29/05/2026
Nem toda compulsão começa no presente.
Às vezes, ela nasce de uma falta muito antiga.
Na leitura psicanalítica, uma vivência traumática na fase oral pode deixar marcas que aparecem depois como tentativa de preencher o que faltou no vínculo, no acolhimento ou na experiência de satisfação.
Isso pode se expressar em diferentes compulsões, como:
compulsão alimentar, compulsão por compras, uso excessivo de cigarro, álcool, substâncias, fala compulsiva e necessidade constante de validação ou afeto.
Por trás do excesso, muitas vezes existe uma tentativa silenciosa de aliviar vazio, frustração, carência ou desamparo.
Nem toda fome é de comida.
Às vezes, é de presença.
Às vezes, é de vínculo.
Às vezes, é de reparação.
Você já tinha pensado por esse lado?
Comenta “faz sentido” ou me diz qual parte mais te tocou.