SAC S2 O SAC - Serviço de Atendimento ao Coração é um canal de comunicação que visa atender aos acome Não espere até que seus sintomas se tornem patologias.

A PSICANÁLISE é um método de investigação e tratamento de modalidades de sofrimento de ordem psíquica e emocional e seus sintomas, tais como angústias, ansiedade, fobias, traumas, inibições, sentimentos de inadequação, dificuldades em relacionamentos, etc. utilizando o método a associação livre de ideias e a análise do inconsciente. Aprenda a lidar com seus sentimentos e angústias.

24/07/2026

29/06/2026

19/05/2026

Rua Coronel Sousa Reis, n° 72 - Tatuapé
03069-010 São Paulo/SP
(11) 949458735

12/02/2026

Às vezes você entende o que está acontecendo…
mas continua sentindo. Isso não é fraqueza, é sofrimento psíquico. E sofrimento precisa de escuta.

"Os fenômenos mentais só podem ser cabalmente compreendidos no contexto de um organismo em interação com o ambiente que o rodeia".
(Antonio Damásio - O Erro de Descartes)

04/10/2025

Platão, Aristóteles, Schopenhauer, Freud, Lacan...

Grandes mentes que se debruçaram sobre o enigma do Desejo humano. Eles nos revelam um ciclo: a vida oscila entre a ânsia do que não se tem e o tédio do que se possui.

Esse é o nosso pêndulo existencial.

Talvez a verdadeira saída não esteja em conquistar mais, mas em desejar diferente. Em transformar a posse em apreciação, e a carência em potência.

Do contrário, seremos eternos portadores de "ouro de tolo" — sempre com fome, sempre insatisfeitos, mesmo de posse de tudo que pensávamos querer.

Alessandro Poveda
Psicanalista

A Banalidade do Mal nas Redes SociaisHá tempos, as redes sociais nos afastam da empatia e nos aproximam do ódio e do sad...
05/07/2025

A Banalidade do Mal nas Redes Sociais

Há tempos, as redes sociais nos afastam da empatia e nos aproximam do ódio e do sadismo. Com o alcance e a velocidade das informações, cada usuário virou não só um receptor, mas um emissor e "formador de opinião" (muitas vezes protegido por um relativo anonimato) — como previu Marshall McLuhan nos anos 1960.

Esse impulso de opinar sobre tudo, mesmo sem conhecimento, revela nossa versão digital da "banalidade do mal" (Hannah Arendt). Pior ainda quando somado à polarização política infinita.

O trágico falecimento da brasileira Juliana Marins na Indonésia repetiu o padrão: pseudo-especialistas em vulcões, resgates ou geopolítica discutindo com mais convicção do que os próprios voluntários. Alguns culpando a vítima; outros usando o caso para engajamento. Mas o pior foi a politização da tragédia — transformar dor em munição para disputas virtuais é a máxima da desumanidade. Abutres se alimentando des restos mortais.

A banalidade do mal surge justamente quando perdemos a capacidade de julgar eticamente, ofuscados por mitos, ideologias ou hostilidade coletiva. Até um músico (um dia famoso) postou uma foto da mochila da vítima para defender sua bandeira política. A massa fala no lugar do indivíduo. Como Freud alertou:

"A massa é crédula, acrítica e exagerada. Não conhece dúvida nem incerteza."

Nenhum tormento global supera a dor de uma única alma. Na internet a frase 'se não tiver nada para falar, cale-se' não tem muito efeito.

Alessandro Poveda

Para Freud, em Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade, a pulsão sexual inicialmente se volta para o próprio corpo (a...
12/06/2025

Para Freud, em Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade, a pulsão sexual inicialmente se volta para o próprio corpo (autoerotismo) e só após o período de latência retoma sua busca pelo outro. Não por acaso, a amamentação no seio materno torna-se, para a criança, o modelo primordial de todos os vínculos amorosos futuros. Assim, o encontro com o objeto de desejo é, na verdade, um REENCONTRO – não com algo real, mas com uma figura idealizada.

Essa idealização explica, em parte, a frustração amorosa. Amar um ser dotado de desejos e vontades próprias – alguém que escapa ao controle do amante – é um desafio. A busca pelo objeto visa mascarar a falta constitutiva de cada sujeito, mas nenhum outro pode verdadeiramente preenchê-la.

Platão, em O Banquete, oferece uma narrativa mítica que ecoa essa dinâmica. Aristófanes descreve seres humanos originalmente completos, divididos pelos deuses e condenados a buscar sua "metade perdida". "O desejo desse todo e o empenho em restabelecê-lo é o que denominamos amor". Esse mito da alma gêmea enraizou-se profundamente em nossa cultura, alimentando a fantasia de que o amor restaurará uma completude primordial.

No entanto, tal completude é ilusória. Nenhum ser humano se torna inteiro apenas por meio do outro. Diante disso, as respostas variam: alguns saltam de relação em relação, esperando encontrar o objeto ideal; outros desistem da busca; há os que tentam moldar o parceiro à sua fantasia; e, por fim, aqueles que aprendem a desejar o outro para além da ilusão, aceitando tanto a falta no outro quanto em si mesmos.

Alessandro Poveda

(Obra: "Eros e Psique", Antonio Canova, 1793)

A gente gosta de esquecer que as coisas chegam ao fim. A gente gosta de se enganar. Talvez porque seja doloroso demais o...
29/05/2025

A gente gosta de esquecer que as coisas chegam ao fim. A gente gosta de se enganar. Talvez porque seja doloroso demais olhar para nossa finitude. Talvez porque seja disfuncional pensar nela o tempo todo.
De alguma maneira você tinha tanta vida que parecia ser imortal. E acho que isso me ensinou algo. Temos de enganar a morte. Esse é o segredo! Temos de enganar a morte. De tal modo que pareça que ainda estamos por aí, sorrindo.
Quando você me escolheu para supervisionar seus casos, duas coisas aconteciam. Eu acreditava mais em seu trabalho do que você mesma. E você acreditava mais no meu trabalho do que eu mesmo.
Então notei que isso era apenas um exagerado cuidado com os pacientes, um apreço por suas vidas e uma paixão pela psicanálise.
Aprendemos juntos muita coisa.
Quando a gente se apaixona por algo, a vida tem mais poder. O poder de deixar que uma parte de nós se torne imortal.
Você deixou algo vivo em cada paciente, em cada arte, em cada texto e em cada parede.
Vá em paz, Chris!dominachrix
🖤

Boa parte do sofrimento humano reside no fato de não conseguir lidar com sua relativa insignificância — com a realidade ...
09/05/2025

Boa parte do sofrimento humano reside no fato de não conseguir lidar com sua relativa insignificância — com a realidade trivial, mas indigesta, de que o mundo não vai parar de girar caso fulano desapareça.
Somos importantes para uma ínfima parcela da existência. Somos relevantes para os nossos, para os próximos, no sentido mais cristão do termo, como na parábola do bom samaritano. Para os que professam uma fé, relevantes também para Deus, porém, Esse não usa redes sociais, até onde sabemos.

A internet deu-nos a ilusão de que as pessoas ligam para o que fazemos e para o que fazem conosco. Ledo engano. A imensa maioria da população está pouco se importando se você ficou preso no trânsito, se sua encomenda atrasou, se você quebrou a tela do celular ou se te negaram nuggets no rolê.
Se você for "famoso", talvez muita gente se interesse — justamente porque sua insignificância é insuportável a tal ponto que precisam agrupar-se em torno de uma pseudorrelevância coletiva.

Isso não significa, claro, que não possamos postar nada. Compartilhar o que estamos fazendo ou gostaríamos de fazer, a música que ouvimos, o show que contemplamos, os lugares legais que frequentamos, etc. As redes sociais servem para isso mesmo. Dividir, informar, entreter, compartilhar. Mas é necessário ter a consciência de que isso só tem alguma importância para seu pequeno grupo, assim como cair da bicicleta em 1990 só era importante para os vizinhos da sua rua e seus colegas de classe. Éramos “felizes” nesse quesito, porque não esperávamos que 400 pessoas dessem “😂” em nossa piada ou “😢” em nosso lamento.
Pode ser legal ter 5000 seguidores, mas não conte com esse número em seu velório. E, se precisar de um rim, saiba que não será fácil encontrar um doador.

Portanto, além de expectativas equilibradas, abraçar nossa relativa insignificância é também fonte de saúde emocional.

Alessandro Poveda
Psicanalista

Sigmund Schlomo Freud6 de maio de 1856, Freiberg, Morávia.(hoje Příbor, República Tcheca)Um homem que, junto com parceir...
06/05/2025

Sigmund Schlomo Freud
6 de maio de 1856, Freiberg, Morávia.
(hoje Příbor, República Tcheca)

Um homem que, junto com parceiros, como Josef Breuer, desvelou os subterrâneos da alma,
escavou palavras onde só havia silêncio,
e fez do inconsciente um mapa de sombras e luz.
Revolucionário, ensinou que mesmo o mais obscuro
— um sonho, um lapso, um ato falho —guarda a chave de nosso abismo, um desejo recalcado, denegado, foracluido.
Reinventou a escuta como arte, uma pausa no ruído do mundo, onde tantos falam, mas quase ninguém ouve. Nos mostrou que, mesmo nas trevas,
há um fio de sentido à espera de ser desenrolado.

"Mass também exigimos que todo aquele que quer analisar outros se submeta antes a uma análise ele próprio. Somente no decorrer dessa “autoanálise” (como é impropriamente denominada), quando vivenciam no próprio corpo—ou melhor, na própria alma—os processos postulados pela psicanálise, adquirem as convicções que depois os guiarão como analistas".
(Sigmund Freud)

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