Raphael Mello - Psicólogo

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Psicólogo
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Pós em Saúde Mental, Psicopatologia e Atenção Psicossocial
Pós em Psicanálise e Análise do Contemporâneo
Especializando em Psicologia Clinica Psicólogo & Psicanalista
Especialização Psicanálise
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Quem ganha quando a gente desiste da política? Escrevi sobre o fascínio pelo autoritarismo, o uso de Deus como promessa ...
30/09/2026

Quem ganha quando a gente desiste da política?

Escrevi sobre o fascínio pelo autoritarismo, o uso de Deus como promessa eleitoral e os motivos pelos quais me posiciono à esquerda.

O texto é longo, mas espero que você fique para essa conversa. Ela também diz respeito ao futuro que ainda podemos desejar e construir.

Raphael Mello | Psicólogo
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Fazer análise não é sobre encontrar respostas mágicas ou consertar o que a gente acha que está quebrado. É sobre ganhar ...
10/09/2026

Fazer análise não é sobre encontrar respostas mágicas ou consertar o que a gente acha que está quebrado.

É sobre ganhar chão para pisar e aprender a suportar o mistério do próprio desejo. É um caminhar sutil, que sempre começa quando a gente aceita sentar diante de alguém para falar sem precisar chegar sabendo o que quer dizer.

O espaço para os agendamentos está aberto.

E se você lembrou daquela pessoa que comentou recentemente que estava querendo começar a fazer terapia, mande esse post para ela.

Às vezes, o início desse caminhar precisa apenas de um empurrãozinho discreto de quem se importa. 😉🌻

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Olhar para os relacionamentos hoje dá um cansaço danado. A queixa geracional é quase sempre a mesma: “está todo mundo in...
02/09/2026

Olhar para os relacionamentos hoje dá um cansaço danado. A queixa geracional é quase sempre a mesma: “está todo mundo indisponível”, “as pessoas sumiram”, “ninguém quer nada com nada”.

Mas, se a gente afastar um pouco o filtro da tela, o diagnóstico ganha outras camadas. Numa época viciada no descarte rápido e na ilusão do afeto sob medida, o indisponível virou o nosso esconderijo mais bem-sucedido.

Apaixonar-se por quem não pode ficar protege o desejo do desgaste da realidade. No fundo, o desinteresse alheio não opera como um limite, mas como um desafio narcísico de tentar ser o milagre na vida de quem não escolhe ninguém.

É o nosso cansaço crônico de tentar “dar match” se revelando como o sintoma mais contemporâneo de todos: a nossa tara pelo impossível para nunca ter que lidar com o caos e as imperfeições de uma presença real.

Texto completo no carrossel.

Como essa dinâmica bate por aí? Essa obsessão pelo inacessível também tem te cansado?

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Amar, é, talvez, permitir que o outro não precise desaparecer para nos caber.Raphael Mello | PsicólogoCRP 06/122146     ...
28/08/2026

Amar, é, talvez, permitir que o outro não precise desaparecer para nos caber.

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Há algo de muito delicado no lugar de escutar alguém.Não para dizer por onde ir, nem para livrá-lo de tudo aquilo que dó...
27/08/2026

Há algo de muito delicado no lugar de escutar alguém.

Não para dizer por onde ir, nem para livrá-lo de tudo aquilo que dói. Mas para oferecer um lugar onde a palavra possa fazer alguma coisa com o que parecia não ter nome, onde uma repetição possa ser reconhecida e onde o desejo encontre espaço para aparecer.

Porque uma escuta não deveria produzir vidas mais obedientes, ajustadas ou protegidas. Deveria ajudar cada sujeito a encontrar um modo mais próprio de estar no mundo — inclusive diante daquilo que não pode controlar.

Neste Dia do Psicólogo, celebro esse lugar de acompanhar alguém não apenas a se proteger da vida, mas a desejar dentro dela.

Como escreveu Clarice Lispector: “Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.”

Raphael Mello | Psicólogo
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Há vezes em que a gente não quer voltar para o outro. Quer voltar à cena em que não foi escolhido e fazer com que ela te...
26/08/2026

Há vezes em que a gente não quer voltar para o outro. Quer voltar à cena em que não foi escolhido e fazer com que ela termine diferente.

Depois que alguém vai embora, você pode começar a lembrar da relação de um jeito diferente

Tem gente que aprendeu muito cedo que ser necessário é uma maneira de garantir amor e, quando isso entra nas relações, o...
23/08/2026

Tem gente que aprendeu muito cedo que ser necessário é uma maneira de garantir amor e, quando isso entra nas relações, o cuidado pode começar a carregar uma função que nem sempre percebemos.

A pessoa oferece, resolve, se disponibiliza e, no fundo, vai tentando construir um lugar do qual seja difícil ser retirada.

Não porque o afeto seja falso, mas porque junto dele pode existir medo. Medo de perder, de deixar de importar, de descobrir que mesmo fazendo tudo ainda assim o outro pode não querer ficar.

Essa é uma das fantasias mais difíceis de lidar no amor, que nenhuma quantidade de cuidado transforma presença em garantia.

O outro é outro e continua livre, faltante, podendo desejar para além de nós. Dar sem desaparecer de si talvez já seja uma forma mais honesta de se permitir amar.

Raphael Mello | Psicólogo
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Tem gente que diz que evita conflito, mas às vezes o que está evitando mesmo é a possibilidade de desagradar e perder o ...
22/08/2026

Tem gente que diz que evita conflito, mas às vezes o que está evitando mesmo é a possibilidade de desagradar e perder o amor do outro. A pessoa não recua porque mudou de ideia, recua porque a reação de quem está do outro lado pesa mais do que aquilo que ela sentiu.

A culpa entra, ela começa a se explicar, diminui o que queria dizer e, quando percebe, já está mais preocupada em preservar o vínculo do que em sustentar a própria experiência.

O trabalho está em não recolher a própria fala só porque ela produziu incômodo do outro lado.

Raphael Mello | Psicólogo
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“Amar se aprende amando”, escreveu Drummond.Talvez porque o amor não seja algo para o qual a gente se prepara sozinho, a...
21/08/2026

“Amar se aprende amando”, escreveu Drummond.

Talvez porque o amor não seja algo para o qual a gente se prepara sozinho, até finalmente estar pronto. A ideia tão repetida de que é preciso “se amar primeiro para depois amar alguém” parece cuidado, mas também carrega um ideal bastante contemporâneo de autossuficiência: cuide-se, resolva-se, cure-se, torne-se inteiro e, só então, encontre o outro.

É importante desconfiar dessa promessa porque ninguém se constitui sozinho. Somos atravessados pelo outro desde o início e não existe uma versão acabada de nós mesmos esperando para entrar numa relação.

Amar não exige completude. Exige que alguma coisa da nossa falta possa encontrar a falta do outro sem transformá-lo na obrigação de nos completar.

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US$ 6,8 trilhões.Esse foi o tamanho da economia global do wellness em 2024. E a projeção é chegar perto dos US$ 9,8 tril...
21/08/2026

US$ 6,8 trilhões.

Esse foi o tamanho da economia global do wellness em 2024. E a projeção é chegar perto dos US$ 9,8 trilhões em 2029. (Global
Wellness Institute)

É difícil olhar para esses números e continuar tratando o wellness apenas como uma preocupação crescente das pessoas com a saúde.
Existe uma indústria gigantesca vivendo também daquilo que sentimos que ainda precisamos melhorar em nós.

Um corpo mais saudável, uma rotina mais disciplinada, mais produtividade, mais equilíbrio, mais controle. O ideal narcísico funciona dessa forma: existe uma imagem de quem gostaríamos de ser e uma distância entre essa imagem e quem conseguimos ser.

O mercado encontrou nessa distância um lugar extraordinário para vender.

Porque a falta, quando ganha o nome de inadequação, tem que ter solução. Se estou cansado, angustiado, insatisfeito com meu corpo ou com a minha vida, alguma coisa deve estar errada comigo. E logo aparecem o método, o suplemento, o protocolo, o curso, a promessa de uma versão melhor de mim. Só que a falta não é uma doença.

O mal-estar dentro da própria experiência de viver em cultura, não é uma falha individual que pudesse ser definitivamente corrigida.

O wellness movimenta trilhões também porque essa correção nunca tem fim. Sempre haverá uma distância entre o eu e seu ideal.

E enquanto essa distância for vista como defeito, haverá mercado para vender a próxima solução e um sujeito para culpar.

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