06/11/2016
Você é capaz de perdoar...?
Qual é a história que você conta da história da sua vida?
“Fatos são fatos. Eles não são alegres ou tristes. A representação interna e significados que damos a eles é que podem ser alegres ou tristes. Seja o comandante de suas emoções. ” Neil
Perdão X Doenças Psicossomáticas
Muito tenho lido a respeito do poder do perdão e por tempos imaginei que entendia deste tipo de sentimento, se é que assim o podemos chamar, sentimento ou de decisão. Percebo que este “sentimento” é tão intenso que só o reconhecemos quando este nos envolve. Quantos dizemos que perdoamos alguém ou a nós mesmos e quando pensamos na situação ruim que a pessoa ou nós nos causamos, sentimos como que um aperto no peito, uma dor que nos oprime, o que nos causa um desconforto físico e mental. Vários são os níveis do perdão e a fim de conseguirmos alcançar o verdadeiro perdão podem fazer um exercício, qual seja: pense em uma pessoa e uma situação na qual você diz ou acredita que já perdoou e, agora observe o que você sente. Quais os sentimentos que te vêm à mente? Quantas pessoas você ouve dizer que já perdoaram, mas continuam prezas e com ressentimentos e mágoas? O verdadeiro perdão se reconhece por atos e não por palavras. Perdoar é um ato sublime, é o desprender-se do ressentimento, vêm do coração, é o sentir-se em paz consigo mesmo. Quem em sã consciência quer viver uma vida inteira carregando toneladas de mágoas e rancores nas costas? A distância que eu tenho do outro é a mesma distância que eu tenho de mim.
Quando não conseguimos perdoar, a possibilidade de desenvolvermos doenças psicossomáticas se torna real e contumaz. Corpo e mente respondem de forma positiva ou negativa a estímulos externos e internos em consonância. Uma doença que tem origem na psique e que se manifesta no físico onde o contrário também é verdadeiro. Assim sendo, a origem do sintoma não será orgânica, todavia existe a possibilidade de um médico não empregar o termo psicossomático, mas sim diagnosticar como estresse, ansiedade, etc. Mente e corpo formam um único sistema, sendo assim, quando trazemos ao consciente alguma experiência anterior, isso poderá fazer com que ocorra alguma alteração de toda a nossa fisiologia, onde poderemos observar alterações significativas em todo nosso corpo, tais como um tosse, uma diarreia, dor de cabeça, tontura, etc....
Logo eis a questão: qual seria a relação das doenças psicossomáticas com o perdão? Durante grande parte de nossas vidas, sofremos injustiças, acusações, violências físicas, emocionais e outras tantas formas de abuso e desrespeito, não obstante isto tudo vai sendo gravado em nossa mente e dependendo da nossa percepção do mundo poderemos ter e dar significados e estes poderão nos levar a rebaixa nossa autoestima, vitimização ou qualquer outro sentimento de inferioridade, o que poderia nos propiciar vir a nos tornarmos seres com dificuldades de perdoar.
Quando deixamos de perdoar, isto pode corresponder a estarmos carregando um fardo com toneladas de peso as costas. A cada ano que passa este fardo vai se tornando mais e mais difícil de ser carregado, e como consequência poderemos desenvolver ou manifestar algum tipo de doença. Seriam as doenças psicossomáticas.
Todos nós estamos em constante estado de mudança, aprendemos algo novo e experiências novas o tempo todo, onde situações que em um primeiro momento pareciam ruins e que após um olhar um pouco mais atento, tornam-se fontes de grande prazer e aprendizado.
Nada pelo que passamos na vida nos é por acaso, portanto para tudo haverá um motivo e uma razão, logo a pergunta que se deve fazer é: O que eu devo e posso aprender com isto? Em admitindo que todas as coisas e situações que experimentamos, servem e são para o nosso desenvolvimento e evolução. Lembre-se: No veneno está o antídoto.
Lembre-se de que você sempre fará e dará o seu melhor naquele momento e ninguém poderá dar aquilo que não tem ou não possui, qual seja, carinho, confiança, respeito, amor, sinceridade, energia, etc... O importante é perdoar e nisto perguntar-se: Qual a intenção positiva deste comportamento?
Perdoar ao outro não é uma tarefa fácil, todavia o mais difícil é perdoarmos a nós mesmos e isto é libertador. Comece agora e escreva uma lista de pessoas que você ainda não perdoou e inclua-se nela.
Perdoe sem esperar nada em troca nem mesmo a reciprocidade, apenas perdoe!!!
Caso necessite de auxilia-lo a fim de alcançar este objetivo sugiro um profissional Coach ou um Psico-coaching.
Camila Ribeiro é Coach, Practitioner em PNL, administradora e estudante de Psicologia.