31/07/2026
Essa é uma das dúvidas mais frequentes entre pacientes que serão submetidos à artroplastia total do quadril. Com a popularização das redes sociais, diferentes técnicas cirúrgicas passaram a ser amplamente divulgadas, muitas vezes associadas a promessas de recuperação mais rápida ou de resultados superiores.
Mas o que realmente mostram as evidências científicas?
Até o momento, não há evidências consistentes de que uma via de acesso seja superior às demais em relação à dor, função, qualidade de vida ou sobrevida dos implantes no médio e longo prazo. Embora algumas abordagens possam apresentar pequenas diferenças nas primeiras semanas após a cirurgia, essas tendem a desaparecer com a evolução da recuperação.
Cada via de acesso possui características próprias, com vantagens, limitações e indicações específicas. Por isso, sua escolha deve ser individualizada, levando em consideração fatores como a anatomia do paciente, a doença de base, a complexidade do procedimento e a experiência da equipe cirúrgica.
Ao longo desta série, a Sociedade Brasileira do Quadril (SBQ) apresentará as principais vias de acesso utilizadas na artroplastia total do quadril, discutindo suas características à luz das melhores evidências científicas disponíveis.
Não existe uma via de acesso ideal para todos os pacientes. Existe a via de acesso mais adequada para cada caso, definida pelo cirurgião com base nas características do paciente e em sua experiência.
Referências:
• American Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS). Clinical Practice Guideline: Surgical Management of Osteoarthritis of the Hip. 2024.
• Learmonth ID, Young C, Rorabeck C. The operation of the century: total hip replacement. The Lancet. 2007.
• Evans JT, et al. Bone & Joint Journal. 2020.