Dr. Marcelo Cruz

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Dr. Marcelo Cruz Oncologista Clínico, Especialista em Tratamento de Câncer.

HIPEC no câncer ginecológico: quando ela realmente é necessária?A HIPEC (Hyperthermic Intraperitoneal Chemotherapy) é um...
12/08/2026

HIPEC no câncer ginecológico: quando ela realmente é necessária?

A HIPEC (Hyperthermic Intraperitoneal Chemotherapy) é uma estratégia que utiliza quimioterapia aquecida diretamente na cavidade abdominal, após a cirurgia para retirada da doença visível.

No câncer de ovário avançado, porém, ela não deve ser utilizada de forma indiscriminada.

A evidência mais consistente está em pacientes selecionadas que receberam quimioterapia neoadjuvante e depois são submetidas à cirurgia citorredutora de intervalo.

Mais importante do que simplesmente ter acesso à HIPEC é definir corretamente quando operar, qual paciente pode se beneficiar e se é possível obter uma citorredução completa.

🎯 Tecnologia não substitui seleção adequada da paciente e cirurgia de excelência.

É importante lembrar que a HIPEC também pode ser utilizada, em situações e pacientes selecionados, no tratamento de tumores gastrointestinais com acometimento peritoneal, como câncer de cólon, estômago e apêndice.

Fonte: BRA1 – Entenda quando a quimioterapia intraperitoneal é necessária no tratamento do câncer ginecológico.



Dr. Marcelo Cruz - CRM 100479
Médico pela UNICAMP, oncologista clínico da Oncomed Grupo Orizonti, Fellow do Programa de Desenvolvimento de Novas Terapias (Developmental Therapeutics Program), Mestre em Pesquisa Clínica pela Feinberg School of Medicine Northwestern University, Chicago – EUA.

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🚨 O câncer de apêndice está aumentando entre adultos jovens. E ainda não sabemos exatamente por quê.Quando pensamos em c...
04/08/2026

🚨 O câncer de apêndice está aumentando entre adultos jovens. E ainda não sabemos exatamente por quê.

Quando pensamos em câncer, a maioria das pessoas imagina uma doença do envelhecimento.
Mas essa realidade está mudando.

Um estudo recente mostrou que a incidência do câncer de apêndice triplicou entre pessoas nascidas entre 1976 e 1984 e chegou a quadruplicar naquelas nascidas entre 1981 e 1989. Cerca de 1 em cada 3 pacientes com esse tipo de tumor tem menos de 50 anos.
A boa notícia é que esse continua sendo um câncer raro.

A má notícia é que seus sintomas costumam ser inespecíficos e podem ser confundidos com problemas comuns do intestino ou até com uma apendicite.

👉 Dor persistente no lado direito do abdome, distensão abdominal, alteração do hábito intestinal ou perda de peso sem explicação merecem avaliação médica, especialmente quando persistem.

O mais importante é entender que este não é um fenômeno isolado.

Diversos estudos vêm mostrando aumento da incidência de alguns tipos de câncer em adultos jovens, como o câncer colorretal, reforçando a necessidade de compreender melhor os fatores envolvidos — desde hábitos de vida até possíveis exposições ambientais e alterações do microbioma.

Mais do que gerar medo, essa informação deve aumentar nossa atenção.

Conhecer os sinais do corpo e procurar avaliação quando algo foge do habitual continua sendo uma das melhores estratégias para um diagnóstico precoce.

💬 Você já tinha ouvido falar em câncer de apêndice? Conte nos comentários.

Fonte: Ann Intern Med. 10 June 2025

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31/07/2026

Reposição hormonal após cirurgia preventiva em mulheres com BRCA: o medo ainda faz sentido?

Durante muitos anos, muitas mulheres portadoras de mutação BRCA1 ou BRCA2 evitaram a reposição hormonal após a retirada preventiva dos ovários por receio de aumentar o risco de câncer de mama.

Um novo estudo publicado no JAMA Network Open avaliou 919 mulheres com mutação BRCA submetidas à salpingo-ooforectomia redutora de risco e trouxe resultados bastante relevantes.

✅ A terapia hormonal com estrogênio isolado não aumentou o risco de câncer de mama.
✅ Nas mulheres com BRCA1, o uso de estrogênio isolado foi inclusive associado a um menor risco de câncer de mama.
✅ A terapia combinada com estrogênio e progesterona não demonstrou aumento consistente do risco.

O que isso muda na prática?

A menopausa precoce induzida pela retirada dos ovários pode causar sintomas intensos, perda de massa óssea, maior risco cardiovascular e piora da qualidade de vida. Esses novos dados reforçam que, em pacientes cuidadosamente selecionadas, a reposição hormonal pode ser considerada de forma muito mais tranquila do que se imaginava no passado.

⚠️ Importante: este estudo não significa que toda mulher com BRCA deve fazer reposição hormonal. A decisão continua sendo individualizada, levando em consideração idade, presença do útero, histórico de câncer de mama, tipo de mutação e sintomas.
A melhor decisão é sempre aquela baseada em evidências científicas e tomada em conjunto com a equipe médica.

Você conhecia esses dados?

15/06/2026

🧬 Câncer de Estômago: a era da medicina de precisão já chegou!

Os biomarcadores estão transformando o tratamento do câncer gástrico, permitindo terapias mais eficazes e personalizadas.
Hoje, a avaliação de HER2, PD-L1 (CPS), MSI-H/dMMR e CLDN18.2 é fundamental para definir a melhor estratégia terapêutica.

🔹 HER2 positivo: associação de anti-HER2, como o trastuzumabe, e novas gerações de terapias-alvo têm melhorado significativamente os resultados.

🔹 PD-L1 elevado e MSI-H: pacientes podem se beneficiar de imunoterapia, com ganhos importantes em sobrevida e respostas duradouras.

🔹 CLDN18.2 positivo: a incorporação de terapias direcionadas, como o zolbetuximabe, representa um dos maiores avanços recentes no tratamento do adenocarcinoma gástrico avançado.

🔹 Novos horizontes: estudos avaliam combinações de imunoterapia, anticorpos biespecíficos e terapias-alvo para ampliar ainda mais os benefícios clínicos.

➡️ O perfil molecular do tumor deixou de ser opcional e passou a ser parte essencial da tomada de decisão.

Quanto mais conhecemos a biologia do câncer, mais individualizado e eficaz se torna o tratamento.

CLDN182 MedicinaDePrecisao OncologiaPersonalizada

⚠️ ALERTA ÀS MULHERES: NEM TODO “TRATAMENTO HORMONAL” É INOFENSIVOCada vez mais mulheres têm recebido implantes hormonai...
07/06/2026

⚠️ ALERTA ÀS MULHERES: NEM TODO “TRATAMENTO HORMONAL” É INOFENSIVO

Cada vez mais mulheres têm recebido implantes hormonais, “chips da beleza” ou tratamentos vendidos como soluções para emagrecimento, ganho de massa muscular, melhora da libido, menopausa ou endometriose. O problema é que muitos desses produtos contêm substâncias com ação anabolizante, como testosterona e gestrinona, frequentemente sem que a paciente compreenda plenamente os riscos envolvidos.

Esses hormônios podem provocar efeitos adversos importantes e, em alguns casos, irreversíveis: queda de cabelo, acne, aumento de pelos, alterações da voz, aumento do clitóris, infertilidade, além de riscos cardiovasculares, hepáticos, metabólicos e câncer.

Sociedades médicas como a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia alertam que muitos desses implantes são comercializados sem evidências científicas robustas de segurança e eficácia a longo prazo.

🔎 Antes de iniciar qualquer terapia hormonal, pergunte:
• Qual é a indicação médica comprovada?
• Quais são os benefícios esperados?
• Quais são os riscos de curto e longo prazo?
• Existe aprovação regulatória para essa finalidade?

Saúde não pode ser guiada por modismos, redes sociais ou promessas milagrosas. Informação e medicina baseada em evidências continuam sendo a melhor proteção para nossas pacientes.

Hormônios SegurançaDoPaciente SaúdeFeminina Anabolizantes Prevenção

05/06/2026

🇺🇸O Congresso da American Society of Clinical Oncology (ASCO) 2026 trouxe dados muito interessantes na interface entre obesidade, metabolismo e oncologia.

📚Estudo com cerca de 27 mil pacientes com câncer de mama metastático RH+/HER2- mostrou que o uso de agonistas do receptor de GLP-1, como semaglutida e tirzepatida, associado ao tratamento padrão, esteve relacionado a redução aproximada de 30% no risco de morte em análise de mundo real.

Os benefícios podem ir além da perda de peso, envolvendo redução da hiperinsulinemia, inflamação sistêmica e modulação de vias metabólicas relacionadas ao câncer.

‼️Importante: os dados não justificam o uso destas medicações como tratamento antitumoral isolado. Entretanto, reforçam a importância do controle metabólico e da obesidade como parte do cuidado oncológico moderno.

Em pacientes com câncer de mama RH+/HER2-, obesidade, diabetes ou resistência insulínica, os GLP-1 RAs podem representar uma estratégia cada vez mais relevante, com potencial benefício metabólico, cardiovascular e oncológico.

Oncologia CancerDeMama Obesidade

25/05/2026

🛡️💉 ATUALIZAÇÃO VACINAL NO ADULTO

A vacinação é uma das estratégias mais eficazes para reduzir complicações, interrupções do tratamento e mortalidade.

📌 Quais vacinas devem ser revisadas no adulto?

✅ Influenza (anual)
✅ COVID-19 (reforços atualizados)
✅ Pneumocócica (VPC20 ou esquema sequencial)
✅ Herpes-zóster inativada
✅ Hepatite B
✅ dTpa (difteria, tétano e coqueluche)
✅ HPV (em situações selecionadas)

⚠️ Pacientes em tratamento de câncer precisam de atenção especial

Durante quimioterapia, imunoterapia ou uso de corticoides, o sistema imunológico pode ficar comprometido.

👉 Idealmente, as vacinas devem ser aplicadas:
• Preferencialmente ANTES do início do tratamento
• Ou em períodos de menor imunossupressão
• Sempre com avaliação individualizada

🚫 Vacinas com vírus vivos atenuados geralmente são evitadas durante imunossupressão significativa.

💡 Estudos mostram que vacinação adequada reduz:
✔ infecções graves
✔ necessidade de internação
✔ atrasos na quimioterapia
✔ mortalidade relacionada a infecções respiratórias

📚 Sociedades como ASCO, ESMO, SBOC e CDC reforçam que a atualização vacinal faz parte do cuidado oncológico de qualidade.

👨‍⚕️ Converse com seu oncologista sobre seu calendário vacinal.
Prevenção também é tratamento.

OncologiaClínica Prevenção SBOC ASCO ESMO VacinaSalvaVidas

Referências: ASCO Guidelines 2024; ESMO Clinical Practice Guidelines; CDC Adult Immunization Schedule 2025.

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Mães ensinam, sem precisar de palavras, que os maiores legados da vida são feitos de amor, atitudes e dedicação diária. ...
10/05/2026

Mães ensinam, sem precisar de palavras, que os maiores legados da vida são feitos de amor, atitudes e dedicação diária.

Gratidão é reconhecer que muitos dos nossos melhores caminhos começaram nas mãos delas.

🙏🏻💕✨

08/05/2026

A quimioterapia age contra células que se multiplicam rápido, atingindo o câncer, mas também células saudáveis, o que explica muitos efeitos colaterais.

Já as terapias alvo atuam de forma mais precisa, direcionadas a características específicas das células tumorais, aumentando a eficácia do tratamento e reduzindo impactos no organismo.

A oncologia caminha cada vez mais para tratamentos personalizados e seguros.

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tratamentooncologico

O tratamento do câncer de pulmão mudou de forma profunda na última década.Hoje sabemos que o câncer de pulmão de não peq...
05/05/2026

O tratamento do câncer de pulmão mudou de forma profunda na última década.

Hoje sabemos que o câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC), responsável pela maioria dos casos, pode apresentar alterações moleculares específicas que direcionam o crescimento tumoral.

Entre elas estão mutações em EGFR, KRAS, BRAF e rearranjos em ALK, ROS1, RET, entre outras.

A identificação dessas alterações permite o uso de terapias-alvo, medicamentos desenvolvidos para bloquear vias moleculares específicas. Em diversos estudos randomizados, esses tratamentos demonstraram maior taxa de resposta e ganho significativo em sobrevida livre de progressão quando comparados à quimioterapia convencional em pacientes selecionados.

Por isso, o teste molecular completo não é um detalhe técnico, mas parte central da estratégia terapêutica no cenário avançado. A medicina de precisão começa com o entendimento da biologia tumoral.

Referências
Mok TS et al. N Engl J Med. 2018.
Solomon BJ et al. N Engl J Med. 2014.
NCCN Clinical Practice Guidelines in Oncology – Non-Small Cell Lung Cancer.

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