18/05/2026
A migração reorganiza a vida de toda a família mas, para o adolescente, ela reorganiza também a identidade.
Entre perdas silenciosas e descobertas inesperadas, ele vive um processo chamado luto migratório: um luto que não aparece em fotos, mas que atravessa memórias, vínculos e pertencimento.
Nesse caminho, o apoio da família faz diferença.
Acolher sentimentos, validar a saudade, manter rituais culturais e criar espaço para conversas honestas ajuda o adolescente a reconstruir suas raízes internas, aquelas que seguem com ele, mesmo quando o endereço muda.
Migrar é ganhar e perder ao mesmo tempo.
E quando a família caminha junto, o adolescente encontra chão para existir entre o que ficou e o que está chegando.
Thamires V.S Miranda
Psicóloga
CRP.06/130182
OPP.32221