Dr Diego Tavares - Psiquiatra

Dr Diego Tavares - Psiquiatra Médico Psiquiatra. Doutor em Medicina pela Universidade de São Paulo. Especialista em depressão resistente e transtorno bipolar.

Pesquisador do Programa de Transtornos Afetivos (GRUDA) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPq-HCFMUSP). Coordenador do Ambulatório do Programa de Transtornos Afetivos da Faculdade de Medicina do ABC (PROTAB-FMABC). Pesquisador do Serviço Interdisciplinar de Neuromodulação e Estimulação Magnética do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPq-HCFMUSP).

07/09/2026

E você, já se deparou com alguém que também acha que medicamentos psiquiátricos são atalhos?

31/08/2026

Você também achava que precisa sempre ter uma causa psicológica para a depressão acontecer?

26/08/2026

O aumento de impulsividade é quando há aumento no desejo e vontade de emitir um determinado comportamento. Na bipolaridade temos aumento de impulsividade nas fases de mania, hipomania e também nas depressões mistas. O aumento de impulsividade no transtorno bipolar é classicamente dirigido a gastos, s3xo e uso de substâncias, mas pode se apresentar também como um aumento dirigido a um assunto específico, seja limpeza, religião, exercícios, estudos, trabalho, leitura, política, dentre vários outros assuntos. No TOC ocorre um aumento de impulsividade um pouco diferente, chamado de compulsividade. Na impulsividade a pessoa se sente bem e tem vontade de emitir aquele impulso buscando prazer com ele. Na compulsividade, a pessoa se sente mal e ansiosa se não emitir aquele comportamento, busca aliviar um desconforto com o comportamento.

Na bipolaridade, a pessoa sente um forte desejo de limpar e organizar ambientes, buscando prazer imediato e uma sensação de realização com a tarefa, mesmo que isso não faça parte de seus hábitos em fases estáveis. Pode passar a madrugada ou uma tarde toda se dedicando a tarefa. F**a obstinada e fixada naquele comportamento. No TOC há uma sensação desagradável de que as coisas não estão limpas e estão muito desorganizadas e isso gera uma necessidade de emitir o comportamento de limpeza para aliviar a ansiedade e o desconforto gerado por essas sensações. No TOC essas compulsões são crônicas e estão presentes há anos na vida da pessoa. Não há períodos livres destes sintomas como ocorre na bipolaridade.

Reprodução: internet.

24/08/2026

Você sabia que ter uma depressão recorrente (> 3 episódios depressivos maiores) deveria ser um dado clínico que alerta sobre a possibilidade de bipolaridade?

Embora os dados clínicos preliminares e revisões sistemáticas apontem para alguma eficácia na fase aguda da depressão bi...
19/08/2026

Embora os dados clínicos preliminares e revisões sistemáticas apontem para alguma eficácia na fase aguda da depressão bipolar, o nível das evidências científicas ainda é considerado baixo e sobretudo a cetamina sofre com um tempo de efeito curto e ausência de efeito protetor sobre novos episódios no transtorno bipolar. Essa é a verdade sobre isso atualizada com as melhores evidências agora em agosto de 2026.

17/08/2026

Duas vezes por ano temos turmas novas no Curso de Casos Clínicos em Transtorno Bipolar. O curso conta com aulas gravadas no formato de casos clínicos discutidos que podem ser assistidas e reassistidas ao longo de 2 anos na plataforma de cursos Hotmart.

No módulo voltado para psicólogos e outros profissionais (enfermagem, nutrição, pedagogia, fisioterapia, fonoaudiologia, etc) discutimos aspectos importantes que auxiliam diferenciar o transtorno bipolar de outros transtornos mentais. No módulo voltado para médicos (psiquiatras, neurologistas, clínicos gerais, etc) discuto o diagnóstico diferencial e o tratamento farmacológico avançado do transtorno bipolar em todas as suas fases e apresentações.

O lançamento do curso acontece todos os anos em um evento chamado Semana da Bipolaridade, que neste semestre ocorrerá nos dias 15/09 (terça-feira), 16/09 (quarta-feira) e 17/09 (quinta-feira) com LIVEs às 20h aqui no Instagram. A participação está aberta para profissionais e também para pacientes e familiares que desejarem acompanhar as aulas. Profissionais interessados em se matricular no curso neste semestre, deixem seus dados no formulário na bio. Mais de 500 profissionais já fazem parte desta comunidade, venha aprender mais sobre esse tema e transformar sua prática clínica.

Se você já fez o curso, deixe suas impressões nos comentários!

12/08/2026

As pessoas em geral costumam achar que qualquer cansaço passa com uma boa noite de sono, mas a verdade é que existe um tipo de exaustão que dormir nenhum consegue resolver. Felizmente, 80% da população nunca irá passar por isso e a verdade é que entender esse tipo de coisa pode ser algo que não será possível para grande parte da população já que esse tipo de questão envolve coisas muito subjetivas que muita gente terá dificuldade para compreender e empatizar. Porque para ter empatia com uma coisa é preciso, no mínimo, compreender por baixo o que ocorre em determinado processo e compreender depressão é algo que está longe de ser fácil porque somos criados uma vida toda como se isso não existisse. Talvez no futuro, com uma maior disseminação desses conceitos e com a quebra do tabu que esses assuntos carregavam, teremos crianças e adolescentes criadas num ambiente em que falar sobre cérebro adoecido seja algo permitido.

A depressão tem muito disso: não é uma falta de vontade passageira, nem preguicinha de levantar da cama num final de semana qualquer, e muito menos algo que se resolve com um “é só pensar positivo”. É um peso invisível, físico, que drena a nossa energia de dentro para fora, tornando até as coisas mais simples do dia a dia, como tomar um banho ou responder uma mensagem, tarefas trabalhosas. Quem nunca passou por isso pode pensar que basta descansar que passa, mas é algo muito mais forte e poderoso do que um cansaço de final de mês. O que psicólogos e psiquiatras fazem que pessoas leigas não fazem ao interagir com depressão é construir em nossas cabeças um cenário de como seria estar tentando sobreviver com um corpo que não está mais funcionando como antes. Seria como ter que fazer um esforço pra inspirar e expirar a cada ciclo de respiração sendo que antes isso era automático. Na depressão tudo parou de ser automático e começa a ser duramente pesado para acontecer.

Encaminhe esse texto para alguém que não sabe o que é isso e precisa ter uma breve ideia do que é viver com depressão.

10/08/2026

É bom ver que a justiça já está reconhecendo que a bipolaridade pode impactar diretamente na capacidade de trabalho das pessoas.
E você, já chegou a ter sérios prejuízos no seu trabalho por conta dos sintomas da doença?

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