Dr. Barakat

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Dr. Barakat Dr. Barakat - (CRM 68874) Médico e fundador do Instituto Dr Barakat de Medicina Integrativa

Médico e fundador do Instituto Dr. Barakat de Medicina Integrativa www.drbarakat.com.br | Instagram: | Snap-doutorbarakat.

21/09/2026

No Dia Mundial da Gratidão, trago uma reflexão:o que já deixou de te impressionar só porque passou a fazer parte da sua rotina?

A mensagem de alguém perguntando se você chegou bem. A liberdade de mudar de ideia. Conseguir aprender algo novo. Ter alguns minutos de silêncio no meio de um dia cheio. Escutar uma música que traz uma memória inteira de volta. Poder sentar à mesa com quem você ama. Ter energia para fazer planos para o próximo mês, para o próximo ano, para a próxima viagem.

Há coisas que só percebemos quando faltam.

O curioso é que a nossa atenção costuma funcionar ao contrário: rapidamente nos acostumamos ao que conquistamos e voltamos os olhos para aquilo que ainda não temos. O próximo objetivo, a próxima meta, o próximo lugar, o próximo nível.

E querer crescer não é o problema. A questão é querer chegar tão depressa no futuro e tornar o presente uma espécie de sala de espera.

Para mim, Gratidão não é romantizar dificuldades, ignorar dores ou se obrigar a estar feliz o tempo inteiro, mas sim conseguir sustentar duas verdades ao mesmo tempo: ainda existem coisas que eu quero mudar, mas também existem coisas na minha vida hoje que um dia eu desejei profundamente.

Hoje, antes de pensar no que está faltando, vale uma pergunta:

Qual coisa simples da sua vida você nunca gostaria de tratar como garantida?

Me conta aqui nos comentários!

19/09/2026

Sábias palavras do Flávio Augusto.

Dinheiro é importante.

Ele traz conforto, segurança, liberdade de escolha e pode abrir muitas portas. Eu acredito em trabalho, dedicação, crescimento e prosperidade.

Mas, com o tempo, a vida ensina uma verdade que nenhum saldo bancário consegue esconder: dinheiro não compra saúde, paz interior ou sentido.

Ao longo dos anos, atendi muitos empresários e profissionais extremamente bem sucedidos em suas carreiras. Pessoas que construíram empresas, patrimônio, reconhecimento e uma vida que, vista de fora, parecia completa.

Mas algumas chegavam até mim cansadas, adoecidas, desconectadas da própria família, do próprio corpo e, muitas vezes, de si mesmas.

Porque existe uma diferença enorme entre ter sucesso e sentir-se realizado.

A felicidade não depende apenas daquilo que acumulamos. Ela passa por propósito, missão, vínculos, saúde, presença e pela sensação de que a nossa vida faz sentido.

Ganhar dinheiro pode e precisa fazer parte dos nossos objetivos. É fundamental trabalhar, construir e crescer. O problema começa quando todas as outras riquezas são sacrificadas nessa busca.

E, às vezes, depois de conquistar quase tudo, é preciso fazer um novo esforço: reencontrar-se.

Recuperar a saúde, reorganizar as prioridades, voltar a estar presente e descobrir o que realmente importa para os próximos anos.

Talvez uma das partes mais gratificantes do meu trabalho seja justamente acompanhar pessoas nesse momento.

Cuidar da saúde, para mim, nunca foi apenas sobre viver mais.

É sobre poder viver com energia, autonomia, propósito e presença para aproveitar aquilo que você trabalhou tanto para construir.


vídeo: Flávio Augusto

18/09/2026

“Mas eu só bebo socialmente…” 🍷

A ideia de que uma taça ocasional de vinho ou outra bebida alcoólica seria necessariamente inofensiva é bastante difundida. Mas quando falamos em saúde, é importante separar percepção de evidência científica.

Alguns estudos antigos sugeriam possíveis benefícios do consumo moderado de álcool. Porém, pesquisas mais recentes e métodos mais rigorosos ajudaram a mostrar que a relação entre álcool e saúde é mais complexa — especialmente quando falamos em risco de determinados tipos de câncer.

Isso não significa que quem bebe ocasionalmente terá câncer. Significa que não existe uma quantidade de álcool que possa ser considerada necessária para a saúde ou usada como estratégia de prevenção de doenças.

E a decisão sobre consumir ou não álcool também deve considerar contexto individual: frequência e quantidade, idade, medicamentos, histórico de saúde e, principalmente, histórico familiar de câncer.

No fim, informação de qualidade não serve para criar culpa. Serve para ajudar você a fazer escolhas mais conscientes sobre a própria saúde.

E você: já tinha ouvido falar sobre essa relação entre álcool e câncer?

🚀🚀🚀 Compartilhe este alerta com quem precisa saber disso.

Refs.:
DOI: 10.1016/S1470-2045(21)00279-5
doi.org/10.3322/caac.21858

17/09/2026

Você já reparou que, às vezes, a vontade de comer doce parece surgir do nada às 10 ou 11 da manhã?

Em muitos casos, isso pode ter relação com a forma como você começou o dia.

Quando consumimos alimentos ricos em açúcar ou carboidratos refinados logo ao acordar, especialmente sem fibras, proteínas ou gorduras saudáveis, a glicose no sangue tende a subir mais rapidamente. Em resposta, o organismo libera insulina para controlar essa elevação. Algumas horas depois, muitas pessoas experimentam uma queda da glicemia acompanhada de fome, cansaço ou uma nova vontade de comer alimentos doces.

É claro que isso não acontece da mesma forma com todo mundo. A resposta glicêmica varia entre indivíduos e depende de fatores como genética, microbiota intestinal, qualidade do sono, nível de atividade física e até do estresse. Mas uma coisa é bastante consistente: a ordem e o contexto em que os alimentos são consumidos fazem diferença.

Estudos mostram que consumir primeiro vegetais, proteínas e gorduras saudáveis, deixando os carboidratos para o final da refeição, reduz os picos de glicose e insulina após as refeições. Da mesma forma, quando um alimento rico em açúcar é consumido como parte de uma refeição equilibrada, sua resposta glicêmica tende a ser menor do que quando é ingerido isoladamente em jejum.

Isso significa que você nunca mais pode comer um brigadeiro no café da manhã? Não. A saúde não é feita de proibições, e sim de frequência, contexto e equilíbrio.

No fim das contas, o problema raramente é aquele doce ocasional. O desafio é quando entramos em um ciclo de picos e quedas de glicose que nos faz sentir fome o tempo todo.

Você costuma sentir aquela vontade de comer doce no meio da manhã ou consegue passar esse período com energia e saciedade?

Ref.: DOI: 10.2337/dc15-0429
doi: 10.2337/dci19-0014

vídeo: Jessie Inchauspé / Lewis Howes

17/09/2026

Quando falamos em obesidade e câncer, a conversa vai muito além do peso na balança.

O tecido adiposo é metabolicamente ativo. Em excesso, pode influenciar insulina e IGF-1, produção de estrogênio, adipocinas e processos inflamatórios, mecanismos que ajudam a explicar por que a obesidade está associada a pelo menos 13 tipos de câncer.

É justamente por isso que pesquisas com medicamentos para obesidade despertam tanto interesse.

Um estudo publicado na edição de agosto do Annals of Oncology analisou 229.467 adultos com obesidade e sem diabetes. Os pesquisadores compararam pessoas que utilizaram agonistas do receptor de GLP-1 com aquelas que receberam orientação para dieta ou exercício.

Após ajustes estatísticos e pareamento dos grupos, o uso desses medicamentos esteve associado a uma incidência 41% menor do conjunto de 13 cânceres relacionados à obesidade durante um acompanhamento mediano de dois anos.

O estudo foi observacional e ainda não sabemos quanto dessa associação poderia estar relacionado à perda de peso, às mudanças metabólicas ou a outros fatores. Contudo, o achado abre uma linha de investigação importante.

Cuidar da obesidade é cuidar de uma doença que repercute em diferentes sistemas do organismo. E medicamentos, quando indicados, são apenas uma parte de um plano que também pode envolver nutrição, exercício, sono, composição corporal e acompanhamento ao longo do tempo.

Lembrando que o uso de medicamentos para obesidade deve ser sempre personalizado e acompanhado por médico e nutricionista.

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Conteúdo educativo. Não representa prescrição, indicação de medicamento ou promessa de prevenção ou resultado.

Ref.: DOI 10.1016/j.annonc.2026.04.013

16/09/2026

Enquanto o mundo enfrenta uma explosão de problemas metabólicos (como obesidade, resistência à insulina e inflamação crônica) a berberina tem chamado atenção como um promissor fitoterápico.

Extraída de plantas como Berberis vulgaris e usada há séculos em sistemas médicos tradicionais, a berberina atua em vias metabólicas centrais, incluindo a ativação da AMPK, um “interruptor energético” também estimulado por exercício físico. Isso ajuda a explicar seus efeitos observados em estudos com pessoas com risco metabólico.

A literatura sugere que a berberina pode:

Reduzir glicose de jejum e hemoglobina glicada em DM2 leve a moderada

Melhorar a sensibilidade à insulina na síndrome metabólica

Diminuir modestamente colesterol LDL e triglicerídeos

Apoiar o metabolismo hepático e intestinal em contextos específicos

Reduzir marcadores inflamatórios e de estresse oxidativo

Contribuir para redução de circunferência abdominal e gordura visceral em alguns estudos

Esses efeitos costumam ser de magnitude moderada, dependem de contexto clínico e não substituem mudanças de estilo de vida.

Sobre segurança, os efeitos mais comuns são gastrointestinais (náusea, diarreia, dor abdominal), especialmente em doses altas. Por isso, muitas práticas recomendam doses de 400–500 mg, 2 a 3 vezes ao dia (800–1500 mg/dia), fracionadas ao longo do dia e em geral junto das refeições, para melhorar a tolerabilidade.

A berberina deve ser sempre vista como um recurso complementar, dentro de um plano que inclui alimentação equilibrada, movimento regular, sono reparador e cuidado emocional.

Transformar o metabolismo continua exigindo mais do que qualquer cápsula: exige consciência, consistência e um projeto de saúde de longo prazo.

🚀 Compartilhe essa informação com alguém que precisa saber disso!


vídeo: Dr. Eric Berg DC

16/09/2026

“Minha barriga mudou depois da menopausa.” Essa é uma queixa muito comum, mas nem sempre significa apenas ganho de gordura. Como no vídeo não tive muitas informações, tentei visualizar alguns cenários.

Com a transição menopausal, as mudanças hormonais e o envelhecimento podem alterar a composição corporal e favorecer maior acúmulo de gordura abdominal.

Assim, com a queda do estrogênio, a distribuição da gordura corporal tende a mudar. Na juventude, os hormônios femininos favorecem maior concentração de gordura em quadris, coxas e glúteos. Com a menopausa, essa distribuição pode mudar, favorecendo o acúmulo na região abdominal.

Mas aquela sensação de barriga estufada ao longo do dia pode ter outra origem.

Constipação, excesso de gases, síndrome do intestino irritável, intolerâncias individuais e determinados alimentos podem aumentar a distensão abdominal. Leite em quem tem intolerância à lactose, grandes quantidades de alguns carboidratos fermentáveis, bebidas gaseificadas e até mudanças bruscas no consumo de fibras são exemplos.

Por isso, antes de simplesmente “cortar tudo”, vale entender o padrão dos sintomas: quando aparecem, relação com refeições, funcionamento intestinal, medicamentos, nível de estresse e outros sinais associados.

Além disso, cuidar da mulher na menopausa vai muito além da barriga.

Uma avaliação completa pode considerar ondas de calor, sono, humor, saúde sexual e vaginal, massa muscular, ossos, risco cardiovascular, metabolismo, alimentação, exercício e saúde intestinal.

Quando há indicação, a terapia hormonal da menopausa pode fazer parte desse cuidado e é o tratamento mais eficaz para sintomas vasomotores, como fogachos e suores noturnos. Mas tipo, dose, via, benefícios e riscos precisam ser individualizados. Ela não deve ser usada simplesmente para emagrecer ou “secar a barriga”.

A menopausa é uma fase que exige olhar para diferentes sistemas do organismo em conjunto.

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E se parte da conversa sobre dor crônica também passasse pelo intestino?Um estudo publicado on-line em agosto na Brain, ...
15/09/2026

E se parte da conversa sobre dor crônica também passasse pelo intestino?

Um estudo publicado on-line em agosto na Brain, Behavior, and Immunity investigou essa hipótese em modelos animais de dor crônica. Camundongos foram submetidos a diferentes modelos de dor (incluindo lesão nervosa, inflamação e neuropatia induzida por quimioterapia) e parte deles realizou jejum em dias alternados, com 24 horas de jejum seguidas de 24 horas de alimentação, por 38 dias.

Os animais em jejum apresentaram menor sensibilidade mecânica e térmica à dor, além de melhora em te**es de cognição e, em um dos modelos, de comportamentos semelhantes à ansiedade.

Ao analisar microbiota e metabólitos, os pesquisadores encontraram aumento da bactéria Alistipes finegoldii e do ácido hipúrico. A administração da bactéria ou do metabólito reproduziu parte dos efeitos observados. O mecanismo proposto envolve menor ativação da via inflamatória STING e redução da neuroinflamação, uma possível ponte entre intestino e cérebro.

É fascinante, mas ainda é ciência pré-clínica. O estudo utilizou camundongos machos e não demonstrou que jejum trate dor crônica em humanos, nem definiu protocolo, segurança ou benefício clínico para pacientes. Uma etapa translacional encontrou níveis menores de ácido hipúrico em pessoas com dor crônica, mas isso também não prova causalidade.

Na prática, a dor crônica pede um olhar amplo. Uma abordagem integrativa e baseada em evidências pode reunir diagnóstico médico, medicamentos quando indicados, movimento e reabilitação, sono, nutrição, saúde emocional e estratégias de estilo de vida, sempre coordenadas conforme cada pessoa.

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Ref.: 10.1016/j.bbi.2026.106949

NAC é um suplemento que merece ser compreendido além da ideia de “usar por algumas semanas e parar”.A N-acetilcisteína (...
14/09/2026

NAC é um suplemento que merece ser compreendido além da ideia de “usar por algumas semanas e parar”.

A N-acetilcisteína (NAC) fornece cisteína, um dos aminoácidos necessários para a produção de glutationa, um importante componente dos sistemas antioxidantes do organismo. Seu uso também é conhecido há décadas na medicina e já foi estudado por períodos prolongados em diferentes contextos clínicos.

Por isso, quando existe um objetivo bem definido, boa tolerabilidade e acompanhamento, o uso por mais tempo pode fazer sentido.

E esse é um ponto importante: “uso contínuo” não deveria significar tomar algo automaticamente para sempre. Significa que, em determinadas pessoas, pode haver razão para manter uma estratégia enquanto ela continuar fazendo sentido - sempre com reavaliação de dose, necessidade, alimentação, medicamentos e resposta individual.

Nesse contexto, uma associação interessante é NAC + molibdênio.

O molibdênio é um mineral essencial utilizado pelo organismo como cofator de algumas enzimas. Entre elas está a sulfito oxidase, que participa do metabolismo de compostos sulfurados. Como o NAC também está relacionado ao metabolismo da cisteína e do enxofre, existe um racional bioquímico coerente para encontrar os dois nutrientes na mesma formulação.

Isso não significa que toda pessoa que utiliza NAC precise obrigatoriamente suplementar molibdênio (essa necessidade não foi demonstrada de forma universal em estudos clínicos).

Mas também não é uma associação aleatória: existe fisiologia por trás da formulação, e ela pode fazer parte de uma estratégia nutricional cuidadosamente construída.

No Instituto, esse olhar faz parte de um cuidado que procura integrar ciência, hábitos, alimentação, exames e acompanhamento multidisciplinar ao longo do tempo.

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