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Tem paciente que chega no consultório dizendo:“Tem dia que eu como e não sinto nada. Em outro, como praticamente a mesma...
30/09/2026

Tem paciente que chega no consultório dizendo:

“Tem dia que eu como e não sinto nada. Em outro, como praticamente a mesma coisa e passo mal.”

Dor de cabeça, estufamento, vermelhidão na pele, palpitações, alterações intestinais… sintomas que, à primeira vista, parecem não ter relação entre si.

Em alguns casos, a histamina pode ser uma das peças dessa investigação.

E quando surge essa suspeita, a primeira pergunta costuma ser: “o que eu preciso tirar da alimentação?”

Mas talvez a pergunta mais importante seja outra: por que eu passei a reagir assim?

A resposta não depende apenas do alimento. A quantidade de histamina, a combinação dos alimentos, o álcool, a atividade da DAO, a integridade da mucosa intestinal, alguns medicamentos e características individuais podem interferir na tolerância.

Isso ajuda a entender por que um alimento pode ser bem tolerado em um dia e provocar sintomas em outro.

A própria microbiota intestinal também pode produzir histamina, e variações genéticas podem estar associadas à atividade da DAO — embora o impacto clínico desses fatores ainda esteja sendo estudado.

E aqui existe um ponto importante: há exames que avaliam a concentração e a capacidade de degradação da DAO, mas eles, isoladamente, não confirmam o diagnóstico.

É preciso olhar para a história clínica, entender o padrão dos sintomas e os possíveis gatilhos, excluir outras causas e, quando indicado, fazer uma redução temporária seguida de reintrodução.

O objetivo não é restringir cada vez mais alimentos. É entender o que está acontecendo com aquela pessoa e conduzir a alimentação a partir disso.

A avaliação e a conduta devem ser individualizadas, com acompanhamento médico e nutricional.

Você já percebeu que o mesmo alimento às vezes cai bem e outras vezes não? Me conta aqui.

Investigar antes de restringir.
Eu não trato exames. Eu trato pessoas.

21/09/2026

Um estudo novo relacionando creatina e metástase gerou muitas dúvidas nos últimos dias.

O achado merece atenção, mas é fundamental separar o que foi observado em humanos do que foi observado em animais — e entender o que os estudos clínicos em pacientes com câncer já mostraram e, principalmente, o que ainda não conseguem responder.

Não é sobre ignorar um estudo novo. Nem transformar um achado experimental em conclusão clínica.

Ciência não é ler a manchete. É entender o estudo.

Sua ferritina está “normal”.Mas isso é suficiente?A ferritina é um dos marcadores que utilizamos para avaliar as reserva...
14/09/2026

Sua ferritina está “normal”.
Mas isso é suficiente?

A ferritina é um dos marcadores que utilizamos para avaliar as reservas de ferro. Mas olhar apenas para o intervalo de referência pode deixar informações importantes de fora.

Uma ferritina baixa pode indicar deficiência de ferro mesmo antes de aparecer anemia. E existe outro ponto importante: como a ferritina também é uma proteína de fase aguda, processos inflamatórios podem elevar seu valor e mascarar estoques reduzidos de ferro.

Por isso, o mesmo número pode ter significados diferentes em pessoas diferentes.

Na minha prática clínica, não avalio apenas se a ferritina está “dentro da referência”. Interpreto esse resultado junto com hemograma, ferro sérico, transferrina, saturação de transferrina, marcadores inflamatórios, sintomas e história clínica.

E também não vale a lógica de que quanto mais alta, melhor.

O objetivo não é perseguir um número isolado. É entender se aquele resultado faz sentido para aquela pessoa, naquele contexto.

Referência laboratorial não é sinônimo de meta individual.

Salve este post para consultar na próxima vez que olhar seus exames.

Eu não trato exames. Eu trato pessoas.

NAD+ virou uma das grandes promessas da longevidade. E existe ciência interessante por trás disso — mas também muita ext...
26/08/2026

NAD+ virou uma das grandes promessas da longevidade. E existe ciência interessante por trás disso — mas também muita extrapolação.

Um estudo publicado em 2026, com sete coortes humanas independentes, encontrou níveis de NAD+ no sangue total relativamente estáveis com a idade. Um dado que questiona uma das ideias mais repetidas sobre o tema.

Ao mesmo tempo, NR e NMN conseguem aumentar NAD+ no organismo. O que ainda não está demonstrado de forma consistente é se isso se traduz em benefícios clínicos relevantes — muito menos em viver mais.

Essa é a diferença que importa:

entender um mecanismo → modificar um marcador → melhorar a saúde → prolongar a vida.

Uma etapa não comprova automaticamente a seguinte.

A pesquisa continua. E vale acompanhar.

Longevidade não cabe em uma molécula.

👉🏻Salve e compartilhe com quem se interessa por longevidade.

Golden hour!  #ᴛʙᴛ ❤️☀️
20/08/2026

Golden hour! #ᴛʙᴛ ❤️☀️

17/08/2026

Tenho visto cada vez mais pessoas aumentando a fibra da alimentação porque ouviram que “quanto mais, melhor”.

E agora isso ganhou até nome: fibermaxxing.

A ideia parte de algo que faz sentido: fibra é essencial. Alimenta a microbiota, participa da produção de ácidos graxos de cadeia curta, contribui para a saúde intestinal, saciedade, controle glicêmico e saúde cardiovascular.

Mas aumentar muito a quantidade de uma vez não significa aumentar os benefícios na mesma proporção.

O tipo de fibra, a quantidade, a hidratação e, principalmente, o intestino de quem está consumindo fazem diferença.

Para algumas pessoas — especialmente quem já apresenta muita distensão, gases, alterações do hábito intestinal ou condições como SIBO — simplesmente colocar cada vez mais fibra na alimentação pode intensificar os sintomas.

E isso não significa que fibra seja o problema. Muito menos que ela deva ser retirada.

Significa que mais nem sempre é melhor.

Na prática, é preciso considerar tolerância, sintomas, variedade das fontes e progressão. E é justamente aí que o acompanhamento nutricional faz diferença: individualizar a estratégia em vez de simplesmente seguir uma quantidade que viralizou.

Fibra funciona melhor quando é personalizada — não quando é maximizada.

Você já aumentou a fibra achando que seu intestino iria melhorar e aconteceu justamente o contrário?

Salve este post e compartilhe com quem entrou na trend do .

Você dorme 7, 8 horas e mesmo assim acorda cansada?Nem sempre a questão está na quantidade de horas de sono.É possível d...
07/08/2026

Você dorme 7, 8 horas e mesmo assim acorda cansada?

Nem sempre a questão está na quantidade de horas de sono.

É possível dormir a noite inteira e ainda assim ter um sono fragmentado, com microdespertares ou pouco tempo nas fases mais profundas — muitas vezes sem nem perceber.

Estresse, alterações hormonais, deficiências nutricionais, apneia, pernas inquietas, dor, medicamentos, álcool e algumas condições metabólicas também podem interferir na qualidade do sono.

Por isso, quando acordar cansado vira rotina, eu não gosto de olhar apenas para “quantas horas você dorme”. É preciso entender o que pode estar impedindo esse sono de ser realmente reparador.

E isso também explica por que simplesmente tomar magnésio, melatonina ou um chá para dormir nem sempre resolve.

Às vezes, o problema não é dormir pouco. É não estar descansando enquanto dorme.

Um pretinho nada básico. 🖤 #ᴛʙᴛ
02/08/2026

Um pretinho nada básico. 🖤 #ᴛʙᴛ

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