29/09/2026
“Depois dos 40, cuidar da menopausa também é cuidar do coração.”
Hoje, 29 de setembro, Dia Mundial do Coração, quero chamar atenção para algo que ainda recebe menos espaço do que deveria quando falamos de menopausa.
Não são apenas ondas de calor.
Durante a meia-idade e a transição menopausal, podem ocorrer mudanças importantes na saúde cardiometabólica: pressão arterial, colesterol, distribuição de gordura corporal, glicemia e resistência à insulina podem se modificar ao longo desses anos.
Isso não significa que a menopausa, sozinha, cause doença cardiovascular.
Idade, genética, tabagismo, alimentação, atividade física, sono, pressão arterial, diabetes e colesterol continuam fazendo parte dessa história.
Mas existe uma oportunidade importante nessa fase:
em vez de esperar a doença aparecer, podemos olhar para o risco antes.
Como está sua pressão?
Seu colesterol mudou?
Como estão glicemia e metabolismo?
Você mantém atividade física e massa muscular?
Há histórico familiar de doença cardiovascular?
Quando ocorreu — ou está ocorrendo — sua menopausa?
Essas perguntas também fazem parte de uma boa consulta na mulher 40+.
E existe outro ponto que merece clareza:
terapia hormonal não deve ser prescrita com o objetivo exclusivo de prevenir doença cardiovascular.
Quando existe indicação para tratar sintomas da menopausa, a decisão sobre terapia hormonal é individualizada e considera idade, tempo desde a menopausa, sintomas, antecedentes e risco cardiovascular.
Ou seja: não se trata de colocar todas as mulheres no mesmo protocolo.
Trata-se de aproveitar essa fase como uma janela de prevenção.
Porque o coração raramente começa a pedir cuidado no dia em que aparece a doença.
A prevenção começa muitos anos antes.
Depois dos 40, você acompanha sua saúde cardiovascular com a mesma atenção que acompanha seus exames ginecológicos?
Dra. Cristina Carneiro
Ginecologia e Obstetrícia