NIC - Núcleo de Intervenção Comportamental

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NIC - Núcleo de Intervenção Comportamental Nós do NIC (Núcleo de Intervenção Comportamental) somos profissionais que acreditamos que todas Ensinamos a aprender!

Nosso trabalho consiste em ensinar crianças com desenvolvimento atípico a entenderem a si mesmas e ao mundo ao seu redor, expandindo suas habilidades sociais, comunicativas e facilitando sua independência. Criamos oportunidades de desenvolvimento por meio da Terapia ABA, uma ciência e uma tecnologia efetivas no ensino de pessoas com qualquer necessidade de aprendizagem. A Terapia ABA é um sistema de trabalho flexível, em que tarefas estruturadas e lúdicas se combinam para formar currículos particulares para cada criança.

A neurodiversidade compreende as diferenças neurológicas, como autismo, TDAH e dislexia, como variações naturais da expe...
17/10/2026

A neurodiversidade compreende as diferenças neurológicas, como autismo, TDAH e dislexia, como variações naturais da experiência humana que devem ser reconhecidas e valorizadas. Essa perspectiva destaca que diferentes formas de pensar, aprender e perceber o mundo podem ampliar as possibilidades de criação, resolução de problemas e inovação coletiva. Promover a neurodiversidade implica construir ambientes inclusivos e acessíveis, combater preconceitos e reconhecer as particularidades de cada indivíduo, garantindo oportunidades de participação e desenvolvimento. Além disso, a aceitação social dessas diferenças favorece a autoestima, a autoaceitação e o bem-estar das pessoas neurodivergentes.

Existe uma pergunta que muitas famílias fazem, sussurrada, ao fonoaudiólogo ou ao psicólogo. “Se eu deixar ela usar a pr...
14/10/2026

Existe uma pergunta que muitas famílias fazem, sussurrada, ao fonoaudiólogo ou ao psicólogo. “Se eu deixar ela usar a prancha, ela vai desistir de tentar falar?” O medo é legítimo. A resposta da ciência é clara. Não.

Comunicação Aumentativa e Alternativa é o conjunto de recursos, símbolos, estratégias e tecnologias que complementa ou substitui a fala em pessoas com necessidades complexas de comunicação. Vai de pranchas com figuras a aplicativos de tablet, passando por sistemas de sinais, gestos e comunicação mista.

Uma revisão de escopo publicada em 2025 na revista Autism, de Alfaro Urrutia e Pérez Godoy, sintetizou décadas de estudos e chegou à seguinte conclusão. Comunicação Aumentativa e Alternativa não atrasa o desenvolvimento da fala. Em vários casos contribui para a emergência da fala, porque reduz a frustração de não conseguir expressar necessidades e desejos.

Do lado brasileiro, um estudo conduzido em Clínica Escola de Fonoaudiologia da UFPE observou aumento de 51,47% na produção de atos comunicativos em crianças autistas após intervenção com Comunicação Aumentativa e Alternativa. Um trabalho apresentado no décimo Congresso Brasileiro de Comunicação Aumentativa e Alternativa, da ISAAC Brasil, em 2025, documentou a experiência de implementação integrada à ABA em contexto clínico intensivo, com resultados positivos em comunicação funcional.

Por que isso importa. Comunicação não é só palavra. É poder pedir, protestar, contar, escolher, dizer não, chamar atenção. Quando uma criança não tem esse canal, ela frequentemente usa o corpo para comunicar, e o corpo comunica de formas que podem ser lidas como comportamento problema, como choro persistente, agressão, autolesão, fuga. Dar um canal funcional para se expressar reduz sofrimento antes mesmo de mudar comportamento.

A ABA mostra-se capaz de produzir mudanças duradouras no desenvolvimento de crianças com TEA. Estudos de acompanhamento ...
13/10/2026

A ABA mostra-se capaz de produzir mudanças duradouras no desenvolvimento de crianças com TEA. Estudos de acompanhamento de longo prazo e revisões de literatura sobre a EIBI indicam que melhorias em comportamento adaptativo, comunicação e QI tendem a se manter ou até aumentar em avaliações realizadas 10 anos após o término da intervenção, reforçando a ideia de que a ABA precoce e intensiva pode redefinir trajetórias de vida de forma sustentada.

Pathological Demand Avoidance, sigla PDA, virou tema recorrente em consultórios, escolas e grupos de famílias. É importa...
07/10/2026

Pathological Demand Avoidance, sigla PDA, virou tema recorrente em consultórios, escolas e grupos de famílias. É importante nomear com precisão o que está em jogo, porque adotar o rótulo sem cuidado tem consequência clínica.

O que a literatura estabelece hoje. Primeiro, PDA não é diagnóstico oficial em nenhum manual em uso, nem no DSM-5-TR nem na CID-11. Uma revisão publicada em 2023 concluiu explicitamente que PDA não é entidade diagnóstica nem subtipo de autismo, mas perfil comportamental que pode se associar a curso clínico adverso. Segundo, autores neurodivergentes e clínicos experientes têm criticado a adoção do termo. Naseef e Shore, em texto publicado em julho de 2025 na Autism Spectrum News, argumentaram que o rótulo é desnecessário, desumanizante e adiciona um nível de nomenclatura sem ganho clínico proporcional. Terceiro, ao mesmo tempo, a experiência descrita, resposta ansiosa e desregulada a demandas cotidianas mesmo quando desejadas, é real e precisa de resposta clínica. O ponto não é negar a experiência. É evitar transformar experiência em categoria fechada.

O que sustenta a prática. Análise funcional de cada situação de recusa, verificando o que ativa, o que mantém, qual a função. Leitura ansiogênica antes de leitura oposicional. Flexibilização de demanda como intervenção primária, não como concessão. Trabalho com autonomia e senso de controle no ambiente.

Fonte: Kildahl A.N. e colegas, revisão sistemática publicada em periódico de Autismo e Desenvolvimento, com atualizações em 2024. Naseef R. e Shore S., Autism Spectrum News, julho de 2025. PDA Society, revisões clínicas, 2025.

Existe um deslocamento importante em curso na literatura sobre autismo e regulação emocional. Ele começou fora da ABA, n...
05/10/2026

Existe um deslocamento importante em curso na literatura sobre autismo e regulação emocional. Ele começou fora da ABA, na terapia ocupacional e na neurociência afetiva, e está entrando cada vez mais em revisões técnicas do campo comportamental.

Uma revisão sistemática e meta análise publicada em 2025 na Frontiers in Psychiatry, de Klein e colegas, sintetizou dezenas de estudos sobre interocepção em pessoas autistas ao longo da vida. O achado central é que diferenças interoceptivas são consistentes na população autista e podem funcionar como fator moderador ou mediador de dificuldades de regulação emocional.

O que isso significa operacionalmente. Primeiro, comportamentos frequentemente lidos como desregulação súbita costumam ter escalada interna prévia que o próprio aprendiz não conseguiu decodificar. Não é ausência de sinal. É filtro do sinal. Segundo, metas de regulação emocional que partem apenas do resultado comportamental, como respirar, contar até dez ou pedir pausa, podem estar tratando um efeito e ignorando a entrada de informação. Ensinar a nomear sensações corporais antes da explosão é intervir na cadeia funcional em um ponto anterior. Terceiro, um estudo piloto publicado em 2022, de Mahler e colegas, na Occupational Therapy International, mostrou que uma intervenção baseada em interocepção, o Interoception Curriculum, produziu melhora significativa tanto em consciência interoceptiva quanto em regulação emocional em crianças autistas em ambiente escolar.

Fonte: Klein e colegas, Frontiers in Psychiatry, volume 16, 2025. Mahler K. e colegas, Occupational Therapy International, 2022. Williams Z.J. e colegas, Journal of Autism and Developmental Disorders, volume 53, número 3, 2023.

As matrículas de alunos autistas cresceram 44,4% em um ano: de 636.202 para 918.877, segundo o Censo Escolar 2024. 📈Isso...
30/09/2026

As matrículas de alunos autistas cresceram 44,4% em um ano: de 636.202 para 918.877, segundo o Censo Escolar 2024. 📈

Isso não quer dizer que o autismo aumentou de repente. A escola está aprendendo a identificar o que antes não via, e mais famílias estão buscando diagnóstico e matrícula com o direito reconhecido.

Mas direito na lei não é garantia na prática. O crescimento das matrículas veio à frente da infraestrutura: em muitas escolas ainda faltam formação de professores, profissional de apoio e sala de recursos.

Se o seu filho é autista, ele tem direito à matrícula em escola regular, ao atendimento educacional especializado e ao profissional de apoio escolar, quando necessário. 💙

Fontes: Inep/MEC, Censo Escolar 2024 (divulgado em abril de 2025); Lei 12.764/2012; Lei 13.146/2015 (Lei Brasileira de Inclusão). [confirmar: R$ 439 mi e 92,6%]

Um dado que precisa deslocar culpa de muitas famílias. Entre 51% e 89% das crianças autistas apresentam seletividade ali...
28/09/2026

Um dado que precisa deslocar culpa de muitas famílias. Entre 51% e 89% das crianças autistas apresentam seletividade alimentar, segundo síntese de estudos publicada em 2025, de Mirizzi e colegas. É prevalência muito acima da observada em crianças com desenvolvimento típico.

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A raiz é neurobiológica e sensorial, não comportamental no sentido de malcriação. Processamento sensorial atípico, em que textura, cheiro, temperatura e cor chegam em intensidade diferente. Rigidez cognitiva, em que o repertório conhecido oferece segurança e previsibilidade. Ansiedade em torno do desconhecido, incluindo medo de engasgar, vomitar, sentir algo desconfortável.

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Quando essa seletividade passa a comprometer nutrição, crescimento ou vida social, entra em território de investigação para TARE, o Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo, que é diagnóstico psiquiátrico.

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O que a ciência atual não sustenta é forçar, punir, esconder alimento em outro, ou barganhar com sobremesa. Todas essas estratégias tendem a piorar o quadro e quebrar a confiança da criança com a comida. O que ajuda é equipe multidisciplinar com experiência específica em autismo, entre elas nutricionista, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, e psiquiatra quando indicado.

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Nem toda seletividade evolui para TARE. E o objetivo do cuidado nem sempre é chegar ao padrão neurotípico. Muitas vezes é garantir nutrição adequada e reduzir sofrimento em torno da comida.

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Fonte: Mirizzi e colegas, 2025. Nogueira de Almeida C.A. e colegas, 2025, critérios para TARE. Passarini S. e colegas, Frontiers in Psychiatry, 2025.

Quando falamos de crianças autistas, a brincadeira muita importância. Algumas podem brincar de um jeito mais repetitivo ...
23/09/2026

Quando falamos de crianças autistas, a brincadeira muita importância. Algumas podem brincar de um jeito mais repetitivo ou ter mais dificuldade com brincadeiras de faz de conta e com aquelas que envolvem outras crianças. Isso não significa de nenhuma maneira que brincar seja menos importante para elas. É justamente o contrário.

A brincadeira pode ser um ótimo caminho para ampliar as experiências da criança, ajudar na interação com outras pessoas e aprender coisas novas. É brincando que ela pode, por exemplo, aprender a esperar sua vez, dividir, perceber o que o outro está fazendo e experimentar diferentes formas de se comunicar e participar.

E tem outra coisa importante: quando a gente brinca com uma criança, também consegue conhecê-la melhor. Seus interesses, suas preferências, o que chama sua atenção e as formas que encontra para se relacionar com o mundo.

Por isso, brincar não é só uma atividade para preencher o tempo. É uma parte importante da infância. E crianças autistas também precisam de espaço para brincar, explorar, se divertir e encontrar seus próprios jeitos de participar das brincadeiras.

Cada criança com TEA é única, e o plano de intervenção precisa refletir isso. Na ABA, tudo começa com uma avaliação abra...
21/09/2026

Cada criança com TEA é única, e o plano de intervenção precisa refletir isso. Na ABA, tudo começa com uma avaliação abrangente, com coleta de dados e observação direta, que orienta os objetivos e as estratégias escolhidas com base na literatura científica. E o programa não é fixo: ele é ajustado ao longo do tempo, conforme a criança evolui.

Mas nada disso funciona isolado. Família, escola e equipe multidisciplinar precisam caminhar juntas para que as habilidades aprendidas também apareçam em casa, na escola e no dia a dia. Deslize o carrossel para entender como construímos programas individualizados e salve este post para compartilhar com quem cuida de uma criança com TEA. 💜

Na análise do comportamento aplicada (ABA), é essencial reconhecer que nem toda intervenção resultará em mudanças imedia...
18/09/2026

Na análise do comportamento aplicada (ABA), é essencial reconhecer que nem toda intervenção resultará em mudanças imediatas ou desejadas. Skinner nos lembra que as circunstâncias, muitas vezes fora de nosso controle, são parte do fenômeno comportamental e afetam os resultados. O que realmente importa é a perseverança e a dedicação contínua à compreensão e à intervenção, mesmo diante de desafios.

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