31/05/2026
Para Winnicott estar vivo, quem precisa respirar é o Brasil.
Nos últimos anos, a transmissão de Winnicott cresceu enormemente no Brasil.
Mais grupos de estudo.
Mais formações.
Mais cursos.
Mais supervisões.
Mas quantidade de transmissão não responde, por si só, a uma pergunta clínica importante:
o que mantém um pensamento vivo?
Uma teoria permanece viva apenas quando preservamos seus conceitos?
Ou quando ela continua capaz de responder aos impasses do sofrimento contemporâneo?
Na clínica brasileira, essa pergunta importa.
Porque sofrimento psíquico não aparece dissociado de raça, classe, desigualdade, pertencimento, violência, história e formas brasileiras de existir.
E isso não é detalhe teórico.
Isso muda escuta.
Muda formulação clínica.
Muda manejo.
Meu trabalho no Winnicott nos Trópicos
parte justamente dessa pergunta:
como sustentar uma clínica winnicottiana rigorosa no Brasil sem transformar Winnicott em peça de museu, mas também sem abandoná-lo?
Isso é o que direciona:
Pesquisa.
Supervisão.
Formação continuada.
no Winnicott nos Trópicos.
O Brasil já respira na sua clínica?