11/08/2025
Ei seu motorista
Vai mais devagar
Que desse jeito vivo não vou chegar
Eu não tenho pressa,
Pressa de morrer
Pra chegar cedo o bom é ir devagar
No trecho da música bem humorada da banda Casa das Máquinas, podemos refletir sobre o ritmo acelerado que a cultura impõe.
É cada vez mais comum a queixa sobre os efeitos da aceleração, da super informação e das imposições (internas e externas) de produtividade.
O filósofo Byung-Shul Han, vai embasar seus pensamentos acerca da chamada Sociedade de Desempenho, onde o indivíduo que se destaca é o que produz sempre mais.
Mas, quais os efeitos disso no psiquismo? Muitos se queixam de estresse e quando em estado crítico, Burnout - esse superaquecimento/bomba relógio.
Há em pauta a sensação de um cansaço constante, seguido de um “descanso” não restaurador, e uma impressão de que o tempo está passando cada vez mais rápido e onde as experiências não possuem sensação de duração e aproveitamento.
A satisfação e a gratif**ação f**am prejudicadas por uma pressão de produtividade extrema e positividade em demasia, prejudicando então os processos de pausas, até mesmo as experiências negativas e o processamento de lutos.
Com a pressão por produtividade e as constantes interrupções da aceleração multitarefada, a experiência é quebrada e a sensação que f**a é de descontinuidade do tempo.
A vida pede por desaceleração, presença, conexão e que o indivíduo possa ser narrador de sua própria história.