09/10/2026
Para quem precisa fazer reposição de ferro, manter o tratamento pelo tempo necessário pode ser um desafio. Embora a suplementação oral seja uma estratégia amplamente utilizada, efeitos adversos gastrointestinais, como constipação, dor ou queimação no estômago, náuseas, cólicas e diarreia, podem comprometer a continuidade do tratamento. Além do desconforto, há ainda manifestações que, embora não representem necessariamente dano ao organismo, podem incomodar o paciente, como o sabor metálico de algumas formas farmacêuticas1-3.
“Esses efeitos adversos podem levar, muitas vezes, ao abandono do tratamento. Eles estão relacionados, entre outros mecanismos, à formação de radicais livres de oxigênio no tubo digestivo durante a suplementação”, explica o hematologista-hemoterapeuta do Laboratório Gross, Dr. Mendel Suchmacher.
E apesar do desconforto na administração, o problema persiste e precisa ser resolvido. Dados do Ministério da Saúde e do Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (CONITEC) mostram que a intolerabilidade global ao ferro medicamentoso oral no Brasil pode chegar a 30% a 35%, enquanto as taxas de descontinuação ou abandono variam de 20% a 40%4,5.
Quando a tolerabilidade interfere na adesão
Os efeitos adversos são especialmente relevantes porque a interrupção da suplementação pode comprometer a correção da deficiência de ferro. Entre estes eventos estão constipação, dor ou queimação no estômago, náuseas, plenitude gástrica, diarreia, cólicas, enjoos e vômitos1-3.
“A adesão é uma questão central quando falamos em reposição de ferro. Se o paciente não consegue tolerar o suplemento, existe o risco da interrupção do tratamento antes que a deficiência seja adequadamente corrigida”, afirma Dr. Mendel.
Outro aspecto importante é a quantidade de ferro elementar fornecida pelo suplemento. Esse é o ferro efetivamente presente no composto para absorção e responsável pelo efeito biológico. Em formulações convencionais, parte significativa do peso do composto pode corresponder a outros componentes, e não ao ferro elementar. Por isso, a quantidade de ferro elementar deve ser observada na informação nutricional de cada produto6.