24/05/2023
Há anos eu não assinava um atestado de óbito por aids. Foi doloroso escrever na causa básica de morte “Doença pelo vírus da imunodeficiência humana”, conforme o CID. Era um jovem dependente de crack em abstinência, passara os últimos seis meses numa comunidade terapêutica.
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A parte menos desafiadora é tratar o HIV. A gente sabe bloquear sua reprodução. Aliás, poucas condições tem o tratamento tão previsível - pela avaliação genética do vírus a gente sabe que medicamento funciona. O preconceito e a negligência são muito mais desafiadores. RIP.