26/06/2026
Quem disse que um paciente com traqueostomia não pode se comunicar?
Na UTI, perder a voz não significa perder a necessidade de ser ouvido.
Hoje, durante um atendimento psicológico, uma paciente francesa, impossibilitada de falar devido à traqueostomia e enfrentando ainda a barreira do idioma, conseguiu expressar aquilo que mais importava.
Com o auxílio de uma prancha de comunicação adaptada, ela pôde dizer que estava com calor, falar sobre o medo da doença e compartilhar a angústia pelo tempo prolongado de internação na UTI.
Parece simples. Mas não é.
Quando devolvemos ao paciente a possibilidade de se expressar, reduzimos a ansiedade, fortalecemos sua autonomia e devolvemos algo que o adoecimento muitas vezes retira: a participação ativa no próprio cuidado.
Na Psicologia Hospitalar, acolher também é criar estratégias para que a comunicação aconteça, mesmo quando as palavras não podem ser ditas. A barreira linguística, a traqueostomia ou qualquer outra limitação não podem ser obstáculos para uma assistência verdadeiramente humanizada.
Porque cuidado também é garantir que o paciente seja compreendido.
E, muitas vezes, uma prancha de comunicação pode transformar medo em diálogo, silêncio em acolhimento e isolamento em inclusão.
Pequenos recursos. Grandes impactos. 🤍
Psicóloga Su 🦋
Psicologia Traqueostomia HumanizaçãoNaSaúde Inclusão