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Psicóloga e terapeuta sexual

O voto é secreto. Mas a vida que ele atravessa não é.A política não começa nem termina na urna. Ela atravessa o preço da...
04/10/2026

O voto é secreto. Mas a vida que ele atravessa não é.

A política não começa nem termina na urna. Ela atravessa o preço da comida, o tempo que passamos trabalhando, o acesso à saúde, à educação e à moradia. Atravessa quem pode descansar, quem consegue cuidar dos filhos, quem encontra proteção quando sofre violência e quem precisa escolher entre pagar uma conta ou comprar um medicamento.

Atravessa também aquilo que chamamos de saúde mental.

Porque nem todo sofrimento pode ser explicado apenas olhando para dentro do indivíduo.

Há angústias que carregam jornadas exaustivas.
Há ansiedade atravessada pela insegurança financeira.
Há adoecimento produzido pela violência e pela discriminação.
Há relações sobrecarregadas pela falta de tempo, de rede e de condições para cuidar.

Nossa subjetividade não é construída fora do mundo.

Somos atravessados por história, cultura, vínculos, condições materiais e relações de poder.

Que condições de vida estamos ajudando a construir para que diferentes pessoas possam viver, amar, trabalhar, cuidar, desejar e existir com dignidade?

O voto é secreto.
Seus efeitos, não.

03/10/2026

Quando a sexualidade deixa de ser um tabu, até as conversas mais inesperadas podem se tornar espaços de conexão.

No programa Que História É Essa, Porchat?, o humorista Rodrigo Sant’Anna compartilha, com muito humor, a experiência de incentivar sua mãe a voltar a namorar e, como consequência, passar a ouvir relatos sobre a vida afetiva e sexual dela.

Para além das risadas, esse recorte nos convida a refletir sobre a importância da comunicação aberta sobre sexualidade, inclusive entre diferentes gerações.

Durante muito tempo, aprendemos que determinados assuntos não deveriam ser conversados em família. O desejo, o prazer e a vida sexual de pessoas mais velhas, especialmente das mulheres, foram frequentemente atravessados por silenciamentos e preconceitos.

Mas a sexualidade não desaparece com o envelhecimento. Ela continua fazendo parte da experiência humana, podendo assumir diferentes expressões ao longo da vida.

Falar sobre sexualidade não signif**a abrir mão da intimidade ou compartilhar tudo. Signif**a construir relações nas quais seja possível conversar sem vergonha, julgamento ou constrangimento imposto.

E quando filhos adultos conseguem reconhecer seus pais como pessoas que também desejam, se apaixonam e vivem suas próprias experiências, abrimos espaço para relações menos atravessadas por tabus.
A comunicação aberta não exige ausência de limites.

Exige respeito, escuta e reconhecimento da autonomia de cada pessoa.
Porque envelhecer não deveria signif**ar deixar de desejar, amar ou viver novas histórias.

E por aí, sexualidade ainda é um assunto proibido entre gerações?

Pâmella Lima | Psicóloga | terapeuta sexual

02/10/2026

Pra começar o final de semana de um jeito mais descontraído… 😂

Tem intimidade, tem rotina, tem planos para o final de semana, tem ciúme, tem expectativas… só não tem nome.

E, quando alguém pergunta “o que vocês são?”, começa a visita guiada:

“Ah, a gente tá se conhecendo… é uma coisa… uma conexão… uma área…”

Nas relações contemporâneas, parece que dar nome ao que se vive se tornou mais comprometedor do que viver a própria relação.

Mas será que estamos evitando os rótulos ou as responsabilidades que podem acompanhar aquilo que construímos?

A ausência de definição também produz expectativas, inseguranças e desencontros.

E por aí… vocês estão em uma relação ou ainda estão tentando descobrir qual é a área? 😂

Pâmella Lima | Psicóloga | terapeuta sexual

02/10/2026

Tem intimidade, tem rotina, tem planos para o final de semana, tem ciúme, tem expectativas… só não tem nome.

E, quando alguém pergunta “o que vocês são?”, começa a visita guiada:

“Ah, a gente tá se conhecendo… é uma coisa… uma conexão… uma área…”

Nas relações contemporâneas, parece que dar nome ao que se vive se tornou mais comprometedor do que viver a própria relação.

Mas será que estamos evitando os rótulos ou as responsabilidades que podem acompanhar aquilo que construímos?

Não é sobre transformar toda conexão em namoro, nem sobre exigir que todas as relações sigam o mesmo roteiro.

É sobre reconhecer que a ausência de definição também produz expectativas, inseguranças e desencontros.

Afinal, uma relação pode não ter um nome convencional, mas precisa ter espaço para conversar sobre o que signif**a para cada pessoa.
Porque liberdade relacional não deveria ser sinônimo de indefinição unilateral.

E por aí… vocês estão em uma relação ou ainda estão tentando descobrir qual é a área? 😂

Pâmella Lima | Psicóloga | terapeuta sexual

Esses termos parecem novos, mas talvez estejam nomeando uma experiência bastante antiga: o desejo de se proteger depois ...
01/10/2026

Esses termos parecem novos, mas talvez estejam nomeando uma experiência bastante antiga: o desejo de se proteger depois de se cansar de se relacionar.

“Boysober”, celibato voluntário, monk mode, pausa afetiva… cada movimento tem suas particularidades e não deve ser colocado no mesmo lugar. Ainda assim, chama atenção que tantas pessoas estejam escolhendo, de diferentes maneiras, retirar temporariamente o amor, o s**o ou os encontros do centro da vida.

E talvez a pergunta mais interessante não seja:
“Por que as pessoas não querem mais se relacionar?”

Mas: o que temos vivido nas relações para que se afastar pareça, tantas vezes, mais seguro do que permanecer disponível para um vínculo?

Ghosting, relações indefinidas, excesso de possibilidades, descartabilidade, dificuldade de sustentar conversas desconfortáveis, medo de depender, medo de se frustrar, medo de desejar mais do que o outro deseja.

Nesse contexto, afastar-se pode ser descanso. Pode ser reorganização. Pode ser escolha. Pode ser uma maneira legítima de recuperar tempo, desejo e energia para si.

Mas existe uma diferença importante entre escolher f**ar só e precisar evitar qualquer possibilidade de vínculo para não correr o risco de sofrer.

Porque intimidade envolve algo que nenhuma estratégia consegue eliminar completamente: vulnerabilidade.

Talvez o fenômeno mais interessante não esteja nos nomes que viralizam nas redes, mas no que eles revelam sobre o nosso tempo.

Quando tantas pessoas começam a construir estratégias para sobreviver às relações, a questão deixa de ser apenas individual e passa a ser também social.

E você: sente que estamos aprendendo a escolher melhor nossos vínculos ou f**ando cada vez melhores em evitá-los?

Pâmella Lima | Psicóloga | terapeuta sexual

Dump de Setembro regado a muito dendê, encontros, trabalho e afetividade ♥️🙏🏽🤍
30/09/2026

Dump de Setembro regado a muito dendê, encontros, trabalho e afetividade ♥️🙏🏽🤍

Os trabalhos de Rosemary Basson foram importantes para ampliar essa compreensão. Seu modelo propõe que, particularmente ...
29/09/2026

Os trabalhos de Rosemary Basson foram importantes para ampliar essa compreensão. Seu modelo propõe que, particularmente em determinadas experiências femininas e em relacionamentos de longa duração, o desejo pode ser responsivo: estímulo, excitação, intimidade e contexto podem participar do surgimento do próprio desejo.

Isso não signif**a que todas as mulheres funcionem assim.

Na realidade, estudos posteriores encontraram bastante heterogeneidade: algumas mulheres se identif**am mais com modelos lineares, outras com modelos circulares e muitas relatam experiências que combinam os dois.

E é justamente aí que a conversa f**a interessante.

Porque sexualidade não acontece isolada do restante da vida.

O corpo que chega à cama é o mesmo corpo que trabalhou, cuidou, resolveu problemas, discutiu, se preocupou, descansou ou não conseguiu descansar.

Além disso, aspectos relacionais também podem participar dessa experiência. Pesquisas encontraram associação entre perceber a pessoa parceira como responsiva alguém que compreende, valida e demonstra cuidado e maior desejo sexual.

Desejo não existe fora de contexto.

O que mais cria espaço para o seu desejo aparecer?

Uma noite daquelas que a gente guarda. 💛Estar na estreia de “A gente mira no amor e acerta na solidão” e participar do c...
29/09/2026

Uma noite daquelas que a gente guarda. 💛

Estar na estreia de “A gente mira no amor e acerta na solidão” e participar do coquetel de estreia foi muito especial.

“A gente mira no amor e acerta na solidão” é um livro que eu amo. Daqueles que já me acompanharam em muitas reflexões sobre amor, desejo, vínculos, encontros e, claro, sobre a solidão que também existe quando nos relacionamos.

E assistir a essa obra ganhar o palco foi uma experiência linda.

A peça é potente, sensível, emocionante e, ao mesmo tempo, desperta risos. A gente se reconhece, se emociona, pensa e, em vários momentos, ri de nós mesmos e das nossas tentativas tão humanas de amar.

Ana Suy é admirável. Encontrá-la pessoalmente, mais uma vez, e poder dizer o quanto sua escrita me atravessa foi um prazer enorme.

E, ao final, poder abraçar Johnny Massaro e agradecer pela entrega e pela forma tão bonita como ele dá corpo e voz a essa história foi lindíssimo.

Saí de lá como saio das obras que realmente me tocam: conectando o que assisti ao livro que amo, às histórias que escuto no consultório e à própria vida.

Porque talvez seja isso que a arte faz tão bem: não nos entrega respostas sobre o amor, mas cria novas perguntas para aquilo que sentimos.

Que peça linda, recomendo!

A gente não chega às relações carregando apenas aquilo que pensa sobre o amor. Chega também com uma história sobre como ...
28/09/2026

A gente não chega às relações carregando apenas aquilo que pensa sobre o amor. Chega também com uma história sobre como aprendeu a se sentir segura dentro de um vínculo.

Por isso, às vezes existe uma distância entre a relação que desejamos racionalmente e aquela que conseguimos sustentar emocionalmente.
fixa.

Novas experiências, vínculos seguros, elaboração e psicoterapia podem ampliar as formas pelas quais nos relacionamos.

Ampliar possibilidades é diferente de ultrapassar os próprios limites à força.

Mudar não precisa signif**ar violentar aquilo que ainda precisa de cuidado.

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