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Psicoterapias Integradas Psicanálise e psicoterapia para adultos, adolescentes e crianças.até às 21hs.Sta Cecília/Higienopolis Horários até às 22hs. Próx. Metrô Sta Cecília.

Clínica de psicanálise e psicoterapia para adultos, adolescentes e crianças. Tel.: 11 3205-2936. Atendimento Presencial ou via Skype. Tratamentos para Adultos:
Depressão e ansiedade, Adicção Álcool e Dr**as, Estresse, Frigidez e Impotência, Obesidade, Baixa Estima, Distúrbios de Humor, Distúrbios de Identidade. Tratamentos para Crianças:
Dificuldade de Aprendizado, Dislexia, Dislalia, Distúrbio de Atenção, Hiperatividade, Atrasos Psicomotores, Bulimia, Anorexia. Elizabeth Queiroz
Psicanalista: RT: 2009/SP
Psicóloga: CRP: 06/116408

03/08/2026
Sou onde não penso, penso onde não sou.“Penso, logo existo”, ou em francês “Je pense, donc je suis”  Essa é a famosa fra...
06/07/2026

Sou onde não penso, penso onde não sou.

“Penso, logo existo”, ou em francês “Je pense, donc je suis” Essa é a famosa frase do filósofo René Descartes escrita em 1637 e está no livro Discurso do Método, anos depois Freud irá reformular essa frase dizendo “Existo onde não penso” trazendo o primeiro esboço teórico do que viria a ser o objeto de estudo da psicanálise: a noção do inconsciente, aquele que guardaria a nossa real identidade.

Algum tempo depois essa ideia de Freud será complementada por Lacan com a frase “Sou onde não penso, penso onde não sou” trazendo a ideia do inconsciente “sou onde não penso” e o consciente “penso onde não sou”.

Para Lacan a consciência seria uma mera ilusão, contrapondo firmemente as teorias psicológicas norte-americanas que trazem a ideia do homem EGO, centro do seu próprio universo, controlador e mentalizador de suas ideias mas que na verdade não controla seus próprios pensamentos e desejos.

Sou onde não penso porque é justamente lá onde não há certezas, onde se desfazem as camadas camufladas pelo pensamento que se revela o sujeito, é lá na ausência, no silêncio, que está a realidade psíquica de cada um, indo de encontro também com a filosofia budista e com um dos objetivos da meditação, encontrar no vazio e no silêncio uma conexão com o verdadeiro EU.

Penso onde não sou trata-se da nossa parte consciente reflexiva que nos permitem interagir com o mundo externo, nossa linguagem, nossas máscaras.

Em um exemplo simples mais um tanto quanto radical é como se nós seres humanos fossemos marionetes agindo sem saber muito bem porquê e nosso titereiro (quem controla a marionete) é o inconsciente. O pensar, a linguagem, seria a camuflagem do real, como uma boneca russa “matrioshka” que tem diversas camadas que ao serem abertas revelam a boneca principal, ou nosso verdadeiro EU.

Lacan ainda nos diz que seria ingenuidade acreditar que exista um “Ser pensado”. Ou seja, o pensar não garante uma existência, o que nos remete à falta de garantias que se situa tanto do lado do Ser como do pensar.
Agende sua consulta. 1199772 6039. On line ou presencial...

PAIXÃO.Texto: Elizabeth QueirozPsicologa: CRP: 06/116408.Psicanalista SBPH N º 2009/SP. Consultas: 3331 4859 – 9772 6039...
07/05/2026

PAIXÃO.
Texto: Elizabeth Queiroz
Psicologa: CRP: 06/116408.
Psicanalista SBPH N º 2009/SP. Consultas: 3331 4859 – 9772 6039.

Freud identif**a o termo paixão, como uma “Identif**ação Projetiva”. Vamos tentar entender melhor o que ele quis dizer. Uma identif**ação sempre está relacionada com uma “gratif**ação alucinatória”, ou seja, eu projeto nele o que não vejo em mim, ou, o que eu penso que ele possa ser. Ou ele tem haver com meu modelo inconsciente ou arquétipo.
Geralmente a Identif**ação Projetiva possui ambas as partes, boas e más, do objeto amado. E também as partes odiadas e amadas do EU. A Identif**ação Projetiva é a base para muitas situações de ansiedade.
Relações Objetais Esquizóides; Nas personalidades esquizóides as características típicas das relações, são de natureza narcísica.
Quando o ego ideal é projetado em outra pessoa, está passa a ser amada e admirada porque contem as partes boas do EU. Do mesmo modo, a relação com outras pessoas na base da projeção das partes más do EU, é de natureza narcísica.
Geralmente nas relações narcísicas manifestam-se fortes características obsessivas. Vivencia-se o outro, por isso é narcisista. Projeta o seu ego no outro. (identif**ação projetiva).
O impulso para controlar a outra pessoa é elemento essencial na Neurose Obsessiva. Na verdade, representa a necessidade e o impulso desviado para controlar algumas partes do EU. Quando essas partes foram excessivamente projetadas, só podem ser controladas desde que se controle essa pessoa.
Outra característica das relações objetais esquizóides é um acentuado artificialismo e falta de expontaniedade, a par de um grave distúrbio do sentimento do Eu, da relação com o Eu. E essa relação também se manifesta de um modo artificial, em outras palavras, a realidade psíquica e a relação com a realidade externa estão igualmente perturbadas. Ou seja o que acontece é uma ambigüidade narcísica.
A projeção das partes destacadas do eu em outra pessoa, influi, essencialmente nas relações objetais, na vida emocional e na personalidade como um todo.
Para ilustrar essa afirmação vamos apontar dois fenômenos universais; Sentimentos de solidão e o medo da separação.
Sabemos que uma das causas dos sentimentos depressivos que acompanham a separação encontra-se no medo da destruição do objeto amado pelos impulsos agressivos dirigido contra ele. Mas na verdade são os processos de divisão do ego e projeção que se encontram subtendidos nesse medo. O objeto interno é sentido como se estivesse sujeito ao mesmo perigo de destruição que o objeto externo, que uma parte do EU foi deixada. É por isso que muitas vezes, acontecem crimes ou suicídios em casos de separação conjugal.
O resultado é um excessivo enfraquecimento do ego e grande sentimento de solidão e desamparo. Embora essa descrição se aplique aos indivíduos neuróticos, creio que em certo grau, é um fenômeno geral.
Paixão e delírio de fim de mundo, são os dois pólos de máximo desenvolvimento e máxima retração da libido em relação ao objeto, sintomas que são encontrados principalmente na paranóia.

Paixão: Contínua relembrança daquilo que não é. Daquilo que faltou. Da falta. (nostalgia). A paixão reproduz a experiência estética, através do Platônico, das formais ideais. É a infinitude do desejo do outro e aceita a incerteza. Sustenta o objeto para alem do quadro seguro da sua fantasia, está na fantasia sem a garantia do desejo do outro, e a fantasia está no interior da repetição. Kierkegaard/Lacan.

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