Dra. Regiane Souza Neves

Dra. Regiane Souza Neves Minha atuação: Autismo e outras neurodivergências • Saúde Mental • Educação • PcD • Gestão Pública
Pré-candidata a Deputada Federal
Estado de São Paulo 🇧🇷

Em 1995, concluí minha formação no CEFAM – Centro Específico de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério. Foi ali que ap...
29/07/2026

Em 1995, concluí minha formação no CEFAM – Centro Específico de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério. Foi ali que aprendi que ensinar é muito mais do que transmitir conhecimento. Aprendi a enxergar cada aluno como único, a compreender seu desenvolvimento e a acreditar no poder transformador da educação.

Minha formação uniu teoria e prática desde o primeiro dia. Não aprendíamos apenas nos livros; aprendíamos dentro das escolas, vivendo a realidade da sala de aula e construindo nossa identidade como educadores. Mais de 30 anos depois, essa base continua presente em tudo o que faço.

Por isso, defendo a retomada do Magistério de nível médio como ensino técnico.

Não para voltar ao passado, mas para recuperar um modelo que preparava professores com responsabilidade, experiência prática e vocação antes mesmo da universidade.

Essa formação inicial não substitui o ensino superior; ela o fortalece. O estudante chega à graduação com uma base sólida, com a vocação já testada na prática e muito mais preparado para aproveitar a licenciatura e enfrentar os desafios da profissão.

Hoje, muitos jovens descobrem o que realmente significa ser professor apenas quando chegam à graduação ou assumem sua primeira turma. Isso gera insegurança, frustração e, muitas vezes, o abandono de uma profissão tão essencial.

Educar uma criança é uma das maiores responsabilidades de uma sociedade. Não podemos continuar formando professores apenas na teoria e esperar resultados diferentes.

Tenho orgulho de dizer que sou professora formada pelo Magistério. Foi essa formação que sustentou minhas graduações, especializações e toda a minha trajetória profissional. Ela não limitou meus sonhos; foi o alicerce que me permitiu crescer e me tornar a profissional que sou hoje.

Essa reflexão faz parte do 3º capítulo do meu livro A Formação de Professores no Brasil: A História Através do Tempo, no qual apresento uma análise da evolução da formação docente e proponho caminhos para fortalecer a educação brasileira.

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Conheça melhor minha trajetória https://www.draregianesouzaneves.com.br/2023/10/autoria-do-blog.html?m=1

Drª Regiane Souza Neves
Especialista em Saúde Mental e Saúde Pública, Educação e Neurodesenvolvimento, Ciências Políticas e Sociais, Gestão Pública e Gerenciamento de Cidades 🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷

Estamos abandonando os nossos idosos?Nos últimos dias, tenho presenciado situações que me deixam profundamente preocupad...
24/07/2026

Estamos abandonando os nossos idosos?

Nos últimos dias, tenho presenciado situações que me deixam profundamente preocupada e indignada. Tenho visto idosos sendo impedidos de exercer direitos básicos porque tudo passou a depender de aplicativos, senhas, certificados digitais, códigos de acesso e sistemas cada vez mais complexos.

Quem trabalhou durante décadas, criou famílias, pagou impostos e ajudou a construir este país agora enfrenta dificuldades para marcar uma consulta, acessar um benefício, movimentar uma conta bancária ou resolver questões simples do dia a dia. Muitos acabam dependendo de um filho, de um neto ou de um vizinho. E aqueles que estão sozinhos? Como ficam?

Isso não é apenas uma dificuldade com a tecnologia. É uma forma de exclusão.

Muitos idosos sempre tiveram autonomia e liberdade financeira para resolver problemas, pagar contas, fazer compras...Mas, atualmente, perderam esta autonomia e vivem na dependência de alguém, o que lhes causa desgaste, angústia, medo, insegurança e sentimento de abandono. O que inclusive, acaba facilitando golpes.

A tecnologia deve servir para facilitar a vida das pessoas, nunca para impedir que elas tenham acesso aos seus direitos. Modernizar os serviços é importante, mas eliminar alternativas presenciais e acessíveis significa deixar milhares de idosos para trás.

Uma sociedade que se diz moderna precisa ser, antes de tudo, humana. Precisamos garantir que ninguém seja tratado com indignidade por não dominar um smartphone ou um aplicativo.

Os nossos idosos merecem respeito, acolhimento e autonomia. Eles não podem ser esquecidos justamente na fase da vida em que mais precisam de proteção.

O verdadeiro progresso não é criar mais tecnologia. É garantir que ela sirva a todos, sem excluir ninguém.

E você, também acredita que estamos falhando com os nossos idosos?

Drª Regiane Souza Neves
Especialista em Saúde Mental e Saúde Pública, Educação e Neurodesenvolvimento, Ciências Políticas e Sociais, Gestão Pública e Gerenciamento de Cidades. 🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷

Nesta segunda-feira, 20 de julho, durante a Convenção Partidária do Progressistas (PP) e da Federação União Progressista...
21/07/2026

Nesta segunda-feira, 20 de julho, durante a Convenção Partidária do Progressistas (PP) e da Federação União Progressista, minha candidatura à Câmara dos Deputados foi oficialmente homologada.

A partir deste momento, deixo a condição de pré-candidata e passo a ser, oficialmente, candidata a deputada federal pelo Estado de São Paulo.

Essa homologação representa mais do que uma etapa do processo eleitoral. É o reconhecimento de uma trajetória construída com trabalho, qualificação técnica, compromisso com as pessoas e dedicação às causas que defendo há mais de três décadas, especialmente nas áreas da saúde mental, educação, inclusão, pessoas com deficiência e gestão pública eficiente.

Na convenção estiveram presentes o presidente estadual do PP, Maurício Neves; os pré-candidatos ao Senado, Guilherme Derrite e André do Prado; o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes; o governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas e, o pré-candidato a Presidência da República, Flávio Bolsonaro; além de muitas outras lideranças políticas.

Recebo essa missão com gratidão, humildade e a certeza de que São Paulo precisa de representantes preparados e técnicos para enfrentar os desafios do presente e construir um futuro melhor para as famílias paulistas.

Hoje começa uma nova etapa. A partir de agora, sigo oficialmente como candidata a deputada federal pelo Estado de São Paulo, renovando meu compromisso de trabalhar por uma política séria, técnica e voltada para quem mais precisa. Mas, a campanha eleitoral inicia apenas em 16 de agosto, conforme a legislação e o calendário eleitoral.

Agradeço a cada pessoa que me acompanha e acredita que a política pode ser exercida com responsabilidade, competência e compromisso com resultados.

Vamos em frente.
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Drª Regiane Souza Neves
Candidata à deputada federal pelo Estado de São Paulo, mas muito além disso, sou especialista em Gestão da Saúde Pública e Saúde Mental, Gestão da Educação Pública e Neurodesenvolvimento, Ciências Políticas e Sociais, Gestão Pública e Gerenciamento de Cidades. 🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷

Quando uma criança precisa de atendimento especializado, cada dia faz diferença. Na infância, o cérebro está em intenso ...
15/07/2026

Quando uma criança precisa de atendimento especializado, cada dia faz diferença. Na infância, o cérebro está em intenso desenvolvimento, e intervenções realizadas no momento certo podem promover avanços importantes na comunicação, aprendizagem, autonomia e qualidade de vida.

Infelizmente, milhares de famílias brasileiras enfrentam longas filas no SUS para conseguir acesso a diagnóstico e terapias como fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia, fisioterapia e outras especialidades. O tempo médio de espera é de 2 anos ou mais. Enquanto aguardam, pais e mães convivem diariamente com a angústia de ver o desenvolvimento dos filhos ser prejudicado pela falta de atendimento.

É importante reconhecer que o SUS é um patrimônio do Brasil e garante assistência a milhões de pessoas. No entanto, as longas filas revelam um desafio que precisa ser enfrentado com planejamento, investimento, ampliação das equipes multiprofissionais e melhor gestão dos serviços públicos.

Inclusão não pode existir apenas no papel. Garantir o acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento em tempo oportuno é um direito das pessoas com deficiência e das crianças com transtornos do neurodesenvolvimento.

Uma sociedade verdadeiramente inclusiva não mede esforços para oferecer cuidado quando ele é mais necessário. Porque, para uma criança em desenvolvimento, o tempo perdido não pode ser recuperado.

Acolher é importante. Incluir é essencial. Mas garantir atendimento no momento certo é uma responsabilidade que não pode mais esperar.

Me conta nos comentários se você já passou por isso ou conhece alguém que está aguardando atendimento.

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Neste ano de 2026, a saúde mental deixou de ser apenas um tema de debate. Ela se tornou uma prioridade. Os dados mais re...
14/07/2026

Neste ano de 2026, a saúde mental deixou de ser apenas um tema de debate. Ela se tornou uma prioridade.

Os dados mais recentes mostram uma mudança histórica na forma como a população enxerga a saúde.

Segundo uma pesquisa global da Ipsos, 52% dos brasileiros consideram hoje a saúde mental o principal problema de saúde do país. Em 2018, esse percentual era de apenas 18%. A preocupação é maior entre mulheres e jovens, colocando o Brasil entre as nações mais preocupadas com o tema.

No cenário mundial, a saúde mental também passou a ocupar o primeiro lugar entre as maiores preocupações da população.

Esses números refletem o que vemos todos os dias: mais pessoas convivendo com ansiedade, depressão, burnout, estresse, luto e outros transtornos que comprometem a qualidade de vida.

Como especialista em Saúde Mental, Saúde Pública e Neurodesenvolvimento, acompanho diariamente o sofrimento de famílias que enfrentam dificuldades para conseguir diagnóstico, tratamento e acompanhamento adequado, tanto na saúde mental quanto na saúde como um todo. Inclusive, a baixa qualidade em todos os serviços de saúde aumentam o sofrimento causando maiores danos emocionais.

Não basta reconhecer que existe um problema. É preciso transformar essa preocupação em ações concretas.

Precisamos ampliar o acesso aos serviços de saúde mental, investir em prevenção, fortalecer a atenção psicossocial, capacitar profissionais e garantir que crianças, adolescentes, adultos e idosos recebam atendimento de qualidade.

Cuidar da saúde mental é cuidar da aprendizagem, da produtividade, das relações familiares, da segurança e da qualidade de vida.

Uma sociedade que investe em saúde mental investe no seu próprio futuro. Porque, NÃO EXISTE SAÚDE SEM SAÚDE MENTAL.

Tenho um livro escrito de minha autoria sobre este assunto "Saúde Mental no Brasil: desafios, impactos e soluções para uma saúde pública eficiente. (ISBN: 978-65-266-7033-0)"

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Especialista em Saúde Mental e Saúde Pública, Educação e Neurodesenvolvimento, Ciências Políticas e Sociais, Gestão Pública e Gerenciamento de Cidades.

13 de julho é o Dia Mundial de Conscientização sobre o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). É uma d...
13/07/2026

13 de julho é o Dia Mundial de Conscientização sobre o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). É uma data importante para ampliar o conhecimento da sociedade, combater preconceitos e reforçar que o TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que pode causar impactos significativos na vida escolar, profissional, familiar e social.

Neste momento, muito se fala sobre o Projeto de Lei 4.225/2023, aprovado pela Câmara dos Deputados, que torna pessoas com TDAH, pessoas com deficiência. É importante esclarecer que o projeto ainda não é lei, pois seguirá para análise do Senado. Além disso, o texto não estabelece que toda pessoa com TDAH será automaticamente considerada pessoa com deficiência.

Aliás, na verdade, a proposta cria uma Política Nacional de Atenção às Pessoas com Transtornos do Neurodesenvolvimento (considerando todos os transtornos, não apenas o TDAH). Caso seja aprovada em todas as etapas, a equiparação à pessoa com deficiência dependerá de avaliação biopsicossocial, realizada por especialista ou equipe multiprofissional, considerando os impedimentos de longo prazo e o impacto funcional na vida de cada indivíduo.

Mais do que discutir direitos, precisamos garantir diagnósticos, acesso ao tratamento, acompanhamento especializado, inclusão escolar, adaptações quando necessárias e respeito às diferenças. Informação de qualidade é essencial para evitar interpretações equivocadas e combater a desinformação.

Como especialista na área, dedico parte da minha trajetória ao estudo e à orientação de famílias, educadores e profissionais. Em meu livro "Entendendo o Déficit de Atenção e a Hiperatividade [código internacional do livro 978-65-5392-523-6]", apresento uma abordagem baseada em evidências sobre o TDAH, seus sinais, formas de avaliação, intervenções e estratégias para promover o desenvolvimento e a inclusão.

Neste Dia Mundial de Conscientização sobre o TDAH, convido você a refletir: conhecimento transforma vidas. Quanto mais compreendemos o transtorno, maiores são as oportunidades de oferecer apoio, reduzir o preconceito e construir uma sociedade verdadeiramente inclusiva.

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Afastamento de 167 peritos do sistema da previdência (Atestmed) trouxe uma preocupação importante para quem depende do I...
10/07/2026

Afastamento de 167 peritos do sistema da previdência (Atestmed) trouxe uma preocupação importante para quem depende do INSS.

Segundo o Ministério da Previdência, foram encontrados indícios de análises mal feitas e feitas de forma muito rápida, justificativas padronizadas e um número de negativas muito acima da média. Os casos ainda serão investigados, e os profissionais têm direito à defesa.

Mas esse episódio levanta uma questão que não pode ser ignorada: cada pedido precisa ser analisado de forma individual, com responsabilidade e respeito.

Quando alguém solicita um AUXÍLIO-DOENÇA ou o BPC-LOAS normalmente está enfrentando um momento difícil. Por isso, laudos, exames e relatórios médicos e de demais profissionais da saúde, devem ser avaliados com atenção. Decisões padronizadas ou feitas sem uma análise cuidadosa podem prejudicar pessoas que realmente precisam do benefício que é garantido por lei.

Quantas pessoas podem ter sido prejudicadas? Ainda não sabemos. Mas basta um único benefício negado de forma injusta para causar um enorme impacto na vida de uma pessoa e de toda a sua família.

Entre os segurados do INSS estão milhares de pessoas com deficiência, pessoas com doenças graves e trabalhadores temporariamente incapazes para o trabalho. Para muitos, esse benefício é a única fonte de renda para comprar alimentos, medicamentos, pagar contas e garantir um tratamento digno.

Se forem confirmadas falhas nas análises, é fundamental que todos os processos sejam revisados e que nenhum cidadão seja prejudicado por uma decisão que não tenha sido cuidadosamente fundamentada. Justiça social começa com respeito, responsabilidade e uma análise individual de cada caso.

Quem vive com uma deficiência ou enfrenta uma doença não pode ser tratado como um número. Direitos precisam ser analisados com seriedade, transparência e humanidade.

Eu sou perita judicial do Tribunal de Justiça de São Paulo e analiso ações onde as pessoas tiveram seus direitos negligenciados e necessitam de um especialista para garantir direitos na saúde, educação e assistência social.

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04/07/2026

Pietro, de 8 anos, emocionou ao participar da quadrilha da Escola Estadual Getúlio Vargas, em Timóteo (MG). Mesmo com uma malformação congênita que resultou na ausência dos dois braços, o menino mostrou alegria e determinação, encantando o público e recebendo muitos aplausos durante a apresentação. ❤️

Na educação, não basta abrir as portas. É preciso garantir que todos possam entrar, participar e pertencer. Parabéns ao Pietro e sua família, aos professores, a escola e toda a comunidade.

Se você quer conteúdos reais que impactam a vida das pessoas vem me seguir Dra. Regiane Souza Neves

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A causa autista não pode existir apenas em ano eleitoral.A cada eleição, é comum vermos discursos emocionados, promessas...
03/07/2026

A causa autista não pode existir apenas em ano eleitoral.

A cada eleição, é comum vermos discursos emocionados, promessas de inclusão, visitas a instituições e declarações de apoio às pessoas com autismo e suas famílias. Toda iniciativa em favor da inclusão é bem-vinda, mas existe uma pergunta que o eleitor precisa fazer:

O que essa pessoa fez pela causa quando não havia campanha?

O compromisso verdadeiro não se mede por palavras, mas por atitudes. Está na defesa de políticas públicas eficientes, na fiscalização do cumprimento das leis, na luta por diagnóstico precoce, atendimento especializado, inclusão escolar de qualidade, capacitação de profissionais, apoio às famílias e garantia dos direitos das pessoas autistas durante todos os anos, e não apenas durante alguns meses de campanha.

Quem conhece a realidade do autismo sabe que os desafios não desaparecem depois das eleições. As famílias continuam enfrentando filas, falta de terapias, dificuldades na educação, barreiras no mercado de trabalho e na inclusão social. Essas demandas exigem trabalho permanente, planejamento e responsabilidade.

Por isso, antes de acreditar em promessas, observe a trajetória. Antes de confiar em um discurso, procure resultados concretos. A verdadeira defesa da causa autista é construída diariamente, com ações, projetos, fiscalização e compromisso.

O autismo não é uma estratégia eleitoral. É a realidade de milhões de brasileiros que merecem respeito, dignidade e políticas públicas sérias todos os dias.

Eu sou a Drª Regiane Souza Neves mãe atípica, tenho mais três décadas de trabalho com autismo e outras neurodivergências, na educação, na saúde e na garantia de direitos como perita do Tribunal de Justiça. Oriento famílias e profissionais. Realizo capacitação e palestras sobre o assunto. Tenho livros escritos e publicados com reconhecimento e recomendação em 20 países.

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A acessibilidade é um princípio fundamental para a promoção da dignidade humana, da igualdade de oportunidades e da incl...
01/07/2026

A acessibilidade é um princípio fundamental para a promoção da dignidade humana, da igualdade de oportunidades e da inclusão social. Quando uma calçada não possui rebaixamento ou uma faixa de pedestres termina em um degrau, por exemplo, o direito à mobilidade é interrompido. O problema não está na pessoa, mas nas barreiras criadas pelo ambiente.

Em Osasco/SP, por exemplo, existe um Centro Dia para Pessoas com Deficiência, implantado em uma rua com declive acentuado e em uma casa com problemas de adaptações, eu sei, pois já fiz várias visitas técnicas no local. Ou seja, o próprio poder público não garante acessibilidade nem em equipamentos próprios com a finalidade de atendimento para este público. Não adianta fazer uma propaganda bonita se a realidade é bem diferente.

Garantir acessibilidade significa promover cidadania, igualdade e respeito aos direitos das pessoas. As pessoas não precisam de discursos bonitos, mas vazios; precisam de cidades que possam ser utilizadas por todos.

Sem acessibilidade, não há inclusão. Sem inclusão, não há cidadania. E sem cidadania, não existe uma sociedade verdadeiramente justa.

O Brasil possui uma das legislações mais completas do mundo em matéria de acessibilidade, mas a realidade demonstra que sua efetivação ainda está muito aquém do previsto. A existência de leis, por si só, não garante direitos quando faltam fiscalização, planejamento, investimentos e responsabilização dos gestores públicos pelo cumprimento das normas. Enquanto calçadas permanecem inacessíveis, rampas são inexistentes ou construídas de forma inadequada e barreiras urbanas continuam impedindo o direito de ir e vir, milhares de brasileiros seguem privados de exercer plenamente sua cidadania. Direitos sem efetividade transformam-se em promessas não cumpridas.

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