31/05/2026
“Achei que só acontecia comigo.”
Essa é uma frase que escuto com frequência no consultório.
E talvez ela diga muito sobre como ainda vivemos a sexualidade: com silêncio, comparação, expectativas irreais e pouca conversa honesta sobre o que realmente acontece na vida íntima das pessoas.
Muita gente convive por anos com: baixa libido,
dificuldade de chegar ao orgasmo, dor na relação,
ansiedade de desempenho,
dificuldades de ereção, ejaculação rápida, ejaculação retardada, medo de falhar, vergonha,
desconexão do próprio corpo.
E sofre não apenas pela dificuldade em si… mas pela sensação de inadequação.
Como se fosse a única pessoa passando por aquilo.
Quando a sexualidade vira um tema cercado de silêncio, é comum que o sofrimento também se torne silencioso.
E, muitas vezes, o primeiro alívio começa justamente quando a pessoa percebe:
ela não está sozinha.
E perceber que aquilo é mais comum do que parece não tira apenas o peso da vergonha.
Também ajuda a abrir espaço para acolhimento, conversa e possibilidade de cuidado.
Paula Napolitano | Psicóloga | CRP 06/90349 | Especialista em Terapia Sexual, em Terapia Cognitivo Comportamental e em Terapia Cognitiva Sexual