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SEXplicando.com Papo Aberto: Sexualidade sem Mitos e Tabus. Paula Napolitano é psicóloga clínica pós-graduada em Terapia Sexual.

Com quase 10 anos de experiência, além de atender pacientes em seu consultório, dá palestras e workshops para os mais diversos públicos, em escolas, empresas e instituições ou pequenos grupos particulares.

“Achei que só acontecia comigo.”Essa é uma frase que escuto com frequência no consultório.E talvez ela diga muito sobre ...
31/05/2026

“Achei que só acontecia comigo.”

Essa é uma frase que escuto com frequência no consultório.

E talvez ela diga muito sobre como ainda vivemos a sexualidade: com silêncio, comparação, expectativas irreais e pouca conversa honesta sobre o que realmente acontece na vida íntima das pessoas.

Muita gente convive por anos com: baixa libido,
dificuldade de chegar ao orgasmo, dor na relação,
ansiedade de desempenho,
dificuldades de ereção, ejaculação rápida, ejaculação retardada, medo de falhar, vergonha,
desconexão do próprio corpo.

E sofre não apenas pela dificuldade em si… mas pela sensação de inadequação.
Como se fosse a única pessoa passando por aquilo.

Quando a sexualidade vira um tema cercado de silêncio, é comum que o sofrimento também se torne silencioso.

E, muitas vezes, o primeiro alívio começa justamente quando a pessoa percebe:
ela não está sozinha.

E perceber que aquilo é mais comum do que parece não tira apenas o peso da vergonha.

Também ajuda a abrir espaço para acolhimento, conversa e possibilidade de cuidado.

Paula Napolitano | Psicóloga | CRP 06/90349 | Especialista em Terapia Sexual, em Terapia Cognitivo Comportamental e em Terapia Cognitiva Sexual

Vivemos em uma cultura que muitas vezes passa a ideia de que uma vida sexual saudável significa: ter vontade frequente, ...
27/05/2026

Vivemos em uma cultura que muitas vezes passa a ideia de que uma vida sexual saudável significa: ter vontade frequente, desejo espontâneo, disposição constante e uma sexualidade sempre intensa.

E quando a realidade não corresponde a isso, muita gente começa a se sentir inadequada.

Como se estivesse vivendo a sexualidade “errado”.

Como se todo mundo estivesse desejando mais, transando mais ou vivendo relações mais intensas. Mas desejo não funciona na base da obrigação.

A pressão, a comparação e a cobrança costumam afastar justamente aquilo que favorece o prazer: presença, conexão, segurança e espontaneidade.

E não é raro que toda essa pressão acabe impactando justamente a resposta sexual: dificultando o desejo, a excitação, a ereção, o orgasmo ou aumentando ainda mais a ansiedade durante o s**o.

Quanto mais o s**o vira um lugar de cobrança e vigilância, mais difícil costuma ser viver presença e prazer.

Paula Napolitano | Psicóloga | CRP 06/90349 | Especialista em Terapia Sexual, em Terapia Cognitivo Comportamental e em Terapia Cognitiva Sexual

Li esse livro há muitos anos e foi uma leitura importante no meu caminho profissional.E, mesmo depois de tanto tempo, ai...
08/05/2026

Li esse livro há muitos anos e foi uma leitura importante no meu caminho profissional.

E, mesmo depois de tanto tempo, ainda é um daqueles livros que fazem sentido indicar. Por isso quis trazer ele aqui.

“Descobrindo o Prazer”, de Julia Heiman e Joseph LoPiccolo, é um dos livros que ajudaram a organizar a forma como entendemos o desenvolvimento da sexualidade feminina: não como algo automático, mas como um processo que pode (e precisa) ser aprendido.

Ele parte de um ponto importante: muitas dificuldades se***is não estão em “falta de desejo” ou “falta de resposta do corpo”, mas em **falta de repertório, de informação e de experiência construída com segurança**.

Ao longo do livro, os autores propõem exercícios, reflexões e caminhos que ajudam a mulher a:

– se reconectar com o próprio corpo

– reconhecer o que sente (e o que não sente)

– ampliar o repertório de prazer

– e sair de uma posição mais passiva na vivência da sexualidade

No consultório, isso aparece com muita frequência.

Mulheres que chegam achando que “têm um problema”, quando muitas vezes, na verdade, nunca tiveram espaço (interno ou externo), para aprender sobre si mesmas, sobre o próprio corpo e sobre o próprio prazer.

E talvez por isso esse livro ainda faça tanto sentido:

porque ele tira a sexualidade do lugar de cobrança e leva para o lugar de construção.

Se esse tema te interessa, esse livro pode ser um bom começo para ampliar essa conversa.

**Prazer não é sobre “funcionar melhor”.
É sobre se conhecer o suficiente para viver de um jeito mais seu.**

Paula Napolitano | Psicóloga | CRP 06/90349 | Especialista em Terapia Sexual, em Terapia Cognitivo Comportamental e em Terapia Cognitiva Sexual

Viajar é uma delícia.Viajar em família também. Mas cansa e às vezes cansa mais do que a gente imaginava.E é nesse contex...
05/05/2026

Viajar é uma delícia.

Viajar em família também. Mas cansa e às vezes cansa mais do que a gente imaginava.

E é nesse contexto que a tela muitas vezes vira o caminho mais fácil. Às vezes, o necessário também. E tudo bem. Sem culpa, porque a culpa também não ajuda em nada.

Aqui em casa, a gente tenta um combinado possível: telas não são plano A nem B… estão mais pra plano D.

E o que tem ajudado muito nessas viagens é montar um kit, adaptado ao momento da Luna:

– Gibis da Turma da Mônica

– Livro personalizado com ela na história (ela ganhou dos tios Nanati e Matteo 💜 é uma ideia muito legal! Dá pra procurar na internet: você cria a criança como personagem dentro da história da Turma da Mônica, com as características dela. Aqui fez muito sucesso.

– Livro de procurar animais e de leituras.

– Livro de atividades (ela aproveitou muito!)

– Jogos de bolso - Dobble e Sequence for Kids - adoramos jogar juntos!

– Estojo com canetinhas com glitter, lápis, borracha e fitas coloridas.

E o mais interessante nem foi só o kit. Foi o que ele possibilitou:

✔️ momentos de autonomia (ela brincando sozinha)

✔️ momentos pra gente também respirar e aproveitar um pouco

✔️ e momentos de família, de troca, de presença

Além de muita criatividade no meio do caminho, com direito a desenhos-surpresa em guardanapos 🥹

Essa viagem foi mais curtinha, teve um casamento (que a gente não escolhe a data 😅) e acabou coincidindo com umas férias que já tínhamos planejado.

Mas em breve teremos alguns dias de férias, com deslocamentos mais longos.

E eu já preparei um kit diferente pra testar… depois mostro tudo por aqui.

Não existe “kit ideal”. Existe o que faz sentido pra fase, interesse e dinâmica de cada família.

E me conta:

Você já montou algum kit assim? Que ideias têm funcionado por aí?

Paula Napolitano | Psicóloga | CRP 06/90349 | Especialista em Terapia Sexual, em Terapia Cognitivo Comportamental e em Terapia Cognitiva Sexual

Esse é um daqueles mitos que muita gente não para pra questionar, mas que impacta diretamente expectativas, inseguranças...
26/04/2026

Esse é um daqueles mitos que muita gente não para pra questionar, mas que impacta diretamente expectativas, inseguranças e até a forma como o encontro sexual acontece.

Porque quando a gente acredita que prazer tem a ver principalmente com tamanho, acaba deixando de olhar para outros aspectos que são, muitas vezes, muito mais determinantes.

No próximo post, aprofundo esse tema e te explico o que pode fazer diferença no prazer, falo sobre a anatomia do p***s e do corpo, e te convido a refletir se é o tamanho em si que importa… ou o significado que a gente dá a ele. E de onde vem essa ideia de que “quanto maior, melhor”. E você: já parou pra questionar isso?

Paula Napolitano | Psicóloga | CRP 06/90349 | Especialista em Terapia Sexual, em Terapia Cognitivo Comportamental e em Terapia Cognitiva Sexual

O álcool costuma ser visto como um “facilitador” na vida sexual.E, de fato, ele pode diminuir a inibição e a vergonha.Ma...
24/04/2026

O álcool costuma ser visto como um “facilitador” na vida sexual.

E, de fato, ele pode diminuir a inibição e a vergonha.

Mas isso não significa que ele estimule o desejo ou o prazer.

Na prática, ele também pode reduzir a resposta do corpo, afetando a excitação, a sensibilidade, a ereção e a chegada ao orgasmo.

E um ponto importante: a quantidade importa. Quanto maior o consumo, maior tende a ser esse impacto.

Por isso, o que parece ajudar no início… nem sempre sustenta uma experiência prazerosa depois, pelo contrário.

Vale observar como isso aparece na sua experiência e no seu corpo.

Paula Napolitano | Psicóloga | CRP 06/90349 | Especialista em Terapia Sexual, em Terapia Cognitivo Comportamental e em Terapia Cognitiva Sexual

Esse é um dos livros que eu gostei muito de ler e quis trazer por aqui.Va**na: uma biografia, de Naomi Wolf, traz uma mu...
10/04/2026

Esse é um dos livros que eu gostei muito de ler e quis trazer por aqui.

Va**na: uma biografia, de Naomi Wolf, traz uma mudança importante na forma de entender a sexualidade feminina.

Ela não pode ser separada entre corpo e mente.

Existe uma conexão direta entre va**na e cérebro, e isso faz com que experiências de vida, contexto emocional e até vivências corporais impactem diretamente o desejo e o prazer.

Na prática clínica, isso aparece o tempo todo.

O corpo não responde isoladamente. Ele responde ao que está sendo vivido. Ao contexto, à história, ao momento da vida.

Talvez o problema não esteja no corpo em si… mas na expectativa de que ele funcione desconectado de todo o resto.

Você já leu esse livro? O que achou? Não leu, mas ficou com vontade de ler?

Paula Napolitano | Psicóloga | CRP 06/90349 | Especialista em Terapia Sexual, em Terapia Cognitivo Comportamental e em Terapia Cognitiva Sexual

A frequência sexual não é uma regra é uma construção.Ela muda ao longo da vida, com o tempo, com o contexto, com a relaç...
27/03/2026

A frequência sexual não é uma regra é uma construção.

Ela muda ao longo da vida, com o tempo, com o contexto, com a relação e de pessoa para pessoa, de casal para casal.

E tudo bem.

O que sustenta uma vida sexual não é seguir um padrão, mas conseguir olhar para a própria relação, conversar e ajustar o que faz sentido naquele momento.

Menos comparação.

Mais construção.

Paula Napolitano | Psicóloga | CRP 06/90349 | Especialista em Terapia Sexual, em Terapia Cognitivo Comportamental e em Terapia Cognitiva Sexual

A ideia de que existe uma frequência sexual “normal” para os casais é muito difundida e também fonte de muita comparação...
22/03/2026

A ideia de que existe uma frequência sexual “normal” para os casais é muito difundida e também fonte de muita comparação e cobrança.

Mas será que a sexualidade funciona mesmo assim?

Quero saber a sua opinião:

Você acha que existe uma frequência sexual ideal para um casal?

- Ela é igual para todo mundo?
- Ou cada relação encontra o seu próprio ritmo?

Conta aqui nos comentários o que você pensa.

Nos próximos posts vou aprofundar esse tema.

Paula Napolitano | Psicóloga | CRP 06/90349 | Especialista em Terapia Sexual, em Terapia Cognitivo Comportamental e em Terapia Cognitiva Sexual

Muitas pessoas imaginam que, ao morar junto, a frequência sexual vai aumentar.Mas para muitos casais acontece até mesmo ...
20/03/2026

Muitas pessoas imaginam que, ao morar junto, a frequência sexual vai aumentar.

Mas para muitos casais acontece até mesmo o contrário, pelo menos em alguns momentos.

Dividir a vida também significa ajustar rotinas, hábitos, expectativas e formas diferentes de fazer as coisas.

Cada pessoa vem de referências familiares e experiências de vida diferentes, e isso às vezes gera desentendimentos e adaptações no começo da convivência.

Tudo isso pode impactar o desejo.

Isso não significa que o relacionamento esteja pior, significa que conviver também exige construção.

Você também achava que morar junto aumentaria a frequência sexual?

Ou percebeu que a convivência trouxe novos desafios para o desejo?

Paula Napolitano | Psicóloga | CRP 06/90349 | Especialista em Terapia Sexual, em Terapia Cognitivo Comportamental e em Terapia Cognitiva Sexual

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