31/07/2026
É comum que o paciente procure ajuda por causa da ansiedade, da depressão, das crises de pânico ou das dificuldades nos relacionamentos. Esses são os sintomas que chegam ao consultório.
Mas uma pergunta importante precisa fazer parte da conceitualização do caso: o que sustenta esse sintoma?
Muitos sintomas podem estar relacionados a experiências que foram armazenadas de forma disfuncional e continuam sendo reativadas no presente.
Isso não significa que todo sintoma tenha origem em um trauma, mas que compreender como as memórias foram processadas pode ampliar o olhar clínico e direcionar intervenções mais precisas.
No EMDR, o foco vai além do alívio imediato dos sintomas. O objetivo é favorecer o reprocessamento das experiências que alimentam o sofrimento, promovendo mudanças mais profundas e duradouras.
Quando tratamos apenas o sintoma, podemos aliviar o sofrimento. Quando compreendemos a memória que o sustenta, abrimos espaço para uma transformação mais consistente.
💬 Na sua prática, como você integra a investigação das memórias na conceitualização dos casos?
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