Nutricionista Ana Paula Martins

Nutricionista Ana Paula Martins Nutrição e Qualidade de Vida

Hipotireoidismo não deveria ser resumido a: “tome sua levotiroxina e pronto.”A medicação é fundamental quando bem indica...
13/08/2026

Hipotireoidismo não deveria ser resumido a: “tome sua levotiroxina e pronto.”

A medicação é fundamental quando bem indicada. Mas, se você continua cansada, constipada, com dificuldade para perder peso, queda de cabelo, pele seca, alteração de humor ou aquela sensação de “mente lenta”, existe uma pergunta importante:

o que ainda não foi investigado?

A levotiroxina fornece T4. Para exercer boa parte da sua ação, esse hormônio precisa ser convertido em T3 — e esse processo depende de um organismo metabolicamente competente.

Selênio, ferro, zinco e iodo participam de diferentes etapas da fisiologia tireoidiana. E isso não significa sair suplementando tudo: significa avaliar, identificar deficiências e corrigir o que realmente precisa ser corrigido.

Outro ponto frequentemente esquecido é o intestino.

Constipação é comum no hipotireoidismo, e alterações gastrointestinais podem interferir na absorção de nutrientes e até na forma como a própria levotiroxina é absorvida.

Por isso, diante de sintomas persistentes, não basta olhar isoladamente para o TSH.

É preciso avaliar alimentação, estado nutricional, ferro e ferritina, micronutrientes, saúde intestinal, sono, estresse e até a maneira como a medicação está sendo utilizada.

A medicação trata a deficiência hormonal.
A investigação precisa olhar para a mulher inteira.

E suplementação não é receita pronta.
É individualização.

Agora me conta:

você tem hipotireoidismo e ainda sente sintomas mesmo usando a medicação?

Salve este post e envie para uma mulher que precisa entender melhor a própria tireoide.

O ciclo menstrual não deve ser visto apenas como um sinal de fertilidade. Ele também pode funcionar como um importante m...
08/08/2026

O ciclo menstrual não deve ser visto apenas como um sinal de fertilidade. Ele também pode funcionar como um importante marcador da saúde feminina.

O artigo de Popat et al. reforça que alterações persistentes no ciclo, especialmente na adolescência, merecem atenção. Ficar longos períodos sem menstruar, por exemplo, pode estar relacionado a baixa disponibilidade energética, perda de peso, excesso de exercício, alterações tireoidianas, hiperprolactinemia e outras condições que precisam ser investigadas.

E existe outro ponto importante: o estradiol participa da construção e manutenção da saúde óssea. Por isso, ignorar alterações menstruais nessa fase pode significar perder uma janela importante de prevenção.

Menstruação não é apenas sobre engravidar.
É sobre eixo hormonal, metabolismo, energia, ossos e saúde futura.

Se você é mãe, tia, madrinha ou convive com uma adolescente, ensine-a desde cedo a observar o próprio ciclo: frequência, duração, intervalos e mudanças importantes.

Não normalize meses sem menstruar. Não normalize alterações persistentes sem investigação.

Procure profissionais que entendam de saúde da mulher e saibam orientar essa fase com um olhar integrado.

Porque acompanhar o ciclo também é ensinar uma menina a conhecer o próprio corpo e cuidar da saúde antes que ela precise pedir socorro.

📚 Popat VB et al. Ann N Y Acad Sci. 2008;1135:43–51.

Quando a Vitafor me convidou para falar sobre gerenciamento do estresse no projeto Wellness Day, senti que o tema não po...
08/08/2026

Quando a Vitafor me convidou para falar sobre gerenciamento do estresse no projeto Wellness Day, senti que o tema não poderia ser mais atual.

A Vitafor sempre esteve ao lado dos nutricionistas, promovendo ciência, inovação e produtos de qualidade. Agora, nos convida a fazer algo ainda mais importante: sair do automático e olhar para nós mesmos.

Vivemos em um país que lidera os índices de ansiedade e está entre os primeiros em casos de burnout. E a verdade é que não existe suplemento ou medicamento capaz de substituir os pilares de uma vida saudável.

Foi exatamente essa a reflexão que propus: construir pilares fortes para enfrentar o estresse, especialmente um dos mais esquecidos hoje: as conexões humanas. Relações saudáveis e vínculos afetivos sólidos são fatores que impactam diretamente nossa saúde, felicidade e longevidade.

E eventos como esse têm esse poder. De aproximar pessoas, criar amizades e fortalecer conexões que levamos para a vida toda. Algumas das minhas grandes amizades começaram exatamente assim.

Obrigada, Vitafor, pela oportunidade de contribuir com esse momento tão especial. Que venha o próximo Wellness Day… porque cuidar da saúde também é celebrar bons encontros. ❤️

Você pode investir na melhor alimentação, nos melhores suplementos e no melhor treino. Mas, sem vínculos saudáveis, sua saúde sempre estará incompleta.

07/08/2026

Você não ficou mais intolerante.
Seu cérebro está mudando.

A partir dos 40 anos, a redução de progesterona e oscilação do estradiol altera neurotransmissores como serotonina, dopamina e GABA, deixando o cérebro mais sensível ao estresse e diminuindo a tolerância aos desafios do dia a dia.

Mas existe um hormônio pouco lembrado: a ocitocina. Ela promove sensação de segurança, conexão e bem-estar, além de ajudar a reduzir os efeitos do cortisol.

A boa notícia? Você estimula sua produção com hábitos simples: atividade física, contato com a natureza, abraços, boas relações, momentos de lazer e práticas de relaxamento.

E onde entra a nutrição? Ela oferece os nutrientes necessários para a produção de neurotransmissores, ajuda a controlar a inflamação, melhora o sono e contribui para o equilíbrio hormonal.

Nem toda irritabilidade é “falta de paciência”. Muitas vezes, é um cérebro pedindo suporte.

Se você está vivendo essa fase, procure uma abordagem que trate a causa, e não apenas os sintomas.

A vida da mulher não muda apenas na adolescência.Ela muda novamente por volta dos 35 anos.Na medicina, sabemos que é nes...
04/08/2026

A vida da mulher não muda apenas na adolescência.

Ela muda novamente por volta dos 35 anos.

Na medicina, sabemos que é nessa fase que muitas mulheres começam a apresentar as primeiras alterações da transição neuroendócrina que antecede o climatério. O cérebro passa a se comunicar de forma diferente com os ovários, hormônios começam a oscilar e sintomas como alterações do humor, piora do sono, fadiga, dificuldade para ganhar massa muscular e aumento da gordura abdominal podem surgir anos antes da última menstruação.

Já a medicina antroposófica descreve esse período como a entrada no 6º setênio da vida, um novo ciclo de aproximadamente sete anos marcado por profundas transformações físicas, emocionais e de propósito.

São visões diferentes, mas que podem dialogar. Enquanto uma explica os mecanismos biológicos, a outra amplia a compreensão sobre a biografia e o desenvolvimento humano.

E talvez essa seja uma das mensagens mais importantes: a menopausa não representa um fim. Representa a conclusão de um ciclo e o início de outro.

Essa transição merece ser acompanhada de forma integral. Não olhando apenas para um exame ou para um sintoma isolado, mas considerando hormônios, intestino, inflamação, sono, nutrição, músculos, metabolismo, emoções e estilo de vida.

Quando o corpo é cuidado como um sistema integrado, atravessar essa fase pode ser muito mais leve.

✨ A mulher que chega ao climatério não está perdendo quem era. Ela está construindo quem ainda pode se tornar.

Se você quer passar por essa fase com mais saúde, energia e qualidade de vida, será um prazer caminhar ao seu lado.

📍Agendamentos pelo link da bio.

04/08/2026

Você já se perguntou por que, depois dos 40, às vezes parece que o seu humor muda da água para o vinho em questão de minutos?

Não é falta de paciência. Nem “drama”.

Para muitas mulheres, essa fase marca o início de uma transição neuroendócrina. A redução gradual do estradiol interfere diretamente na comunicação entre cérebro e hormônios, alterando a produção e a ação de neurotransmissores como serotonina, dopamina e GABA.

O resultado?

Você pode sair da tranquilidade para a irritação, da motivação para o desânimo, ou da calma para a ansiedade em poucos minutos.

A boa notícia é que isso pode ser cuidado.

Na prática clínica, não olhamos apenas para os hormônios. A nutrição tem um papel fundamental nesse processo, investigando e corrigindo fatores que influenciam diretamente o funcionamento cerebral:

✔️ Qualidade do sono, essencial para o equilíbrio hormonal e dos neurotransmissores.
✔️ Deficiências nutricionais, como magnésio, vitaminas do complexo B, vitamina D, ferro, ômega-3 e zinco, que participam da síntese e do funcionamento desses neurotransmissores.
✔️ Alimentação anti-inflamatória, saúde intestinal e controle glicêmico, que também impactam o humor e a saúde cerebral.

Muitas vezes, o que parece ser apenas uma mudança de personalidade é, na verdade, um cérebro pedindo equilíbrio.

Se você tem percebido essas mudanças e deseja uma avaliação individualizada, será um prazer acompanhar você nessa fase com uma abordagem baseada em ciência e estratégia.

📍Agendamentos pelo link da bio.

A verdade é que o Alzheimer não começa quando a memória falha.Ele começa muitos anos antes.E é justamente nessa fase, en...
02/08/2026

A verdade é que o Alzheimer não começa quando a memória falha.

Ele começa muitos anos antes.

E é justamente nessa fase, entre os 40 e 60 anos, que nós, mulheres, temos uma oportunidade única de proteger o cérebro.

A queda do estradiol não influencia apenas os fogachos ou o ciclo menstrual. Ela também modifica o metabolismo cerebral, aumenta o estresse oxidativo, favorece a neuroinflamação e pode reduzir a eficiência com que os neurônios produzem energia.

Mas a boa notícia é que grande parte desse risco pode ser modificada.

A ciência já mostra que cuidar da massa muscular, manter a sensibilidade à insulina, controlar a inflamação, preservar a saúde cardiovascular, dormir bem e nutrir adequadamente o cérebro são estratégias que ajudam a reduzir o risco de declínio cognitivo ao longo da vida.

Por isso, na minha prática clínica, eu não olho apenas para hormônios.

Eu avalio também:
✔️ metabolismo da glicose e da insulina;
✔️ marcadores inflamatórios;
✔️ vitaminas essenciais para o sistema nervoso;
✔️ saúde intestinal;
✔️ qualidade do sono;
✔️ composição corporal;
✔️ hábitos que determinam como seu cérebro vai envelhecer.

Porque envelhecer é inevitável.

Perder qualidade de vida não precisa ser.

Se você passou dos 40 anos, talvez este seja o melhor momento para começar a cuidar da mulher que deseja ser aos 60, 70 e 80 anos.

✨ A prevenção sempre será mais poderosa do que o tratamento.

📍Se você busca um acompanhamento individualizado, baseado em ciência e voltado para a saúde da mulher 40+, será um prazer caminhar com você nessa jornada.

💚 Salve este post para reler depois e compartilhe com uma mulher que merece chegar à maturidade com autonomia, memória e qualidade de vida.

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Rua Pereira Stefano, 114 Conjunto 408
São Paulo, SP
04144-000

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