Samantha Pizarro Psicologa

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23/07/2026

A gente tem o hábito de cobrar dos outros uma perfeição que nem nós conseguimos oferecer.

Esquecemos que todo mundo está vivendo essa vida pela primeira vez.

Assim como você nunca viveu a idade que tem hoje antes.

Seus pais nunca foram pais antes de serem os seus. Ou talvez você até tenha irmãos, mas cada ser é único assim como as nossas experiências.

Às vezes, a gente julga um erro, uma palavra dita na hora errada, uma decisão que machucou. E isso não significa aceitar tudo ou ignorar feridas. Mas significa lembrar que existe um ser humano do outro lado, aprendendo enquanto vive.

O mais curioso é que, conforme crescemos, os papéis começam a mudar.

Chega um dia em que seus pais precisam da sua ajuda para resolver coisas que, um dia, eram eles que faziam por você. E é fácil enxergar apenas a fragilidade deles, esquecendo que já existiu um tempo em que você dependia deles para absolutamente tudo.

❤️‍🩹As relações amadurecem quando deixamos de olhar apenas para aquilo que nos faltou e começamos a enxergar também aquilo que o outro foi capaz de oferecer com os recursos que tinha.

Porque ninguém acerta o tempo todo.
Ninguém recebe um manual para viver.
E ninguém passa por essa experiência chamada vida sabendo exatamente o que fazer.

Talvez a pergunta não seja: “Por que essa pessoa errou comigo?”

Mas: “Será que eu consigo olhar para ela sem esquecer que ela também está aprendendo a viver?”

No fim, todos nós vamos precisar de alguém em algum momento.

E talvez a maior prova de maturidade não seja exigir relações perfeitas, mas construir relações onde existe espaço para humanidade.

Obrigada por essa reflexão incrível.

Algumas dores não ficaram na infância. Elas continuam aparecendo na forma como você se relaciona, se cobra e vive.Alguma...
20/07/2026

Algumas dores não ficaram na infância. Elas continuam aparecendo na forma como você se relaciona, se cobra e vive.

Algumas dores não passam com o tempo. Elas apenas mudam de forma. Reconhecê-las não muda o passado, mas pode transformar a maneira como você vive o presente.

E esse pode ser o começo de uma nova história. ✨

Já sentiu alguma dor dessas?

16/07/2026

Existem pessoas que aprenderam muito cedo que pedir ajuda nem sempre resultava em acolhimento.

Algumas foram ignoradas. Outras ouviram que estavam exagerando, que precisavam ser fortes ou que davam trabalho demais.

Com o tempo, elas deixaram de pedir. Não porque não precisassem de alguém, mas porque aprenderam que depender dos outros podia ser doloroso.

Então, transformaram a independência em armadura. Resolver tudo sozinhas virou uma forma de se proteger.

Por trás de quem diz “eu dou conta” o tempo todo, pode existir uma criança que descobriu cedo demais que precisava cuidar de si.

A verdadeira força, porém, não está em nunca precisar de ninguém. Está em encontrar um lugar onde seja seguro baixar a guarda, confiar e permitir-se ser cuidada também.

🥺Nem toda dificuldade em pedir ajuda é orgulho. Muitas vezes, é uma marca silenciosa da infância tentando impedir que a dor se repita.

10/07/2026

Nem sempre o que nos mantém de pé é a nossa força. Às vezes, é a presença de alguém que nos lembra que não precisamos enfrentar tudo sozinhos.

Ter uma rede de apoio não elimina a dor, não te torna mais fraco, pelo contrário, torna o caminho muito mais suportável.

Marque aqui uma pessoa especial que já foi abrigo em meio a tempestades. @

02/07/2026

que mais te incomoda no outro pode estar tentando te dizer algo sobre você.

Nem tudo aquilo que nos irrita nas outras pessoas pertence, de fato, a elas.

Às vezes, a intensidade da nossa reação revela algo que ainda não conseguimos reconhecer em nós mesmos. Pode ser uma característica que reprimimos, um desejo que negamos, uma insegurança que escondemos ou uma dor que ainda não foi elaborada.

Na psicanálise, esse fenômeno é chamado de projeção: um mecanismo de defesa em que atribuímos ao outro sentimentos, características ou conflitos internos que são difíceis de aceitar em nós.

Isso não significa que o outro nunca tenha defeitos ou que toda crítica seja uma projeção. Há situações em que o comportamento do outro realmente é inadequado.

Mas, quando uma atitude nos afeta de forma desproporcional, vale a pena fazer uma pausa e perguntar:

“O que exatamente isso desperta em mim?”

O autoconhecimento começa quando deixamos de olhar apenas para fora e passamos a investigar o que as nossas reações revelam sobre a nossa história.

Nem tudo o que vemos no outro é sobre o outro.
Às vezes, é um convite para conhecer melhor quem somos.

Antes de tentar mudar o outro, pergunte-se: o que essa situação está tentando me mostrar sobre mim?

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