Dr. Thiago Volpi

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Dr. Thiago Volpi Acreditamos em uma vida baseada em saúde, bem-estar e superação – sem deixar de lado os prazeres da vida. Emagrecimento, Nutrição, Saúde e Estética.

Saber realizar melhor as escolhas e ainda na medida certa é um desafio individual.

02/10/2026

Existe uma decisão judicial de quase 1 bilhão de dólares que todo pai devia ler antes de dar o primeiro celular ao filho. A Justiça do Novo México, nos Estados Unidos, somou 375 milhões de multa civil definidos por júri no início de 2026 a mais 567 milhões determinados pela corte em agosto, totalizando 942 milhões. Desse total, 420 milhões foram destinados a serviços de tratamento pra jovens afetados.

Além do valor, a decisão obriga a Meta a remover a contagem pública de curtidas pra menores sem autorização dos pais, pausar notificações pra usuários menores de idade entre 22h e 7h, e limitar o uso a cerca de 90 horas por mês, perto de 3 horas por dia. A Meta afirma que vai recorrer.

Do ponto de vista do desenvolvimento cerebral, a decisão tem base concreta. O córtex pré-frontal, responsável por planejamento, controle de impulso e avaliação de consequência, segue amadurecendo até os 25 anos, o que torna a adolescência uma janela particularmente vulnerável a plataformas desenhadas pra maximizar tempo de tela.

Com que idade você deu ou pretende dar o primeiro celular pro seu filho, e quais regras você considera indispensáveis?

Dr. Thiago Volpi – Médico Nutrólogo
CRM 119445-SP / RQE 88320

Em janeiro de 2023, a Organização Mundial da Saúde publicou uma declaração que contradiz décadas de comunicação sobre ál...
02/10/2026

Em janeiro de 2023, a Organização Mundial da Saúde publicou uma declaração que contradiz décadas de comunicação sobre álcool e saúde.

O etanol causa câncer por mecanismos biológicos à medida que o composto se decompõe no organismo, o que significa que qualquer bebida que contenha álcool, independentemente do seu preço ou qualidade, representa um risco de desenvolvimento de câncer.

A declaração vai além: a evidência disponível não pode indicar a existência de um limiar abaixo do qual os efeitos carcinogênicos do álcool se “desligam” e deixam de se manifestar no organismo humano.

Isso desfaz um conceito que virou cultura: o da dose moderada aceitável.

O que a ciência mostra é que o risco é linear e começa na primeira dose. O consumo leve a moderado, de uma a duas doses por dia, foi responsável por 23.300 novos casos de câncer apenas na União Europeia em 2017.

O conceito de “dose segura” não foi construído pela ciência. Foi construído pela indústria e incorporado pelas diretrizes ao longo de décadas. A ciência está revisando essa narrativa com dados que não deixam muito espaço para interpretação.

Isso não é moralismo.

É o que a evidência diz quando não há interesse comercial para filtrar.

Dr. Thiago Volpi – Médico Nutrólogo
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A metformina existe há mais de 60 anos.Começou como antifúngico derivado de uma planta chamada lilás-francês. Tornou-se ...
01/10/2026

A metformina existe há mais de 60 anos.

Começou como antifúngico derivado de uma planta chamada lilás-francês. Tornou-se o antidiabético oral mais prescrito do mundo. E agora está no centro de um dos debates mais relevantes da medicina do envelhecimento.

O mecanismo pelo qual a metformina reduz a glicose é bem estabelecido: ela atua principalmente inibindo a produção hepática de glicose via ativação da AMPK, a mesma via que o exercício e a restrição calórica ativam. Essa via está diretamente envolvida na regulação do metabolismo energético celular, da autofagia e da inflamação crônica.

Não por coincidência, são exatamente os processos que a biologia do envelhecimento identifica como centrais.

Em 2024, um estudo publicado na Cell acompanhou primatas por 40 meses com administração de metformina e documentou redução de aproximadamente 6 anos na idade biológica cerebral, mensurada por relógios de metilação do DNA.

Em humanos, o TAME trial, o primeiro ensaio clínico da história desenhado para testar se uma droga pode atrasar o envelhecimento biológico como desfecho primário, está em andamento com mais de 3.000 participantes entre 65 e 79 anos. Análises preliminares sugerem que a metformina influencia biomarcadores de envelhecimento, como citocinas inflamatórias e marcadores metabólicos, mas os resultados de eficácia ainda não foram publicados.

O que a ciência tem hoje é um mecanismo biológico sólido, dados robustos em modelos animais e um ensaio humano em andamento que pode redefinir como a medicina trata o envelhecimento.

A resposta ainda não está fechada.

Mas a pergunta já mudou tudo.

Dr. Thiago Volpi – Médico Nutrólogo
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PMID: 39270656
DOI: 10.18632/aging.206407

A Longevium, clínica de Dubai, lançou um perfume com Semax, Selank e NAD+ na formulação, vendido por US$ 240. A embalage...
01/10/2026

A Longevium, clínica de Dubai, lançou um perfume com Semax, Selank e NAD+ na formulação, vendido por US$ 240. A embalagem imita uma ficha clínica. O tagline é “longevidade em cada gota”.

O problema não é o nome das moléculas. Semax, Selank e NAD+ têm contexto científico real. O problema é a via de administração. Semax e Selank têm evidência de efeito quando administrados por via intranasal ou injetável em doses controladas. Não existe evidência de que aplicação tópica em perfume atinja concentração sistêmica relevante ou produza os efeitos que essas moléculas têm em outros contextos.

Mas o produto revela algo que vai além da eficácia: o vocabulário da medicina de longevidade já penetrou profundamente no consumo de luxo. O cliente que paga US$ 240 por um perfume com peptídeos não está comprando farmacologia. Está comprando pertencimento a uma linguagem que antes era restrita ao consultório.

Saber distinguir as duas coisas é parte do que define medicina preventiva séria.

Compartilha com quem confunde ingrediente científico com mecanismo de ação comprovado.

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Quem investe em treino, suplementação e alimentação limpa raramente considera o que o próprio equipamento de treino pode...
30/09/2026

Quem investe em treino, suplementação e alimentação limpa raramente considera o que o próprio equipamento de treino pode estar colocando no organismo.

BPA foi encontrado em tecidos de poliéster com elastano, o material predominante em leggings e tops de compressão, com concentrações que chegam a 40 vezes o limite de referência californiano. E o cenário de exposição máxima é exatamente o treino: pele aquecida, suor, contato prolongado e abrasão do tecido.

A pergunta que o protocolo de longevidade raramente faz: a carga de disruptores endócrinos do dia a dia já foi avaliada?

Compartilha com quem treina de legging ou dry-fit todos os dias.

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Bryan Johnson, empresário americano conhecido por investir milhões de dólares por ano em protocolos de rejuvenescimento,...
30/09/2026

Bryan Johnson, empresário americano conhecido por investir milhões de dólares por ano em protocolos de rejuvenescimento, revelou publicamente ter gastrite autoimune, condição em que o sistema imunológico ataca as células que produzem ácido no estômago. Só em 2023, ele gastou US$ 2 milhões em tratamentos médicos, e se descreve como a pessoa mais monitorada biologicamente do mundo.

A gastrite autoimune afeta cerca de 4% da população mundial e costuma ser silenciosa por décadas, com sintomas que aparecem fora do trato digestivo, como fadiga e fraqueza. No caso de Johnson, o sinal que levou ao diagnóstico foi um dado que poderia ter sido descartado: ferritina persistentemente baixa, mesmo com hemoglobina normal.

O caso não invalida a busca por longevidade. Mas expõe um ponto real: nenhum protocolo de otimização, por mais monitorado que seja, elimina o risco de o próprio sistema imunológico se voltar contra o corpo. Quanto mais complexo o protocolo, mais fácil é perder de vista que o corpo ainda guarda processos que a ciência atual não prevê nem previne por completo, mesmo com dados extensivos.

Quero saber sua opinião: você acha que dá pra prevenir tudo com dados e protocolo?

Dr. Thiago Volpi – Médico Nutrólogo
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29/09/2026

Doze anos de diferença na idade do primeiro infarto, dentro da mesma rede privada, no mesmo país. Foi isso que a Rede D’Or encontrou ao analisar 4.921 pacientes atendidos entre janeiro de 2025 e março de 2026, em 59 unidades de 6 estados. Desse total, 2.194 tiveram infarto confirmado e 2.727 foram diagnosticados com angina instável. A idade média do primeiro infarto variou de 58 anos em São Paulo a 70 anos em Pernambuco, passando por 62 no Rio de Janeiro, 67 em Brasília, 67,5 em Minas Gerais e 69 na Bahia.

O dado chama atenção porque a comparação é dentro da mesma rede privada, no mesmo país, o que reduz a diferença de acesso à saúde como explicação isolada e aponta pra rotina como fator relevante.

O estresse crônico de metrópole grande age de um jeito bem concreto na fisiologia. Ele mantém o cortisol elevado por mais tempo, favorece hipertensão, eleva glicemia e inflamação sistêmica, e isso, somado a menos sono e menos atividade física, acelera o processo de aterosclerose muito antes da idade em que a maioria espera ter um problema cardíaco.

Exame em dia não é sinônimo de rotina protegida.

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Um estudo da Yale School of Medicine sugere que resistência à insulina pode intensificar diretamente o desejo por álcool...
29/09/2026

Um estudo da Yale School of Medicine sugere que resistência à insulina pode intensificar diretamente o desejo por álcool em pacientes com obesidade concomitante. Isso desloca parte da conversa sobre dependência para um território que raramente é investigado: o metabolismo.

O mecanismo ainda está sendo mapeado e a amostra do estudo é pequena. Mas a pergunta que o dado coloca já é clinicamente relevante: o metabolismo do paciente com transtorno por uso de álcool e obesidade já foi investigado?

Salve este checklist e considere a avaliação metabólica em casos de dependência associada à obesidade.

Dr. Thiago Volpi – Médico Nutrólogo
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DOI: 10.1111/acer.70283

Em 1972, pesquisadores encontraram no solo da Ilha de Páscoa uma bactéria produtora de um composto antifúngico poderoso....
28/09/2026

Em 1972, pesquisadores encontraram no solo da Ilha de Páscoa uma bactéria produtora de um composto antifúngico poderoso.

Décadas depois, esse composto se tornaria um dos imunossupressores mais usados em transplantes de órgãos do mundo.

Chamaram de rapamicina. Mas a história não terminou aí.

Em 2009, um estudo publicado na Nature demonstrou que a rapamicina estendia o tempo de vida máximo em camundongos, mesmo quando administrada tardiamente. Foi a primeira vez que um composto farmacológico demonstrou esse efeito em mamíferos de forma consistente. O mecanismo: inibição do mTOR, uma das vias de sinalização celular mais conservadas evolutivamente, diretamente envolvida na regulação do crescimento celular, autofagia e envelhecimento.

O mTOR é um alvo farmacológico particularmente interessante. Em modelos animais, sua inibição por rapamicina estendeu a expectativa de vida e retardou doenças relacionadas à idade em múltiplos organismos.

Em humanos, os ensaios clínicos ainda estão em andamento. O maior estudo randomizado e controlado por placebo de rapamicina para longevidade em adultos saudáveis, o PEARL trial, publicado em 2025, não demonstrou redução significativa de gordura visceral como desfecho primário, mas abriu caminho para questões mais precisas sobre dose, timing e populações-alvo.

Isso é ciência em desenvolvimento.

A mesma molécula que nasceu para evitar rejeição de transplante está sendo estudada hoje como possível modulador do ritmo do envelhecimento celular.

Dr. Thiago Volpi – Médico Nutrólogo
CRM 119445-SP / RQE 88320

DOI: 10.1038/nature08221
DOI: 10.18632/aging.206300
PMC12766144

Uma pesquisa da Yale School of Medicine, publicada como estudo preliminar em Alcohol: Clinical and Experimental Research...
28/09/2026

Uma pesquisa da Yale School of Medicine, publicada como estudo preliminar em Alcohol: Clinical and Experimental Research, acompanhou 31 adultos em tratamento internado para transtorno por uso de álcool, abstinentes há cerca de um mês, sete deles com obesidade concomitante. Usando estímulos de imaginação para induzir estresse e gatilhos relacionados ao álcool, os pesquisadores mediram glicemia, insulina e resistência à insulina.

O achado: entre os pacientes com obesidade, resistência à insulina se correlacionou especificamente com desejo mais intenso por álcool provocado pelos estímulos. Essa relação não apareceu no restante da amostra.

Segundo o autor principal, Dr. Zachary Harvanek, o dado sugere que a saúde metabólica pode repercutir de forma significativa no desejo pela substância, e poderia ajudar a identificar um subgrupo de pacientes com risco especialmente elevado de recaída.

A ressalva vem do próprio pesquisador. É um estudo preliminar, com amostra pequena, e precisa de confirmação em estudos maiores antes de qualquer aplicação na prática clínica. Se confirmado, o achado abre uma via terapêutica adicional relevante, tratar resistência insulínica como parte do manejo de um subgrupo específico. Por enquanto, é hipótese, não protocolo.

Compartilha com quem trata pacientes com transtorno por uso de álcool e comorbidade metabólica.

Dr. Thiago Volpi – Médico Nutrólogo
CRM 119445-SP / RQE 88320

DOI: 10.1111/acer.70283

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