheia de ideias, metas e insights sobre trabalho.

Mas eles não vieram.

Foi então que percebi uma armadilha comum da autocobrança:
Às vezes, esperamos que uma viagem cumpra funções demais.

Ela precisa descansar.
Precisa inspirar.
Precisa render fotos.
Precisa gerar memórias.
Precisa trazer clareza.
Precisa fazer valer o investimento.
Precisa nos transformar.

E, quando ela não entrega tudo isso ao mesmo tempo, surge a sensação de que não aproveitamos o suficiente.

Mas talvez o problema não esteja na viagem.

Talvez esteja na régua.

Talvez o oposto de trabalhar não seja descansar.

Talvez o oposto de trabalhar seja viver.

E viver nem sempre é produtivo.
Nem sempre gera insights.
Nem sempre traz respostas.

Às vezes, viver é apenas estar presente na experiência. E talvez essa tenha sido a maior lembrança que eu trouxe das férias:

Até nas férias eu estava avaliando meu desempenho nas férias.

Você também faz isso?

Você resolve os problemas da casa.Resolve as demandas do trabalho.Resolve as necessidades dos filhos.Resolve os imprevis...
01/06/2026

Você resolve os problemas da casa.
Resolve as demandas do trabalho.
Resolve as necessidades dos filhos.
Resolve os imprevistos.
Resolve o que precisa ser feito.

E talvez tenha se tornado tão boa em resolver que nem percebeu o que começou a fazer consigo mesma.

Toda vez que surge uma emoção difícil, você ocupa a agenda.

Toda vez que aparece um desconforto, você encontra uma tarefa.

Toda vez que algo machuca, você segue em frente.

Por fora, isso parece força.

Mas muitas vezes é apenas uma forma sofisticada de evitar contato com o que sente.

Na Terapia Cognitivo-Comportamental, entendemos que emoções não desaparecem porque foram ignoradas.

Elas continuam atuando nos bastidores.

Na irritação constante.
No cansaço que não passa.
Na culpa.
Na ansiedade.
Na sensação de estar sempre carregando mais do que deveria.

Nem tudo na vida precisa ser resolvido.

Algumas coisas precisam ser sentidas, compreendidas e processadas.

Porque existe uma diferença entre seguir funcionando e estar verdadeiramente bem.

E talvez a sua próxima evolução não esteja em aprender a fazer mais.

Mas em desenvolver a capacidade de permanecer com aquilo que sente, sem fugir, sem controlar e sem se abandonar.

Porque a mulher que aprende a acolher as próprias emoções deixa de viver apenas no modo sobrevivência.

E finalmente começa a viver com mais presença, leveza e liberdade.

Se você parasse de resolver tudo por um instante, o que perceberia dentro de si hoje?

Tem mulheres que confundem controle com segurança.Tentam prever tudo.Organizar tudo.Antecipar tudo.Resolver tudo antes m...
25/05/2026

Tem mulheres que confundem controle com segurança.

Tentam prever tudo.
Organizar tudo.
Antecipar tudo.
Resolver tudo antes mesmo que aconteça.

E por fora, muitas vezes, parecem extremamente funcionais.

Mas por dentro vivem em estado constante de tensão.

Porque o controle dá uma sensação momentânea de proteção…
Só que também mantém o corpo em alerta o tempo inteiro.

A mente nunca descansa.
Existe sempre algo para monitorar, corrigir ou evitar.

Com o tempo, essa tentativa de “garantir que tudo fique bem” vira exaustão emocional.

Segurança emocional não é viver sem imprevistos.
É desenvolver recursos internos para lidar com eles sem precisar controlar tudo ao redor.

E talvez uma das partes mais difíceis desse processo seja aceitar que nem tudo depende de você.

Nem tudo pode ser antecipado.
Nem tudo precisa estar sob controle para você ficar bem.

Existe mais leveza quando você aprende a confiar menos no controle…
e mais na sua capacidade de se sustentar emocionalmente diante da vida.

Você sente que tenta controlar tudo…
ou nunca tinha percebido isso em você?

Endereço

São Paulo, SP

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