Ayne Casa de Cultura

Ayne Casa de Cultura Novas idéias e realidades que venham ao encontro do bem-estar da mulher.

Um espaço seguro de respeito entre todo o gênero - com sua respectiva diversidade de etnia, credo, classe, orientação sexual, identidade de gênero - se sentirá acolhido.

Renovação Estamos precisando de renovação!Que seja então a Páscoa uma oportunidade de nos reconectarmos com o novo.Que s...
04/04/2021

Renovação

Estamos precisando de renovação!
Que seja então a Páscoa uma oportunidade de nos reconectarmos com o novo.
Que sejamos presenteados com a solidariedade e o compromisso com o outro.
Que possamos enxergar, sentir e dar o apreço que todo ser merece.
Que independente de religião o sentimento de vida nova nos emane.
Que as perdas que tivemos neste último ano nos ensinem a dar.
Que as dificuldades nos tornem mais fortes.
Que sintamos empatia.
Que a tristeza nos traga compaixão.

Adoro o outono. Onde pode se distinguir as quatro estações pra mim é época do ano mais bonita. É uma das coisas que me e...
21/03/2021

Adoro o outono. Onde pode se distinguir as quatro estações pra mim é época do ano mais bonita. É uma das coisas que me encantam no hemisfério norte. A possibilidade de ver as cores tão distintas do outono.

Mas agora não é apenas o que sinto inveja do hemisfério norte.

Ah! Como seria bom estar onde os governantes se importam com seu povo.

Eu quero vacina! E não quero poder apenas tomar uma vacina daqui há um ano ou algo parecido. Até porque se for assim, provavelmente teremos tantas variantes que não haverá possibilidade de termos garantia de salvação!

Nas últimas semanas em alguns sentidos sou até mais que ermitã, me recolho nos livros e deixo o que está ali fora apenas para a hora do noticiário. Sim,uma passada de olhos no jornal pela manhã e à noite na tv. Não consigo f**ar completamente fora do mundo, embora deseja-se.

No ano passado sentia a necessidade no mundo de nos resguardarmos. No entanto, agora, estar fechada em casa me dá uma angústia enorme pelo descaso, pelo jogo de poder, pela ignorância que nos fez abandonado a própria sorte.

Se eu sofro? Nada perto de quem está numa UTI, nada perto de quem se angustia por uma vaga para ser tratado, nada como quem perdeu quem ama, nada como quem faz infindos plantões tentando cuidar de quem não tem cura.

Eu quero vacina!

Porque nós merecemos que cuidem de nós como população.

Porque não é justo que a ignorância prevaleça.

Em/Impotência O que mais me doe nesse momento é a impotência.Me considero uma pessoa até  bastante politizada. Desde jov...
14/03/2021

Em/Impotência

O que mais me doe nesse momento é a impotência.
Me considero uma pessoa até bastante politizada. Desde jovem.
Lembro de assistir as brigas dentro da minha casa em 1975, quando, eu com 11 anos ouvia meus pais, ambos funcionários públicos, não aceitarem minha irmã mais velha participar de greve na medicina da UFRGS. Greve em tempos de ditadura.
O bom disso tudo eram as discussões que sempre aconteciam. Bem ou mal a gente tinha abertura pra falar dentro de casa. Uma mãe professora, um pai assistente social, gente que sabia o que acontecia com o povo, que tinha cultura e que por mais que não fosse noticiado sabia questionar. No mínimo duvidava.
Então eu também aprendi a questionar. Também aprendi a querer informação e questionar a informação.
Tive meus ídolos políticos reais. Nunca fui sonhadora com Marx ou Che Guevara. Um por não entender nada de realidade e escrever sobre teorias. Outro por resolver em armas, o que nunca seria minha escolha. Meus objetos de esperança eram Felipe Gonzales na Espanha, Helmut Kohl na Alemanha, até Alan Garcia no Peru. Todos pelos idos da década de 1980.
Pois é, a gente se ilude. Especialmente quando jovem e muito mais cheia de esperanças.
Hoje minhas esperanças são questionáveis como as informações. Mas Elas continuam existindo.
Andam um tanto escassas, limitadas, mas sobre tudo buscam encontrar em mulheres minha força.
Sem ser egocêntrica tenho força em mim. Sei a capacidade que tenho e, por mais frágil que possa me encontrar sempre vou ter forças pra levantar. Vejo minhas irmãs que fazem isso todos os dias, minha filha e minhas sobrinhas se tornando mulheres incríveis e cheias de potência.
Pelo Brasil e no mundo são mulheres que me inspiram. Gente mais comum aos meus olhos de hoje e que me dão muito mais esperança. Só pra lembrar de algumas Angela Merkel, Djamila Ribeiro, Oprah Winfrey, Jacinda Ardern. Seres humanos normais. Pessoas normais. Com caráter como todos deveriam ter. Nenhuma ídolo. Mulheres de fibra, intelectuais, que se importam com pessoas, como todo mundo deveria ser. Simples assim.
E, no entanto, me sinto muito pequena. Quem sabe como devemos mesmo ser, de alguma forma pequenos. Já seria um começo para um grande coletivo.

Hoje li um livro em que a personagem simplesmente acorda de um desmaio tendo esquecido seus últimos 10 anos.E aí? O que ...
07/03/2021

Hoje li um livro em que a personagem simplesmente acorda de um desmaio tendo esquecido seus últimos 10 anos.

E aí? O que lhe ocorre? Como era sua versão de 10 anos atrás?

Minha terapeuta de uns 17 anos atrás, numa sessão que falávamos do meu casamento na época, filhos pré adolescentes, etc, me lançou a pergunta: como você e seu marido se veem daqui 10 anos? Isso me deu muito pano pra terapia e hoje sei que foi muito pertinente.

Minha versão de 10 anos atrás não me imaginava hoje. O que lembro é que aquela versão tinha muitas expectativas, muitos sonhos. Aquela versão era especialmente criativa. Se sentia muito jovem. No entanto o que transcorreu nesses anos foram bem mais do que as “expectativas".

Mas imagine o apagar das experiências e dos sentimentos transcorridos em 10 anos?

O que f**a é assustador. É um vácuo de aprendizado.

Vivenciar, independente do que é bom ou ruim é exatamente o que a gente chama de vida.

Diariamente tenho vontade de dar um salto nesses dias de agora. Que eles estejam trazendo muito aprendizado.

Pra que se interessou: O que Alice Esqueceu - Liane Moriarty - 2009 (ed digital Intrínseca 2018)

Somos uma família de brigões.Essa conclusão não é nova, também não é exclusivamente minha e,  mais importante, não é uma...
28/02/2021

Somos uma família de brigões.

Essa conclusão não é nova, também não é exclusivamente minha e, mais importante, não é uma constatação necessariamente ruim, embora soe como se fosse.

Aqui em casa a gente discute por tudo. Tudo!

Pode ser que a palavra discutir dê esse caráter de briga, mas não tem. Quando a gente discute, podemos discordar uns dos outros, mas principalmente queremos mostrar nossos pontos de vista uns para os outros.

O problema pode ser quando não estamos só nós no recinto. Outras pessoas podem se constranger com essas discussões. Podem achar que precisam tomar partido. Podem se cansar das argumentações. Enfim, a gente f**a chato!

Essa foi a conclusão a qual minha filha me chamava a atenção hoje pela manhã.

Já teve tempo em que acha importante essa argumentação toda.

Já teve tempo que pensava que fazíamos um exercício de dialética.

Hoje me irrito com o quanto, as vezes a gente se altera.

Hoje, as vezes acho que a gente se demora muito na mesma discussão.

Sempre gosto do quanto a gente f**a junto na mesa conversando.

Sempre acredito que o tempo que f**amos juntos falando de vários assuntos é precioso.

Como mãe de crianças e adolescentes minha tentativa era tentar entender as brigas certas que precisava comprar. Acho que acertava na maioria das vezes. Como mãe de adultos nunca quero entrar em brigas. Prefiro ter apenas essas nossas “discussões".

Mas a Gi tem razão. Tá na hora de deixarmos de sermos chatos. Nossas discussões precisam entrar em patamares mais leves. Jamais menos filosóficos, jamais menos apaixonados. Mas com a paixão por nós sempre soando mais alto.

Numa das falas das lives da  essa última semana ela discutia a competitividade.Me fez tantos ecos!Por muito tempo na edu...
21/02/2021

Numa das falas das lives da essa última semana ela discutia a competitividade.

Me fez tantos ecos!

Por muito tempo na educação dos meus filhos me senti culpada por não querer incentivar competitividade. Para o pai deles sempre foi algo fundamental e que precisava ser trabalhado em casa, na escola porque o mundo é competitivo e precisamos estar preparados pra batalha!

NÃO. Não é verdade. E o que é verdade disso precisa começar a ser diferente.

Sempre gostei muito mais de jogos infantis que se constrói junto. Se chega a lugares em comum e o objetivo é coletivo. É tão mais construtivo para o desenvolvimento das crianças.

Há tempos atrás isso era papo de mulherzinha. Gente mais fraca, com dificuldade perder...

Quem tem dificuldade de perder é aquele que não aprendeu a ganhar pensando no coletivo, só no individual.

O tempo me tornou menos competitiva do que eu já era.

Acredito que não é uma questão de chegar mais longe junto, mas uma questão de chegar melhor e bem pra todo mundo.

Ao meu redor tenho muito mais calor do que estando sozinha. Considero meu mundo grande

E olha que pela pandemia estou distante de tantos, mas todos perto de mim.

Que eu possa estar fazendo ecos também.





Hoje é meu aniversário!Me desculpem os que me acharem egocêntrica, mas esse dia é muito BOM!Adoro fazer aniversário. Ado...
14/02/2021

Hoje é meu aniversário!

Me desculpem os que me acharem egocêntrica, mas esse dia é muito BOM!

Adoro fazer aniversário. Adoro festejar aniversário.

Não vai dar pra ter vários queridos por perto, mas o calor dos meus rebentos está garantido.

Na terça encomendei minha torta pra ter certeza de adoçar a boca. O espumante está há dias gelando.

Sou feliz comigo. Sou feliz com a minha vida. Ela não é perfeita, mas é minha! Sobre ela tenho domínio da maior parte e isso, por si só já é maravilhoso.

O decorrer dos 57 foi ruim! E daí? Tirei proveito de muita coisa.

Mesmo os meus anos penosos pude dizer que valeram pela força que consegui tirar de mim mesma.

Então agora saio dos 57 rumo aos 58 como sempre. Energia renovada pra experimentar coisas novas, continuar a fazer o que eu adoro. Ler muito, tomar muito vinho bom e, se possível, entrar muito no mar.

Estou cheia de desejos pra mim mesma. Quero saúde pra mim e pro mundo todo.

Quero estar perto de vocês mais que virtualmente. Quero cultura na boca do povo. Que música que toque o coração e alma (se puder ser o Pat Metheny melhor ainda ☺)



Hora de Check upAs vezes relembro a vocês por aqui que me amo.Cuido de mim. Uma das maiores e melhores forma de me amar....
07/02/2021

Hora de Check up

As vezes relembro a vocês por aqui que me amo.
Cuido de mim. Uma das maiores e melhores forma de me amar.
Mesmo antes de ter um câncer tinha o hábito de, no período de um ano, fazer check up. Dar uma conferida em como meu corpo anda e se estou cuidando dele direitinho. Sim, porque ninguém melhor do que eu mesma pra fazer isso.
Está semana marquei consulta com minha ginecologista. A médica que melhor me conhece. Sou sua paciente desde que cheguei em São Paulo pela primeira vez. Lá se vão 30 anos!!! Obrigada São Paulo!
Já aconteceu a consulta com a endócrino. A saúde, certamente não a vaidade, me pede que cuide um pouco do meu peso. Hereditariamente tenho tendência à diabete e excesso de peso é gatilho.
Próximo agendamento é oculista. As atuais lentes já me cutucam com insatisfação.
O que me faz lembrar outra forma de amor próprio. Esses dias vi no app do Kindle os números de livros lidos por ano. Adotei a leitura digital há quase 10 anos. Leio muito livro físico também, mas levar o aparelhinho pra cama ou carregar na bolsa, independente do nº de páginas, é muito prático.
Por incrível que pareça li mais em 2019 do que em 2020 pelo aplicativo. Em compensação o ano passado foi bem dedicado à novas descobertas de autoras e fiz questão de adquirir seus livros pra por na biblioteca. Sem falar que alocar a biblioteca (temporariamente, espero) da Ayne na minha casa, me colocou em maior contato com títulos maravilhosos que ainda não tinha lido.
Na próxima semana faço aniversário. Nada de inferno astral. Sigo me festejando todos os dias.
Muitos encontros e brindes com personagens literários e reais através dos livros preenchem-me nesses tempos de pandemia.
À Saúde! Cuide-se também. Você merece.





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01/02/2021

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O peso que a gente carregaSão dez meses de confinamento. Pra quem o fez, é claro.E a gente louca por um bate papo ao viv...
31/01/2021

O peso que a gente carrega

São dez meses de confinamento. Pra quem o fez, é claro.
E a gente louca por um bate papo ao vivo e à cores, de preferência regado a bom vinho, ou uma cerveja.
No entanto, estamos estancados na mesma.
É claro que nossos desgovernantes não ajudam, pelo contrário.
Nos vemos nesse momento cansamos da distância. Querendo muito poder trocar e tocar.
Então as convido pra um encontro, o primeiro de muitos, que vai acontecer nesta terça dia 2, às 19h pelo zoom.

https://linktr.ee/aynecasadecultura

Vamos por papo de mulher em dia. Vamos falar de nós mesmas e ouvir umas às outras.
Vamos fazer o círculo girar e darmos muitas voltas.
Esses giros vão nos ajudar a soltar os pesos que carregamos em excesso e pesos que não são nossos.
Primeira pergunta: Você consegue identif**ar sozinha quais são?
Nossos encontros serão pra dividir e, então poder somar.






Endereço

Rua Dona Germaine Burchard, 401, Água Branca
São Paulo, SP
05002062

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