Dr. Thiago Volpi

Dr. Thiago Volpi Acreditamos em uma vida baseada em saúde, bem-estar e superação – sem deixar de lado os prazeres da vida. Emagrecimento, Nutrição, Saúde e Estética.

Saber realizar melhor as escolhas e ainda na medida certa é um desafio individual.

31/07/2026

Tudo tem seu preço. Qual sua opinião sobre?

30/07/2026

Tem uma pergunta que eu faço para quase todo paciente que chega com queixa de fadiga, “você repõe eletrólito?” A resposta quase sempre é “não”, ou “eu bebo água com sal de vez em quando”.

O corpo perde eletrólito de formas que passam despercebidas no dia a dia, no suor, na urina, no estresse fisiológico, no excesso de cafeína. Os sinais de que falta reposição costumam ser sutis. Acordar cansado mesmo depois de dormir bem. Dificuldade de manter o foco no fim do dia. Recuperação pós-treino mais lenta do que deveria.

A dieta comum, mesmo equilibrada, muitas vezes não repõe o que se perde, principalmente em rotina de alta demanda. E reposição eletrolítica de qualidade vai muito além do isotônico de academia. Envolve a proporção certa de minerais, pensada para quem precisa performar, não só para quem treina.

Já tomou seu eletrólito hoje?

Dr. Thiago Volpi
CRM 119445-SP | RQE 88320

30/07/2026

Qual sua opinião sobre?

29/07/2026

O corpo avisa quando o equilíbrio eletrolítico cai, mas a maioria dos sinais é interpretada como estresse, sono ruim ou excesso de trabalho.

Cãibra frequente, principalmente fora do treino ou de madrugada, aparece quando o potássio e o magnésio estão baixos e o músculo perde a capacidade de relaxar depois da contração. Fadiga mesmo após uma boa noite de sono tem relação direta com o magnésio, essencial para a produção de energia celular. Tontura ao levantar rápido, a hipotensão ortostática, costuma estar ligada ao sódio baixo, que compromete a regulação do volume sanguíneo. Dor de cabeça constante, dificuldade de manter o foco e, em alguns casos, coração acelerado sem motivo claro também entram nessa lista, porque o ritmo cardíaco depende do mesmo equilíbrio.

Esses sintomas aparecem juntos ou isolados, e raramente levam à investigação do básico.

Quando o corpo perde eletrólito e não repõe, ele cobra. A questão é saber reconhecer essa cobrança.

Dr. Thiago Volpi
CRM 119445-SP | RQE 88320

0,1 mg por dia entregou 8,6% do peso em 52 semanas — mais que a liraglutida na dose máxima. A curva de dose nunca foi li...
28/07/2026

0,1 mg por dia entregou 8,6% do peso em 52 semanas — mais que a liraglutida na dose máxima. A curva de dose nunca foi linear.

Chamaram a microdose de GLP-1 de “faroeste”. Entendo a preocupação — e ela é legítima quando alguém compra dose por assinatura sem médico nenhum acompanhando. Mas a premissa de que dose baixa é dose inerte não sobrevive à literatura.

No ensaio de dose-resposta da semaglutida (O’Neil, Lancet 2018, n=957), a perda foi de 6,0% com 0,05 mg/dia e 13,8% com 0,4 mg/dia. O topo da curva compra os últimos pontos percentuais — e cobra por eles em tolerância digestiva. Com tirzepatida a leitura é ainda mais clara: 5 mg entregou 15,0% no SURMOUNT-1, praticamente o mesmo que a semaglutida no teto de 2,4 mg. Triplicar para 15 mg somou 5,9 pontos.

E o desfecho que importa não é a balança. No SUSTAIN-6, doses de 0,5 e 1,0 mg reduziram eventos cardiovasculares maiores. No SELECT, a perda média foi de 9,4% e só cerca de um terço do benefício cardiovascular foi mediado pela redução de cintura. O alvo terapêutico é exposição sustentada ao receptor — não o maior número possível na bula.

O que ainda não existe: ensaio randomizado testando a microdose como estratégia de manutenção. O STEP 4 comparou dose plena contra zero, nunca contra dose reduzida. Isso é uma lacuna de evidência, não uma refutação — e é uma distinção que a cobertura da imprensa vem apagando.

Na minha prática, microdose é decisão clínica: titulação pela resposta, força e proteína desde o primeiro dia, composição corporal medida e plano de saída definido antes da primeira aplicação. Dose menor sem método é só dose menor.

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A frase mais citada da academia é latina — e era uma prece, não um plano de treino. O conceito grego é mais radical.“Men...
26/07/2026

A frase mais citada da academia é latina — e era uma prece, não um plano de treino. O conceito grego é mais radical.

“Mens sana in corpore sano” vem de Juvenal, século II d.C. O verso completo pede aos deuses uma mente sã em um corpo são. É um desejo, não um mecanismo.

Quinhentos anos antes, Platão já tinha ido mais longe. No Livro III da República ele começa dividindo — ginástica para o corpo, música para a alma — e depois desfaz a própria divisão: ambas foram instituídas, sobretudo, por causa da alma. A Academia dele e o Liceu de Aristóteles funcionavam dentro de gymnasia. Treinar e pensar dividiam o mesmo endereço, e isso não era metáfora.

O que a medicina fez nos últimos quinze anos foi medir a intuição. Um ano de treino aeróbio aumentou o hipocampo anterior em 2% num ensaio randomizado com 120 adultos (Erickson, PNAS, 2011). Meta-análise de 36 ensaios randomizados mostra ganho consistente de cognição depois dos 50, modesto e real (Northey, BJSM, 2018). Numa coorte sueca de 44 anos, alta aptidão na meia-idade se associou a demência quase uma década mais tarde (Hörder, Neurology, 2018).

E os gregos também acertaram no que estava escrito em Delfos: nada em excesso. Em 1,2 milhão de adultos, quem treina relata 43% menos dias de saúde mental ruim, com pico em 45 minutos, 3 a 5 vezes por semana — mas acima de três horas por dia o dado inverte (Chekroud, Lancet Psychiatry, 2018; estudo transversal). A dose tem topo.

Nada disso exige heroísmo. Caminhar sozinho já se associa a 18% menos dias de saúde mental ruim. Vale dizer com todas as letras: nenhum ensaio randomizado provou ainda que prescrever exercício previne demência — o maior deles testou dois anos numa exposição que se constrói em décadas. O que temos é convergência, e ela é forte.

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6 de 7 peptídeos passaram no FDA. Mas o Epitalon não foi votado para telômero — foi votado para insônia.Nos dias 23 e 24...
25/07/2026

6 de 7 peptídeos passaram no FDA. Mas o Epitalon não foi votado para telômero — foi votado para insônia.

Nos dias 23 e 24 de julho, o comitê consultivo de manipulação do FDA (PCAC) avaliou sete peptídeos para entrada na 503A Bulks List. Seis foram recomendados. Emideltide (DSIP) foi o único reprovado, por um voto.

O placar circulou em todo lugar. O que quase ninguém leu foi a coluna do lado: PARA QUE cada um foi votado.

BPC-157 foi avaliado para retocolite ulcerativa — não para tendão. TB-500 e KPV, para cicatrização. MOTS-c, para obesidade e osteoporose. Semax, para isquemia cerebral, enxaqueca e neuralgia do trigêmeo. E o Epitalon, que a cultura de longevidade trata há duas décadas como intervenção de telômero, foi avaliado para insônia.

Três outras coisas que o mercado está misturando. Primeiro: recomendação de comitê não é aprovação de medicamento — a entrada efetiva na lista ainda depende de rulemaking formal, algo entre 12 e 18 meses. Segundo: o próprio corpo científico do FDA recomendou, por escrito, não incluir nenhum dos sete; o comitê votou no sentido oposto, sempre por margem estreita. Terceiro, e o mais importante para quem prescreve no Brasil: em nota de 2 de julho, a Anvisa reafirmou que essas substâncias não têm registro em nenhuma categoria por aqui. O voto americano não muda uma linha da nossa realidade regulatória.

Nada disso significa que os peptídeos “não funcionam”. Significa que estamos no ponto exato em que a via regulada começa a existir — e é ela que vai produzir o ensaio de fase 3, a padronização molecular e a farmacocinética humana que ainda faltam. Ausência de evidência não é evidência de ausência. Mas também não é atalho.

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23/07/2026

Você provavelmente superestima o quanto se movimenta.

Durante décadas, a medicina avaliou atividade física com base em relato, “eu caminho todo dia”, “eu sou ativo”. O problema é que o corpo responde ao que você faz de verdade, não ao que você acha que faz.

Um estudo publicado na Nature Communications acompanhou mais de 73 mil pessoas do UK Biobank com sensores no punho, medindo atividade minuto a minuto. E derrubou uma conta que a medicina usava há décadas. Assumia-se que um minuto de atividade intensa valia cerca de dois minutos de atividade moderada. Os dados mostraram uma diferença muito maior.

Para prevenir diabetes tipo 2, um minuto de atividade intensa equivaleu a mais de nove minutos de atividade moderada. Para mortalidade cardiovascular, quase oito. Comparado com atividade leve, como caminhar devagar ou fazer tarefa de casa, a equivalência sobe para algo entre cinquenta e mais de noventa minutos.

Isso significa que aquela hora arrastada de afazeres domésticos, contabilizada como esforço, pode valer poucos minutos de treino real.

O wearable acaba com a era do “eu acho”. Ele mostra frequência cardíaca, sono, recuperação e carga de forma objetiva. E o que é mensurável pode ser ajustado, o que não é, vira autoengano.

Você mede investimento, produtividade e performance em praticamente tudo. Só a saúde ainda costuma ser guiada pela sensação.

Quando você olhou os seus números pela primeira vez, o que te surpreendeu? E se ainda não mede, o que te segura?

Dr. Thiago Volpi
CRM 119445-SP | RQE 88320

A low FODMAP tem 3 fases — e quase todo mundo trava na primeira. É aí que a dieta deixa de funcionar.Ela é a intervenção...
22/07/2026

A low FODMAP tem 3 fases — e quase todo mundo trava na primeira. É aí que a dieta deixa de funcionar.

Ela é a intervenção alimentar com mais evidência para a Síndrome do Intestino Irritável: numa rede de 13 ensaios clínicos randomizados (944 pacientes), foi a mais eficaz, acima do aconselhamento dietético padrão (📚 Black et al., Gut, 2022).

Mas “low FODMAP” não é cortar carboidrato para sempre. É um protocolo de 3 fases:

1) RESTRIÇÃO (2–6 semanas): teste de resposta, não estilo de vida.
2) REINTRODUÇÃO (6–8 semanas): um grupo por vez, dose crescente em 3 dias. É aqui que se acha o gatilho real.
3) PERSONALIZAÇÃO: você come o máximo que tolera e evita só o que dispara sintoma.

Ficar preso na fase 1 tem custo: a restrição reduz bifidobactérias, bactérias benéficas do intestino (📚 Staudacher et al., Gastroenterology, 2017). A reintrodução restaura o equilíbrio. Restrição eterna troca sintoma por dano microbiano.

O que já é consenso: a eficácia sintomática. O que ainda amadurece: biomarcadores que preveem quem responde e o efeito de longo prazo no microbioma. “Em estudo” não é “não funciona”.

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PACIENTE: protocolo conduzido com critério — link na bio.

— Dr. Thiago Volpi
Nutrólogo | Medicina de Alto Desempenho

22/07/2026

Beber água o dia inteiro não garante energia, foco ou raciocínio claro. Hidratação e equilíbrio eletrolítico são funções diferentes, e a confusão entre as duas é comum.

Sódio, potássio, magnésio e cálcio são os eletrólitos que sustentam praticamente toda a atividade elétrica do corpo. O sódio regula o volume de líquido dentro e fora das células. O potássio permite que o neurônio dispare e volte ao repouso para disparar de novo. O magnésio participa de mais de 300 reações enzimáticas, incluindo a produção de energia celular. O cálcio dispara a contração muscular, inclusive do coração.

Quando esse equilíbrio cai, o primeiro sinal costuma aparecer onde mais se depende de performance, no raciocínio, no foco, na energia ao longo do dia.

Na prática clínica, boa parte dos pacientes com névoa mental e fadiga sem explicação não está desidratada de água. Está com desequilíbrio eletrolítico não investigado.

Equilíbrio eletrolítico não é detalhe. É a base de quem precisa performar de verdade.

Dr. Thiago Volpi
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