05/06/2026
Aproveitamos muito. Conhecemos lugares novos, caminhamos, experimentamos comidas diferentes, criamos memórias.
Mas, em alguns momentos, me peguei pensando: “Será que aproveitei mesmo?”
Não foi uma viagem para descansar. Foram muitos passeios. A mente também ficava, lá no fundo, conectada ao meu filho, mesmo sabendo que estava tudo bem.
E algo me chamou atenção: eu achei que voltaria cheia de ideias, metas e insights sobre trabalho.
Mas eles não vieram.
Foi então que percebi uma armadilha comum da autocobrança:
Às vezes, esperamos que uma viagem cumpra funções demais.
Ela precisa descansar.
Precisa inspirar.
Precisa render fotos.
Precisa gerar memórias.
Precisa trazer clareza.
Precisa fazer valer o investimento.
Precisa nos transformar.
E, quando ela não entrega tudo isso ao mesmo tempo, surge a sensação de que não aproveitamos o suficiente.
Mas talvez o problema não esteja na viagem.
Talvez esteja na régua.
Talvez o oposto de trabalhar não seja descansar.
Talvez o oposto de trabalhar seja viver.
E viver nem sempre é produtivo.
Nem sempre gera insights.
Nem sempre traz respostas.
Às vezes, viver é apenas estar presente na experiência. E talvez essa tenha sido a maior lembrança que eu trouxe das férias:
Até nas férias eu estava avaliando meu desempenho nas férias.
Você também faz isso?