19/07/2026
Historicamente, as mulheres têm uma abertura muito maior para falar sobre suas emoções e construir redes de apoio. Desde a infância, os homens costumam ser socializados sob a lógica do “homem não chora” ou de que a vulnerabilidade é um sinal de fraqueza.
Os critérios tradicionais de diagnóstico da depressão — como tristeza profunda, choro frequente, apatia e sentimentos de culpa — são mais alinhados com a forma como as mulheres expressam o sofrimento. No homem, a depressão muitas vezes se “mascara”.
Em vez de tristeza, o homem deprimido frequentemente manifesta:
✔️Irritabilidade e agressividade: Explosões de raiva por motivos bobos.
✔️Comportamento de fuga: Trabalhar excessivamente ou passar horas jogando/isolado.
✔️Impulsividade e comportamentos de risco: Direção perigosa, abuso de álcool e outras substâncias.
✔️Sintomas físicos: Dores crônicas, problemas digestivos e dor de cabeça que não cedem a tratamentos comuns.
Para muitos homens, admitir a tristeza profunda ou o desamparo é visto como uma perda de controle ou falha no papel de “provedor”. Por isso, eles costumam adiar a busca por psicoterapia ou psiquiatria até que o quadro chegue a um limite extremo.
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Como esses comportamentos muitas vezes não são associados à depressão pela sociedade (e às vezes nem pelos próprios profissionais de saúde), muitos homens estão sofrendo de depressão crônica sem que isso entre nas estatísticas.