Dr. Frederico Maia

Dr. Frederico Maia Endocrinologia e Metabologia integradas a Nutrição, Psicologia e Treinamento físico: uma abordage

01/06/2026

Toda árvore forte começou como uma semente.

Talvez por isso uma das frases mais importantes deste vídeo seja: “você precisa ter o coração fértil.”

Porque conhecimento, estratégia e técnica podem ser ensinados.

Mas crescimento exige algo que nenhum curso entrega pronto: disposição para aprender, coragem para mudar e humildade para evoluir.

O EndoExpert nasceu da experiência de quem saiu de uma realidade limitada, construiu uma prática médica sólida, uniu ciência de alto nível à vida real do consultório e decidiu compartilhar esse caminho com outros médicos.

Não se trata apenas de faturamento.

Trata-se de construir uma medicina melhor, gerar mais resultados para os pacientes, criar um consultório sustentável e conquistar liberdade profissional sem abrir mão da ética e da evidência.

Se você acredita que ainda pode crescer mais como médico, talvez a próxima semente seja sua.

Digite MENTORIA nos comentários para saber mais.

| Dr. Frederico Maia | Endocrinologista
| PhD | Pós-Doutorado
| Obesidade | Emagrecimento
| Menopausa | Lipedema
| CRM-SP 135.915 | RQE 30.397
| Jardins | SP

30/05/2026

Tem uma frase que aparece com frequência no consultório:

“Mas doutor, é tudo igual, não é?”

E é justamente aí que mora o problema.

Quando falamos de medicamentos como tirzepatida ou semaglutida, não estamos falando apenas do nome da molécula. Estamos falando de fabricação, controle de qualidade, armazenamento, cadeia de refrigeração, rastreabilidade, procedência e aprovação regulatória.

Uma molécula biológica é extremamente sensível. Temperatura inadequada, transporte irregular ou origem desconhecida podem comprometer estabilidade, eficácia e segurança.

Por isso, quando vemos notícias de apreensões de medicamentos transportados ilegalmente, sem controle sanitário ou sem aprovação da Anvisa, a discussão não é sobre nacionalidade, marca ou preferência pessoal.

É sobre ciência. É sobre segurança. É sobre saber exatamente o que está entrando no seu organismo.

Nem tudo que tem o mesmo rótulo entrega o mesmo resultado.

Nem tudo que parece mais barato custa menos.

E nem tudo que circula em grupos de WhatsApp deveria chegar ao seu tratamento.

A medicina baseada em evidências não trabalha com apostas.

Ela trabalha com qualidade, rastreabilidade e responsabilidade.

(E sim… o gato do meme continua tentando me convencer que é tudo igual. 😅)

| Dr. Frederico Maia | Endocrinologista
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A tirzepatida vem despertando cada vez mais interesse dentro da medicina metabólica como possível ferramenta auxiliar no...
28/05/2026

A tirzepatida vem despertando cada vez mais interesse dentro da medicina metabólica como possível ferramenta auxiliar no manejo do lipedema.

Mas existe um ponto fundamental:
📌 tirzepatida não cura lipedema.

O lipedema é uma doença crônica do tecido adiposo, marcada por inflamação, fibrose, dor, edema e alterações hormonais, metabólicas e linfáticas.

Então por que existe interesse científico nos agonistas duplos como a tirzepatida?

Porque muitos pacientes com lipedema também apresentam:
→ resistência insulínica
→ inflamação metabólica
→ piora da composição corporal
→ obesidade associada
→ progressão inflamatória do tecido adiposo

E a tirzepatida atua justamente em múltiplos mecanismos metabólicos:
✔ redução importante de gordura corporal
✔ melhora metabólica
✔ modulação inflamatória
✔ melhora cardiometabólica
✔ redução de sobrecarga mecânica
✔ potencial melhora funcional

Além disso, estudos recentes vêm avaliando possíveis efeitos sobre:
📌 macrófagos inflamatórios
📌 fibrose
📌 matriz extracelular
📌 metabolismo do tecido adiposo

Mas é importante reforçar:
perda de peso não significa necessariamente resolução completa do lipedema.

O tecido lipedematoso possui características próprias e pode persistir mesmo após emagrecimento importante.

Por isso, a abordagem moderna continua sendo multifatorial:
✔ exercício resistido
✔ preservação muscular
✔ manejo metabólico
✔ estratégia anti-inflamatória
✔ suporte vascular e linfático
✔ composição corporal

A medicina metabólica está ampliando possibilidades terapêuticas no lipedema.

Mas evidência científica séria não trabalha com promessas milagrosas.
Trabalha com fisiologia, individualização e ciência.

⚠️ Conteúdo educativo. O uso de tirzepatida deve ser individualizado e realizado apenas com acompanhamento médico.

| Dr. Frederico Maia | Endocrinologista
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26/05/2026

*Legenda:*

A Anvisa aprovou a primeira semaglutida sintética análoga ao Ozempic no Brasil: o Ozivy.

E antes que a internet transforme isso em “nova caneta emagrecedora nacional”, existe um ponto importante:

📌 a indicação aprovada é para diabetes tipo 2 em adultos, associada à dieta e exercício físico.

O Ozivy surge após o fim da patente da semaglutida da Novo Nordisk e inaugura uma nova fase dos agonistas de GLP-1 no Brasil.

Na prática, isso pode representar:
→ maior concorrência
→ ampliação de acesso
→ aumento da disponibilidade
→ possível impacto futuro em preços

Mas a discussão vai muito além do mercado.

A própria Anvisa reforçou que o Ozivy:
✔ exige prescrição médica
✔ deve ser usado com acompanhamento
✔ permanece sob farmacovigilância

Outro ponto importante:
o Ozivy NÃO é um “genérico do Ozempic”.

Segundo a Anvisa, trata-se de uma semaglutida sintética aprovada como medicamento novo, após avaliação de eficácia, segurança e qualidade.

E isso importa muito.

Porque GLP-1 não é suplemento.
Não é estética.
Não é atalho.

É uma classe medicamentosa potente, com impacto metabólico, cardiovascular e gastrointestinal relevante.

A chegada de novas versões amplia possibilidades terapêuticas, mas também aumenta a necessidade de:
📌 critério médico
📌 individualização
📌 acompanhamento longitudinal
📌 uso baseado em evidências

Mais acesso não pode significar menos responsabilidade.

A medicina metabólica está evoluindo rapidamente.
E o verdadeiro diferencial continuará sendo a condução correta do paciente — não apenas a caneta utilizada.

Dr. Frederico Maia
Endocrinologista | PhD | Pós-Doutorado
CRM-SP 135.915 | RQE 30.397

25/05/2026

A morte do jovem fisiculturista Gabriel Ganley reacendeu uma discussão importante sobre performance extrema, hormônios, insulina e risco cardiovascular.

E antes de qualquer conclusão, existe um ponto fundamental:

📌 a causa oficial descrita foi cardiomiopatia hipertrófica.

Ou seja: não é correto substituir laudo médico por especulação.

A cardiomiopatia hipertrófica é uma doença estrutural do músculo cardíaco, frequentemente genética, caracterizada por espessamento anormal do coração e maior risco de arritmias e morte súbita, especialmente em atletas jovens.

Mas o caso abre uma discussão médica importante: o que acontece quando um coração vulnerável é submetido a um ambiente de performance extrema?

Hoje sabemos que o uso suprafisiológico de esteroides anabolizantes está associado a:
⚠️ hipertrofia ventricular
⚠️ arritmias
⚠️ trombose
⚠️ hipertensão arterial
⚠️ maior risco cardiovascular

E a insulina, embora não cause cardiomiopatia hipertrófica, também não é uma substância inocente.

Quando usada sem indicação médica, pode provocar:
→ hipoglicemia grave
→ descarga adrenérgica intensa
→ alterações de potássio
→ instabilidade elétrica cardíaca
→ maior risco arrítmico

Em indivíduos com vulnerabilidade cardíaca estrutural, esse cenário pode potencializar risco.

Importante: isso não significa afirmar causalidade individual.

Significa compreender que:
📌 combinação de dr**as
📌 doses suprafisiológicas
📌 ambiente pró-arrítmico
📌 sobrecarga metabólica e cardiovascular

podem transformar um corpo aparentemente forte em um organismo extremamente vulnerável.

Um estudo publicado no JAMA em 2024 mostrou aumento significativo de mortalidade precoce entre usuários de esteroides anabolizantes quando comparados a não usuários.

O debate aqui não é moralista. É médico.

Insulina não é suplemento de academia.
Anabolizantes não são inofensivos.
E performance estética não é sinônimo de segurança metabólica.

F**a aqui meu respeito à família e o alerta:
o corpo humano tem limites fisiológicos, mesmo quando a estética parece perfeita por fora.

Dr. Frederico M

24/05/2026

Kelly Osbourne chamou atenção recentemente por sua mudança corporal importante, reacendendo debates sobre:

📌 “Ozempic body”
📌 GLP-1 em celebridades
📌 magreza extrema como novo padrão estético
📌 composição corporal e fragilidade metabólica

O que mais chamou atenção do público foi:
→ redução acentuada de gordura subcutânea
→ maior proeminência óssea
→ aspecto corporal compatível com baixa reserva adiposa
→ possível redução importante de massa muscular periférica

Mas existe um ponto essencial:

❌ não há confirmação pública oficial sobre qual estratégia ela utilizou.

Kelly Osbourne já falou anteriormente sobre:
✔ cirurgia bariátrica
✔ mudanças alimentares
✔ perda significativa de peso nos últimos anos

E, recentemente, passou a ser frequentemente associada nas redes ao uso de GLP-1 — embora isso permaneça especulativo.

A grande discussão científica aqui talvez seja outra:

📌 emagrecer MUITO ≠ emagrecer com qualidade.

Hoje sabemos que perdas rápidas e intensas de peso podem cursar com:
⚠ perda de massa muscular
⚠ redução de sustentação facial
⚠ sarcopenia relativa
⚠ piora funcional
⚠ aspecto corporal “wasted”

Especialmente quando coexistem:
→ baixa ingestão proteica
→ ausência de treino resistido
→ emagrecimento acelerado
→ estratégias agressivas de perda ponderal

Nos EUA surgiram termos como:
“Ozempic face” e “Ozempic body”.

Mas cientificamente isso não parece estar relacionado especificamente à medicação.

O fenômeno pode ocorrer em qualquer perda importante e rápida de gordura corporal:
✔ cirurgia bariátrica
✔ dietas extremas
✔ doenças consumptivas
✔ GLP-1
✔ emagrecimento intenso

E talvez esse seja o principal debate atual da medicina metabólica:

não basta perguntar:
“quanto peso perdeu?”

Agora precisamos discutir:
📌 composição corporal
📌 preservação muscular
📌 saúde metabólica
📌 funcionalidade
📌 sustentabilidade do emagrecimento

Porque emagrecer não deveria significar fragilidade.

Dr. Frederico Maia
Endocrinologista | PhD | Pós-Doutorado
CRM-SP 135.915 | RQE 30.397

#

22/05/2026

Sextou com um leve surto metabólico. 🐶💉

A retatrutida virou o novo “objeto de desejo” da internet…
e já tem gente indicando uma medicação que:
📌 ainda não foi aprovada no Brasil
📌 ainda aguarda publicação completa do fase 3
📌 e sequer existe disponível na prática clínica.

A verdade?

Medicina metabólica séria não funciona na lógica:
“vi no TikTok, quero usar amanhã”.

A retatrutida é extremamente promissora?
Sim.

Os dados preliminares do TRIUMPH-1 impressionam?
Muito.

Mas entre:
🧪 resultado preliminar
e
💉 uso clínico seguro

existe um caminho chamado:
📚 ciência
📚 validação
📚 segurança
📚 acompanhamento de longo prazo

Enquanto isso…
tem médico vendendo retatrutida como se fosse combo de sexta-feira. 😂

Calma, meu povo.
Nem a molécula chegou…
e o hype já tá em fase 4.

🐶 “olá… vim checar se seu tratamento é baseado em evidência ou ansiedade.”

Dr. Frederico Maia
Endocrinologista | PhD | Pós-Doutorado
CRM-SP 135.915 | RQE 30.397

21/05/2026

A retatrutida talvez tenha acabado de inaugurar uma nova era da medicina metabólica.

Mas antes do entusiasmo, precisamos separar duas coisas:
📌 evidência científica consolidada
📌 e press release corporativo

O que a Eli Lilly divulgou até agora são os primeiros resultados do estudo fase 3 TRIUMPH-1, ainda não publicados oficialmente em periódico revisado por pares.

Mesmo assim, os números impressionam:

📊 Dados divulgados:
→ perda média de até ~30% do peso em 80 semanas
→ ~45% dos pacientes perderam >30% do peso corporal
→ >60% atingiram ≥25% de perda ponderal

Resultados que começam a se aproximar da magnitude observada em cirurgia bariátrica.

O diferencial parece estar no mecanismo.

A retatrutida é um agonista triplo:
✔ GLP-1
✔ GIP
✔ glucagon

Enquanto:
• semaglutida atua via GLP-1
• tirzepatida atua em GLP-1 + GIP
• retatrutida adiciona o agonismo glucagon-like

E é justamente aí que surge o maior interesse metabólico:
📌 aumento do gasto energético
📌 maior oxidação de gordura
📌 possível ativação mitocondrial
📌 melhora cardiometabólica mais ampla

Ou seja:
a obesidade começa a deixar de ser tratada apenas pela lógica da saciedade.

Entramos numa era de engenharia metabólica integrada:
→ fome
→ metabolismo
→ gasto energético
→ composição corporal
→ cardiometabolismo

Mas atenção:
eficácia extrema também exige responsabilidade extrema.

Ainda precisamos de:
• publicação oficial completa
• análise robusta de segurança
• composição corporal
• impacto cardiovascular
• dados de longo prazo
• tolerabilidade real-world

A ciência da obesidade está avançando em velocidade impressionante.

E isso talvez seja só o começo.

Nos próximos conteúdos vamos aprofundar:
📌 comparação com tirzepatida
📌 preservação muscular
📌 glucagon e gasto energético
📌 o que realmente muda na prática clínica

Dr. Frederico Maia
Endocrinologista | PhD | Pós-Doutorado
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