Cátia Monari

Como chegar Site

Cátia Monari Terapeuta Sistêmica, especialista em Síndrome do Gêmeo Sobrevivente, Constelação Empresarial

Terapeuta sistémica
Especialista em síndrome do gêmeo sobrevivente e constelação empresarial
+10.000 alunos formados
+20.000 atendimentos realizados de terapia sistêmica
+30 cursos relacionados à consciência sistemica
2 livros publicados

Muda o relacionamento, mas a sensação é parecida.Muda o trabalho, mas o problema volta.Mudam as pessoas, mas você acaba ...
02/10/2026

Muda o relacionamento, mas a sensação é parecida.
Muda o trabalho, mas o problema volta.
Mudam as pessoas, mas você acaba ocupando o mesmo lugar.

E aí a gente pensa: “como eu fui parar aqui de novo?”

Só que tem uma coisa que a gente esquece: você pode ter mudado todo o cenário, mas continua olhando pra ele a partir da mesma história.

Sem perceber, você presta atenção nas mesmas coisas, interpreta de um jeito parecido e responde como aprendeu a responder.

E é assim que alguns padrões vão se repetindo, não necessariamente porque a vida insiste em trazer a mesma situação, mas porque tem algo ali que você ainda está enxergando do mesmo lugar.

É uma das coisas que a constelação ajuda a perceber: não só o que está se repetindo, mas de onde vem esse jeito de olhar e reagir.

Porque, às vezes, a história muda quando você percebe o lugar que continua ocupando nela.

E aí, me conta: tem alguma situação na sua vida que parece só mudar de personagem?

Setembro terminou e uma frase apareceu muito por aqui durante o mês:“Parece que você escreveu isso pra mim.”Talvez porqu...
01/10/2026

Setembro terminou e uma frase apareceu muito por aqui durante o mês:

“Parece que você escreveu isso pra mim.”

Talvez porque a gente passe anos repetindo algumas coisas sem perceber que são padrões. Até o dia em que alguma coisa faz a gente se enxergar.

Reconhecer não significa que você vai parar de repetir amanhã.

Mas existe uma diferença importante: agora você se vê fazendo.

E entre repetir sem perceber e perceber enquanto repete começa a existir espaço para uma escolha diferente.

Você não precisava terminar setembro transformada.

Se terminou o mês se enxergando um pouco mais, alguma coisa já começou.

Qual foi o seu maior “sou eu” do mês de setembro?

Hoje eu volto pra casa.E fiquei pensando que talvez a parte mais interessante de uma viagem comece justamente quando ela...
30/09/2026

Hoje eu volto pra casa.

E fiquei pensando que talvez a parte mais interessante de uma viagem comece justamente quando ela termina.

Porque é fácil se sentir diferente longe da rotina.

Você está em outro lugar, vivendo outros horários, vendo outras coisas. O automático é interrompido quase sem esforço.

A pergunta é quem você consegue ser quando volta.

Quando encontra de novo as mesmas pessoas, os mesmos compromissos, os mesmos gatilhos e aquela rotina que conhece tão bem a sua versão antiga.

É aí que algumas mudanças permanecem e outras desaparecem.

E acho que isso vale para muito mais do que uma viagem.

Às vezes você entende exatamente o padrão que repete. Reconhece de onde ele vem. Percebe o que gostaria de fazer diferente.

Mas aí chega segunda-feira.

A conversa acontece de novo. A pessoa aperta o mesmo botão. A situação se repete.

E, antes de perceber, você responde do jeito de sempre.

Não porque não aprendeu nada.

Mas porque entender uma mudança e conseguir sustentá-la são coisas diferentes.

Talvez seja por isso que eu não goste tanto da ideia de “mudar de vida”.

Na maioria das vezes, a gente não precisa de outra vida.

Precisa conseguir ocupar essa de um jeito diferente.

Foi muito disso que falamos por aqui durante setembro. E, se você passou esse mês se reconhecendo nos posts, talvez o próximo passo não seja entender mais.

Talvez seja começar a trabalhar aquilo que você já entendeu.

É justamente esse espaço que eu construo nas minhas mentorias: sair do reconhecimento e começar, aos poucos, a sustentar respostas diferentes na vida real.

Se fizer sentido para você, me chama e eu te explico como funciona.

E quero te deixar uma pergunta: o que você já entendeu sobre si, mas ainda tem dificuldade de viver diferente?

Ontem eu corri uma maratona.Hoje acordei sem treino para cumprir, sem quilômetros para contar, sem aquela data lá na fre...
28/09/2026

Ontem eu corri uma maratona.

Hoje acordei sem treino para cumprir, sem quilômetros para contar, sem aquela data lá na frente organizando os meus dias.

E no meio de toda a felicidade pelo que vivi, apareceu uma sensação que eu já conhecia:

“E agora?”

É estranho admitir isso depois de realizar algo que você queria tanto.

Porque parece que conquista só combina com felicidade. Você conseguiu. Deu certo. Era exatamente o que queria. Então por que existe um vazio ali?

Talvez porque, durante meses, aquela meta não ocupou apenas a sua agenda. Ela ocupou espaço dentro de você.

Tinha sempre um próximo treino, uma próxima decisão, alguma coisa apontando para frente.

Até que você chega.

E aquilo que te deu direção por tanto tempo deixa de ser futuro e vira lembrança de um dia para o outro.

Acho que existe um pequeno luto aí.

Não pelo que acabou mal.
Justamente pelo que acabou bem.

E talvez a nossa pressa seja preencher esse espaço imediatamente: escolher a próxima prova, inventar a próxima meta, encontrar alguma coisa nova para desejar.

Mas eu não quero fazer isso hoje.

Quero deixar a chegada ser chegada.

Sentir orgulho. Sentir saudade. Sentir esse vazio estranho também. E descobrir quem eu sou nos dias em que não existe uma linha de chegada me esperando.

Porque talvez a vida não aconteça apenas enquanto a gente está indo atrás de alguma coisa.

Talvez ela aconteça muito nesse intervalo também.

E você: já realizou algo que queria muito e, depois da felicidade, se pegou pensando “e agora?”

Hoje eu corri 42 km em Berlim.E não saí da prova pensando que “somos capazes de tudo”. Não somos. Existem limites reais ...
27/09/2026

Hoje eu corri 42 km em Berlim.

E não saí da prova pensando que “somos capazes de tudo”. Não somos. Existem limites reais e saber reconhecê-los também é maturidade.

O que ficou comigo foi uma pergunta mais interessante: quantas vezes a gente chama de limite aquilo que, na verdade, é desconforto?

Porque o desconforto também sabe falar com muita convicção.

“Para.”
“Volta.”
“Isso não é pra você.”
“Você não aguenta.”

Na corrida, eu conseguia perceber a diferença entre aquela voz e o que meu corpo realmente estava dizendo. Na vida, essa distinção nem sempre é tão clara.

Tem coisa que precisa ser encerrada. Tem caminho que precisa ser abandonado. Tem limite que merece ser respeitado.

Mas também existem momentos em que parar significa apenas voltar para um lugar conhecido porque o próximo passo ainda parece estranho demais.

E talvez o trabalho seja justamente aprender a diferenciar uma coisa da outra.

A maratona ainda me lembrou de algo que eu gosto muito: autonomia não é fazer tudo sozinha.

Eu atravessei a linha de chegada com as minhas pernas, mas havia muita gente dentro daqueles 42 km.

Talvez seja assim fora deles também.

Nem todo desconforto é um sinal para parar. E precisar de alguém no caminho não diminui em nada a distância que foi você quem percorreu.

Hoje, eu fico com essas duas conclusões.

Amanhã, em algum momento, essa experiência vai virar número.Vai ter tempo no relógio, posição, quilômetros mais rápidos ...
26/09/2026

Amanhã, em algum momento, essa experiência vai virar número.

Vai ter tempo no relógio, posição, quilômetros mais rápidos e mais lentos. Vai ter uma medalha. Provavelmente uma foto na chegada.

E vai ser muito fácil olhar para tudo isso e decidir, em poucos segundos, se “foi bom”.

A gente faz isso com quase tudo.

Uma viagem vira quantos lugares conheceu.
Um trabalho vira quanto cresceu.
Um projeto vira se deu retorno.
Um ano vira o que conseguiu realizar.

Até as experiências que escolhemos porque queríamos vivê-las acabam passando pelo tribunal do desempenho.

Por isso estou tentando guardar o dia de hoje.

Hoje essa maratona ainda não é um resultado.

É uma cidade diferente. É o número de peito separado. É pensar no caminho que vou percorrer amanhã. É expectativa. É curiosidade. É uma experiência que ainda está inteira — antes de eu decidir o que ela significa com base em um número.

Talvez eu queira levar isso comigo para a largada:

nem tudo o que importa precisa provar alguma coisa.

Algumas coisas podem simplesmente ser vividas.

E talvez uma das formas mais difíceis de sair do piloto automático seja essa: parar de avaliar a vida enquanto ela ainda está acontecendo.

Amanhã eu corro.

Depois eu vejo o número.

Em que parte da sua vida você está tão preocupada em saber se está “indo bem” que esqueceu de perceber que ainda está vivendo?

ForaDoPilotoAutomatico

Tem algo em Berlim que me marcou: a cidade não parece tentar convencer ninguém de que certas coisas nunca aconteceram.As...
25/09/2026

Tem algo em Berlim que me marcou: a cidade não parece tentar convencer ninguém de que certas coisas nunca aconteceram.

As marcas estão ali. Algumas preservadas, outras reconstruídas como memória. Não para transformar a dor em paisagem, mas para que aquilo que aconteceu tenha um lugar na história.

E caminhar por esses lugares me fez pensar sobre uma palavra que aparece muito no meu trabalho: integração.

Integrar não é esquecer. Também não é reviver indefinidamente.

É conseguir reconhecer: isso aconteceu comigo, teve consequências, faz parte da minha história mas não precisa continuar conduzindo a minha vida.

Guardadas todas as proporções entre uma experiência individual e a dimensão histórica do que aconteceu aqui, existe algo nessa postura que me toca profundamente.

Porque, às vezes, gastamos anos tentando apagar capítulos que talvez não precisem desaparecer. Precisem apenas encontrar um lugar.

O passado não precisa ser esquecido para perder o comando.

E talvez seguir em frente seja menos sobre virar uma página como se ela nunca tivesse existido e mais sobre conseguir continuar escrevendo sabendo que ela está lá.

Tem alguma parte da sua história que você já não precisa apagar, mas aprender a colocar no lugar?

Berlim

Tem uma liberdade estranha em não saber.Depois de adultos, a gente constrói uma vida em torno daquilo que domina. Os mes...
24/09/2026

Tem uma liberdade estranha em não saber.

Depois de adultos, a gente constrói uma vida em torno daquilo que domina. Os mesmos caminhos, hábitos, respostas. Isso facilita muita coisa mas também permite que a gente passe pelos dias sem precisar estar completamente neles.

Até que alguma coisa muda.

Você chega a um lugar novo, começa algo do zero, não sabe qual direção seguir. E aquilo que parecia desconforto vira presença. Você olha mais. Pergunta mais. Repara mais.

Talvez seja isso que eu esteja sentindo aqui.

Não é só o encanto de conhecer um lugar novo. É o efeito de voltar a ser iniciante.

E talvez a gente não precise viajar para sentir isso. Às vezes basta fazer alguma coisa que nos devolva a curiosidade e nos tire, por alguns instantes, daquilo que já sabemos de cor.

Quando foi a última vez que você fez alguma coisa pela primeira vez?

“Eu já entendi tudo isso. Então por que continuo fazendo igual?”Eu escuto essa pergunta o tempo todo.Porque entender e m...
22/09/2026

“Eu já entendi tudo isso. Então por que continuo fazendo igual?”
Eu escuto essa pergunta o tempo todo.

Porque entender e mudar não acontecem na mesma velocidade.

Primeiro você percebe o padrão depois que ele aconteceu. Depois, começa a perceber enquanto está acontecendo. Até que, um dia, consegue reconhecê-lo antes e aparece a possibilidade de fazer diferente.

É assim que muita mudança acontece: não de uma vez, mas cada vez um pouco antes.

O problema é que, no meio desse caminho, você olha para uma repetição e pensa que voltou para o começo.

Não voltou.

Se hoje você consegue enxergar o que antes fazia no automático, alguma coisa já mudou.

Então, em vez de perguntar “por que eu ainda faço isso?”, talvez valha perguntar:
“O que eu já consigo perceber hoje que antes eu nem percebia?”

Às vezes, você não está parada. Só está no meio do caminho.

Duas pessoas podem fazer exatamente a mesma coisa mas por motivos completamente diferentes.Uma faz porque quer. A outra ...
21/09/2026

Duas pessoas podem fazer exatamente a mesma coisa mas por motivos completamente diferentes.

Uma faz porque quer. A outra porque sente que não poderia fazer diferente sem culpa, medo ou a sensação de estar decepcionando alguém.

É aí que muitos padrões aparecem: não necessariamente no que você faz, mas na sensação de que não existe outra opção.

Por isso, reconhecer um padrão não significa precisar mudar tudo.
Às vezes, a mudança começa simplesmente quando você percebe que pode escolher.

Então pensa em algo que você “sempre faz” e se pergunta:
O que eu acho que aconteceria se, dessa vez, eu fizesse diferente?
A resposta pode dizer muita coisa.

Endereço

São Paulo, SP

Notificações

Seja o primeiro a saber: enviaremos um e-mail para você quando Cátia Monari publicar novidades e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado para nenhum outro fim, e você pode cancelar a inscrição a qualquer momento.

Atalhos

Compartilhar

Categoria