27/08/2026
Segundo diversos estudos, um em cada 5 adultos pode desenvolver problemas na vesícula. Esses problemas podem ser cálculos, pólipos, adenomas ou simplesmente mau funcionamento, também chamado de discinesia.
A boa notícia é que mais de 80% das vezes os problemas são achados incidentais, que não produzem sintomas, e não representam riscos à saúde. Assim, cerca de 80% dos cálculos assintomáticos e mais de 90% dos pólipos e adenomas não representam qualquer tipo de risco, e a discinesia é um fenômeno pouco frequente que pode ser conduzido clinicamente e que poucas vezes necessita tratamento cirúrgico.
Apesar de a vesícula biliar ser um órgão acessório no sistema digestivo, e sua remoção cirúrgica ser um tratamento aparentemente simples, complicações clínicas, anestésicas e cirúrgicas podem ocorrer no intra e/ou pós-operatório, assim como a ausência da vesícula biliar pode levar a sintomas como alterações do hábito intestinal, trazendo desconfortos que não existiam antes da cirurgia.
Complicações cirúrgicas da cirurgia da vesícula podem ser graves e levar a consequências sérias além de tratamentos invasivos e prolongados, incluindo novas cirurgias. Como todos os tratamentos cirúrgicos, a cirurgia da vesícula deve sempre respeitar as indicações clássicas e padronizadas, para que o benefício da cirurgia suplante seus riscos e possíveis consequências pós-operatórias.