11/05/2026
Durante décadas, psicodélicos foram tratados pela medicina entre o preconceito, o medo e o silêncio.
Enquanto isso, milhões de famílias assistiam lentamente ao desaparecimento de pessoas com Alzheimer avançado — fala reduzida, perda de autonomia, incontinência, desconexão emocional e progressiva dissolução da identidade funcional.
Nos últimos meses, observamos algo que nos obrigou a documentar cuidadosamente cada detalhe clínico.
Um relato de melhora funcional transitória multidomínio em paciente com Alzheimer avançado após uso de psilocibina.
Não foi um caminho simples.
O manuscrito atravessou múltiplas revisões, questionamentos metodológicos rigorosos, exigências clínicas extensas, discussões diagnósticas e um processo editorial internacional exigente.
E hoje recebemos a confirmação oficial:
Nosso artigo foi ACEITO para publicação na Frontiers in Neuroscience – Neuropharmacology.
Mais importante do que publicar foi fazer isso da maneira correta:
com revisão por pares, limitações claramente discutidas, prudência científica e respeito absoluto à complexidade do tema.
Não estamos falando em “cura”.
Estamos falando em observação clínica séria.
Em ciência.
Em coragem metodológica.
Em abrir perguntas que talvez mereçam ser investigadas com profundidade real.
Seguimos com humildade, curiosidade e responsabilidade.
Porque alguns fenômenos clínicos são difíceis demais para simplesmente serem ignorados.