03/07/2026
Talvez o maior trabalho de nossas vidas seja resgatar a criança que deixamos na estrada.
Fomos muito abandonados…Nos uniformizaram, pintaram nossos rostos, esconderam nosso ser, nos entortaram e nos endireitaram. Fomos moldados de acordo com as conveniências, pelas escolas, pelas famílias, pelas religiões.
Nosso foco foi tirado de nossos sentimentos mais íntimos e colocado em nossas metas, nosso impacto social, nas aparências e nas conquistas. Criamos artifícios e nos identif**amos com eles para nos proteger, salvaguardar, enriquecer e controlar. Precisávamos a todo custo, ser poderosos. Tornamo-nos competitivos, vaidosos e inertes. Crescemos e nos movimentamos em um eixo, mas nos atrofiamos em outro. Acumulamos posses, dinheiro, títulos, conhecimento e perdemos contato com a nossa essência, com a nossa alma, e, porque não dizer, com o divino que existe em nós. Perdemos nossa humildade e nossa simplicidade, nosso amor e nossa tolerância e, portanto, o contato com tudo aquilo que pudesse tornar-nos mansos e bons para conosco mesmos, com o mundo e com os nossos semelhantes.
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