Psicanálise Viva BR

Psicanálise Viva BR Profissional da psicanálise que tem como objetivo levar o sujeito a se conhecer e assim viver de forma mais autêntica, consciente e mais leve.

Ajudo pacientes na diminuição dos sofrimentos causados pela ansiedade. Juliana Corazza Scalabrin

No último mês percebi uma coincidência curiosa. Sem combinar fui escolhendo histórias muito diferentes entre si. Um casa...
30/07/2026

No último mês percebi uma coincidência curiosa. Sem combinar fui escolhendo histórias muito diferentes entre si. Um casal, uma família, um jantar, Shakespeare. Percebi uma linha costurando todas: o que acontece conosco quando a vida para de caber na história que imaginanavamos, que construímos… Gosto quando a obra não explica, nem consola, mas Hamnet per amore: (
Elas deslocam algo dentro da gente. Essas f**aram comigo nesse mês. Consegue me indicar uma que mexe com você?

28/07/2026

Tem lutos que não acontecem depois de uma perda.
Acontecem quando percebemos que algumas vidas que imaginamos nunca serão vividas.
E, por mais doloroso que seja, é essa despedida que às vezes abre espaço para a vida que está acontecendo agora.
Me conta: qual trecho mais ficou com você?

23/07/2026

Li outro dia uma frase que ficou comigo: talvez um dos sinais de que uma análise está fazendo efeito seja quando a gente começa a deixar as coisas do tamanho que elas realmente são.

Não signif**a que o medo desaparece. Nem que a vida f**a só fácil.
Mas aquele desconforto que antes parecia enorme vai encontrando um tamanho mais próximo da realidade.
No vídeo, usei o medo de dentista como exemplo. Poderia ser uma reunião, uma conversa difícil, um exame, um novo desafio no trabalho, ou qualquer outra situação que, na nossa cabeça, cresce antes mesmo de acontecer.
A análise não muda o mundo radicalmente. Porém aos poucos, muda a forma como nos relacionamos com ele.
E isso costuma fazer uma diferença enorme.

15/07/2026

Confissões

Essa foto me lembra de uma experiência que encontro com frequência no consultório.Não é sobre culpar pais.É sobre reconh...
14/07/2026

Essa foto me lembra de uma experiência que encontro com frequência no consultório.

Não é sobre culpar pais.
É sobre reconhecer que, mesmo quando houve amor e cuidado, uma criança pode aprender que, para preservar o vínculo, precisa esconder partes de si.

Nem sempre isso acontece por grandes traumas.

Às vezes, acontece quando:

• você aprende que chorar é exagero;
• percebe que ser "boazinha" aproxima mais do que ser espontânea;
• sente que precisa ser forte cedo demais;
• começa a adivinhar o que os outros precisam antes de perceber o que você sente;
• descobre que agradar parece mais seguro do que decepcionar;
• deixa de ocupar espaço para garantir que continuará pertencendo.

A criança faz o que pode para preservar o vínculo.
O problema é quando essa adaptação se torna a única forma de existir.

Anos depois, ela aparece como:
• culpa por colocar limites;
• dificuldade de saber o que realmente deseja;
• medo constante de decepcionar;
• necessidade de aprovação;
• sensação de nunca ser suficiente;
• exaustão por cuidar de todos;
• uma vida que parece funcionar por fora, mas não faz sentido por dentro.

Winnicott chamou isso de falso self: uma organização psíquica construída para proteger o vínculo, mas que pode afastar a pessoa da própria espontaneidade.

A boa notícia é que o falso self não é quem você é. É uma forma de adaptação que um dia fez sentido. E, na análise, torna-se possível recuperar o contato com quem sempre esteve ali.

11/07/2026

Evite desabafar sobre um filho com o outro.
Quando um irmão vira confidente dos pais, pode acabar ocupando um lugar que não é dele e a relação entre eles f**a mais pesada.

Não compare.
Nem para elogiar. Cada comparação convida os irmãos a disputar um lugar, quando o que mais precisam é sentir que cada um tem o seu.
Procure viver momentos exclusivos com cada filho.
Nem tudo precisa ser igual. O mais importante é que cada um se sinta visto na sua singularidade.
Valorize os gestos de carinho entre eles.

Quando um sente falta do outro, o defende ou demonstra admiração, coloque isso em palavras: "Percebi como você ficou feliz por ela." Isso fortalece a percepção do vínculo.

Tenha cuidado com elogios e críticas na frente dos irmãos.
O problema não é elogiar, mas fazer um filho sentir que o amor e o reconhecimento precisam ser disputados.

Deixe que eles briguem... um pouco.
Conflitos entre irmãos fazem parte do desenvolvimento. É neles que aprendem a negociar, lidar com a frustração, reparar, defender o próprio espaço e descobrir que é possível discordar sem perder o vínculo. Os pais entram quando há violência, humilhação ou quando um dos filhos f**a repetidamente em desvantagem. Nem toda briga precisa ser interrompida; algumas precisam apenas de um adulto por perto, sustentando que o conflito também faz parte do amor.
Não coloque um irmão para resolver conflitos com o outro.

Cada filho precisa poder ocupar o lugar de irmão, não de mediador, juiz ou "segundo pai". Isso protege a relação entre eles e evita alianças que costumam gerar ressentimento no futuro.

natural que irmãos sintam ciúmes. Toda criança deseja, em algum momento, o amor dos pais só para si. Os pais não eliminam essa rivalidade, mas podem intensificá-la quando comparam, elegem um preferido ou se identif**am sempre mais com um dos filhos.

Cada filho precisa sentir que ocupa um lugar próprio, sem precisar disputar o do outro. É dessa experiência que nasce a possibilidade de, no futuro, os irmãos deixarem de ser rivais e se tornarem companheiros da mesma história.
Compartilhe se fez sentido; )

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