Drª Ana D’Onofrio

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Drª Ana D’Onofrio Alergista e Imunologista Adulto e Infantil

Feliz Dia das CriançasNa infância, uma febre, um antibiótico e algumas manchas na pele podem mudar a forma como uma cria...
12/10/2026

Feliz Dia das Crianças

Na infância, uma febre, um antibiótico e algumas manchas na pele podem mudar a forma como uma criança será tratada por muitos anos.

Mas existe um dado importante: segundo uma declaração científica da World Allergy Organization publicada em 2025, apenas 4% a 9% das suspeitas de alergia a medicamentos em crianças são confirmadas após investigação completa.

Isso acontece, em parte, porque infecções virais, tão comuns nessa fase da vida, também podem provocar manifestações na pele que coincidem com o uso de medicamentos.

E quando uma suspeita nunca é investigada, a criança pode crescer carregando uma restrição que talvez nem precisasse existir.

Na alergia a medicamentos, cuidar também significa investigar.

É reconhecer as reações que realmente representam risco, sem perpetuar diagnósticos que não foram confirmados.

Neste Dia das Crianças, meu desejo é que cada criança tenha a oportunidade de crescer com diagnósticos precisos, tratamentos seguros e menos limitações desnecessárias.

Porque uma investigação bem-feita na infância pode mudar as possibilidades de tratamento de uma vida inteira.

Dra Ana Carolina D’Onofrio e Silva
Alergista e Imunologista
CRM 139475
Agendamento: 11946096011 (whats)

1º DE OUTUBRO — DIA MUNDIAL DA URTICÁRIAVocê sabia que a urticária afeta cerca de 20% das pessoas em algum momento da vi...
01/10/2026

1º DE OUTUBRO — DIA MUNDIAL DA URTICÁRIA

Você sabia que a urticária afeta cerca de 20% das pessoas em algum momento da vida?

O QUE É?
A urticária se manifesta como manchas avermelhadas e elevadas na pele (as “placas” ou “vergões”), que coçam muito e que, em geral, que somem em até 24 horas — mas podem continuar surgindo em outros locais do corpo. Em alguns casos, vem acompanhada de inchaços (angioedema).

AGUDA OU CRÔNICA?
• Aguda: dura menos de 6 semanas, geralmente ligada a infecções, ferroada de inseto, alimentos ou medicamentos.
• Crônica: as lesões persistem por mais de 6 semanas, podem durar meses a anos e, na maioria dos casos, não têm uma causa externa identificável (urticária crônica espontânea).

URTICÁRIA E SAÚDE MENTAL
Não existe alergia emocional, mas o estresse e urticária crônica se influenciam mutuamente.

O estresse pode desencadear ou piorar as crises, e conviver com uma doença imprevisível e visível na pele também gera sofrimento psicológico — um verdadeiro ciclo.

Pessoas com urticária crônica têm chances bem maiores de apresentar ansiedade e depressão do que a população em geral, além de distúrbios do sono mais frequentes.

Quanto mais grave a doença, maior costuma ser esse impacto emocional.

Por isso, cuidar da urticária crônica vai além da pele: perguntar sobre sono, humor e níveis de estresse faz parte do tratamento, e apoio psicológico pode ser um aliado importante junto com o tratamento médico.

TRATAMENTO TEM ETAPAS
O tratamento costuma começar com antialérgicos de segunda geração (os “não sedativos”), que podem ter a dose ajustada pelo médico. Quando não há controle completo, existem outras opções terapêuticas eficazes, incluindo medicações injetáveis para os casos mais persistentes. Por isso, acompanhamento médico regular faz toda a diferença.

O QUE FAZER
* Tire FOTOS (nem toda “bolinha na pele” que coça e urticária) 📸
• Anote quando e onde surgem as lesões, e quanto tempo duram.

Procure sempre um alergista para orientação e se necessário investigação ❤️

Você já teve urticária???

Dra Ana Carolina D’Onofrio e Silva
Alergista e Imunologista
CRM 139475
Agendamento: 11946096011

Hoje é o Dia Mundial da Alergia à Penicilina— e um dado merece atenção especial:Até 95% das pessoas que acreditam ser al...
28/09/2026

Hoje é o Dia Mundial da Alergia à Penicilina— e um dado merece atenção especial:

Até 95% das pessoas que acreditam ser alérgicas à penicilina, na verdade, NÃO SÃO.

O que a ciência nos diz?

Cerca de 10% da população carrega o rótulo de “alergia à penicilina” no prontuário. Mas quando essas pessoas são testadas adequadamente — com teste cutâneo ou desafio oral supervisionado —, a grande maioria tolera o medicamento sem qualquer reação.

Isso acontece porque:
- A reação original pode ter sido causada pela própria infecção, não pelo antibiótico
- A sensibilidade IgE-mediada diminui com o tempo (80% dos pacientes deixam de ser reativos após 10 anos)
- Muitos sintomas foram confundidos com alergia (como diarreia ou exantema viral)

Por que isso importa?

Carregar esse rótulo incorretamente tem consequências reais:
- Uso de antibióticos alternativos menos eficazes, mais tóxicos e mais caros
- Internações mais longas e maiores custos de saúde
- Contribuição para a resistência aos antibióticos

O que pode ser feito?

A avaliação de alergia à penicilina é segura, eficaz e, na maioria dos casos, pode ser realizada com um teste de provocação oral, para pacientes de baixo risco — sem necessidade de teste cutâneo prévio.

Se você ou alguém carrega esse diagnóstico, vale conversar com um alergista para uma reavaliação. A penicilina pode voltar a ser uma opção segura — e muitas vezes, a melhor opção.

Você sabe o nome genérico do remédio ao qual é alérgico?Muita gente decora só o nome de marca do medicamento — mas um m...
23/09/2026

Você sabe o nome genérico do remédio ao qual é alérgico?

Muita gente decora só o nome de marca do medicamento — mas um mesmo princípio ativo pode aparecer em dezenas de nomes comerciais diferentes.

Isso significa que, mesmo evitando a marca que causou a reação, a pessoa pode acabar tomando o mesmo remédio sem saber, só que com outro rótulo.

Documentar a alergia pelo nome genérico (a Denominação Comum Internacional) é a forma mais segura de garantir que médicos, farmacêuticos e pronto-socorros identifiquem corretamente o risco, evitando prescrições e erros que podem ser graves ou até fatais.

Dica: ao relatar uma alergia a medicamento, informe sempre o nome genérico, os sintomas apresentados e, se possível, leve consigo um cartão ou relatório médico dessa informação.

Dra Ana Carolina D’Onofrio e Silva
CRM139475
Whats para agendamento: 11946096011

Neste final de semana aconteceu mais uma edição do Retiro Científico da Imunologia e Alergia do HCFMUSPDe sexta a doming...
20/09/2026

Neste final de semana aconteceu mais uma edição do Retiro Científico da Imunologia e Alergia do HCFMUSP

De sexta a domingo, foram dias intensos de apresentações, discussões e, principalmente, muita troca de conhecimento entre pesquisadores e cientistas de diferentes áreas.

Compartilhamos projetos em andamento, resultados, ideias, dúvidas e novas possibilidades. É um ambiente que estimula a curiosidade e o pensamento crítico.

Também tive a oportunidade de apresentar os dados preliminares do meu doutorado — um trabalho que ainda está em construção e que tem sido uma parte muito especial da minha trajetória acadêmica.

Estar ao lado de pessoas tão brilhantes, que dedicam seu tempo e sua energia à pesquisa, reforça para mim a importância de fazer ciência, questionar, investigar e compartilhar conhecimento.

Um agradecimento especial ao meu orientador, amigo e irmão, Marcelo V. Aun (Marcelo Aun ), à Keity (Keity Santos ) por toda a organização, planejamento e dedicação e ao Dr Jorge Kalil (Jorge Kalil ) pela idealização para que esse encontro acontecesse.

Volto para casa com novas ideias, muitos aprendizados e ainda mais vontade de continuar pesquisando.

Vai viajar e tem alergia a ácaros? Dormir fora de casa não precisa significar passar a viagem com nariz entupido, espirr...
18/09/2026

Vai viajar e tem alergia a ácaros?

Dormir fora de casa não precisa significar passar a viagem com nariz entupido, espirrando ou com a asma descompensada.

Alguns cuidados simples podem ajudar:

• Prefira quartos sem carpete.
• Observe se o ambiente é bem ventilado e limpo.
• Se possível, leve uma capa antiácaros para o travesseiro.
• Evite quartos com sinais de umidade ou m**o.
• E, principalmente, mantenha o tratamento da rinite e/ou asma em dia.

Dra Ana Carolina D’Onofrio e Silva
Alergista e Imunologista
CRM 139475
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TBT da Reunião Científica da ASBAI na qual falei pra Alergistas e Imunologistas sobre Alergia aos Antibióticos da Classe...
18/09/2026

TBT da Reunião Científica da ASBAI na qual falei pra Alergistas e Imunologistas sobre Alergia aos Antibióticos da Classe dos Betalactâmicos.

A alergia aos antibióticos betalactâmicos é frequentemente relatada pelos pacientes, mas a grande maioria das pessoas que carrega esse rótulo não apresenta alergia verdadeira.

Muitas vezes, a história aconteceu há anos, durante uma infecção, e sintomas como manchas na pele, coceira ou até mesmo efeitos adversos do medicamento foram interpretados como alergia.

O problema é que esse rótulo pode acompanhar o paciente por toda a vida e fazer com que ele receba antibióticos alternativos, que nem sempre são a melhor opção.

É por isso que a desrotulação da alergia a betalactâmicos é tão importante.

Quando a alergia é descartada, o paciente deixa de carregar um diagnóstico que não é verdadeiro e pode voltar a utilizar o antibiótico de primeira escolha quando houver indicação.

Você conhece alguém com “Alergia a Penicilina/Amoxicilina?”

Alergia a medicamentos: o que mudou dos anos 80 para cá?Há algumas décadas, diante de uma reação suspeita a um medicamen...
08/09/2026

Alergia a medicamentos: o que mudou dos anos 80 para cá?

Há algumas décadas, diante de uma reação suspeita a um medicamento, era comum que o rótulo de “alérgico” acompanhasse o paciente por toda a vida — muitas vezes sem uma investigação adequada.

Hoje, sabemos que nem toda reação a um medicamento é uma alergia e que diferentes mecanismos imunológicos podem estar envolvidos.

E a investigação mudou muito!!

Te**es cutâneos passaram a ser utilizados de forma mais criteriosa, os te**es de provocação ganharam um papel fundamental em casos selecionados e a dessensibilização tornou possível, em situações específicas, utilizar medicamentos essenciais mesmo diante de uma alergia confirmada.

Um exemplo clássico é a penicilina: muitos pacientes que carregam esse rótulo há décadas podem, após uma investigação adequada, ser reavaliados e até retirar o diagnóstico de alergia — evitando antibióticos alternativos desnecessariamente.

Outro avanço importante foi compreender melhor as diferentes apresentações das reações: uma urticária imediata não é investigada da mesma forma que uma reação cutânea grave tardia, por exemplo.

O objetivo também mudou: não é simplesmente retirar medicamentos, mas identificar com segurança quais podem — e quais não devem — ser utilizados.

Em alergia a medicamentos, evoluímos de uma medicina baseada principalmente na precaução para uma abordagem cada vez mais precisa, personalizada e de precisão.

E talvez essa seja uma das maiores mudanças das últimas décadas:
o diagnóstico deixou de ser apenas um rótulo e passou a ser uma investigação.

Rinite e asma: por que os sintomas podem piorar no frio?O frio e o ar seco modificam a resposta das vias respiratórias e...
08/09/2026

Rinite e asma: por que os sintomas podem piorar no frio?

O frio e o ar seco modificam a resposta das vias respiratórias e podem intensificar sintomas nasais e brônquicos.

No nariz, a exposição ao frio pode aumentar coriza, espirros e obstrução nasal.
Já nas pessoas com asma, a inalação de ar frio e seco pode favorecer a hiperresponsividade das vias aéreas, desencadeando tosse, chiado e falta de ar.

Além disso, o inverno favorece a permanência em ambientes fechados e a circulação de vírus respiratórios, importantes gatilhos de exacerbações da rinite e da asma.

Alguns cuidados fazem diferença:

• Proteja nariz e boca ao se expor ao frio.
• Mantenha o tratamento de controle prescrito, mesmo nos períodos de estabilidade.
• Realize higiene nasal com soro fisiológico quando necessário.
• Evite fumaça, poluição e outros irritantes.
• Mantenha as vacinas recomendadas atualizadas.
• Se você tem asma, conheça seu plano de ação e os sinais de alerta.

O frio não causa rinite ou asma, mas pode ser um importante gatilho para a piora dos sintomas.

E, como sempre, prevenção e tratamento adequado são os melhores aliados para atravessar o inverno respirando bem.

Dra Ana Carolina D’Onofrio e Silva
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