Cátia Monari

Cátia Monari Terapeuta Sistêmica, especialista em Síndrome do Gêmeo Sobrevivente, Constelação Empresarial

Terapeuta sistémica
Especialista em síndrome do gêmeo sobrevivente e constelação empresarial
+10.000 alunos formados
+20.000 atendimentos realizados de terapia sistêmica
+30 cursos relacionados à consciência sistemica
2 livros publicados

Tem uma pergunta que muita mulher faz:“Por que eu sempre acabo vivendo a mesma história?”Quase sempre a resposta é procu...
31/07/2026

Tem uma pergunta que muita mulher faz:

“Por que eu sempre acabo vivendo a mesma história?”

Quase sempre a resposta é procurada no homem. Mas, muitas vezes, o que se repete não é a pessoa.

É a sensação.

A ansiedade de esperar uma mensagem. O alívio quando ele finalmente demonstra interesse. A impressão de que, se você fizer tudo certo, vai conseguir ser escolhida.

O nosso corpo não busca apenas o que faz bem. Ele busca o que conhece.

E, quando a gente aprende muito cedo que amor vem misturado com dúvida, distância ou esforço, a tranquilidade pode parecer falta de química.

Não porque você goste de sofrer. Mas porque o seu sistema nervoso ainda confunde intensidade com conexão.

A mudança não começa quando aparece um homem diferente. Ela começa quando você deixa de precisar da tensão para acreditar que existe amor. Porque, às vezes, o amor mais saudável da sua vida também vai ser o mais desconhecido.

Me conta: qual sensação parece se repetir em todos os seus relacionamentos?

Tem uma frase que eu escuto o tempo todo:“Eu já tentei de tudo.”E eu nunca duvido do esforço de quem diz isso.Porque, na...
30/07/2026

Tem uma frase que eu escuto o tempo todo:

“Eu já tentei de tudo.”

E eu nunca duvido do esforço de quem diz isso.

Porque, na maioria das vezes, essa pessoa realmente leu os livros, fez terapia, participou de cursos, ouviu podcasts, pesquisou, estudou e tentou colocar muita coisa em prática. Não faltou vontade de mudar.

O que costuma faltar é perceber que quase todas essas tentativas seguem a mesma lógica.

A gente troca o método, troca o profissional, troca a técnica mas continua tentando resolver tudo pelo mesmo lugar: entendendo mais, controlando mais, se esforçando mais.

Só que nem todo padrão nasceu da razão.

Alguns nasceram para proteger um vínculo, garantir pertencimento ou tornar a vida suportável em algum momento da nossa história. E o que nasceu como proteção dificilmente vai embora só porque agora você entende de onde veio.

É por isso que tanta gente sabe exatamente por que faz o que faz e continua repetindo.

Não porque seja fraca. Não porque não queira mudar.

Mas porque existe uma diferença enorme entre compreender um padrão e conseguir atravessar o medo de deixá-lo para trás.

Às vezes, “eu já tentei de tudo” signif**a apenas que você tentou tudo aquilo que ainda não colocava em risco a forma como aprendeu a sobreviver.

E talvez seja justamente aí que a mudança esteja esperando.

Me conta: qual é uma coisa sobre você que você já entendeu faz tempo, mas ainda não conseguiu transformar?

Tem um preço escondido em todo “sim” que era para ter sido um “não”.Na hora parece mais fácil evitar o desconforto, não ...
29/07/2026

Tem um preço escondido em todo “sim” que era para ter sido um “não”.

Na hora parece mais fácil evitar o desconforto, não criar conflito e manter tudo em paz. Só que essa paz costuma durar pouco.

Porque aquilo que você não conseguiu dizer para o outro quase sempre acaba sendo dito para você mesma, em forma de cansaço, irritação ou ressentimento.

Muita gente acredita que o problema é falta de firmeza e passa a procurar técnicas de comunicação, frases prontas e maneiras de impor limites.

Mas, muitas vezes, o que trava não é a fala. É o medo do que pode acontecer depois dela.

Medo de decepcionar, de desagradar, de criar distância ou de perder um vínculo que parece importante demais para ser colocado em risco.

E a mudança começa quando você descobre, aos poucos, que relações saudáveis conseguem sobreviver a um “não”.

Elas podem atravessar um incômodo, uma discordância ou um desconforto. Mas permanecem.

Quem só f**a enquanto você diz “sim” talvez nunca tenha conhecido você de verdade. Conheceu apenas a versão de você que nunca contrariava ninguém.

Me conta: qual é o “não” que você engole com mais frequência? E, principalmente, para quem?

Acho que uma das frases mais perigosas que a gente pode dizer é: “eu sou assim”.Não porque ela seja sempre falsa, mas po...
28/07/2026

Acho que uma das frases mais perigosas que a gente pode dizer é: “eu sou assim”.

Não porque ela seja sempre falsa, mas porque, muitas vezes, ela encerra uma conversa que ainda precisava acontecer.

Tem coisas que fazem parte de quem a gente é. Mas tem outras que são só estratégias que aprendemos para sobreviver, agradar, pertencer ou evitar uma dor. E, de tanto repetir, elas acabam parecendo personalidade.

O autoconhecimento muda tudo quando você para de perguntar “como eu sou?” e começa a perguntar “por que eu aprendi a ser assim?”.

Porque é aí que aparece a possibilidade de escolher diferente.

Me conta: qual característica sua você já percebeu que não era personalidade, mas um padrão?

Durante muito tempo eu achei que isso era falta de disciplina.Todo mundo dizia a mesma coisa: senta, foca, para de se di...
27/07/2026

Durante muito tempo eu achei que isso era falta de disciplina.

Todo mundo dizia a mesma coisa: senta, foca, para de se distrair. E eu tentava. Ficava olhando para a tela, esperando a ideia aparecer. Quanto mais eu insistia, mais parecia que ela fugia.

O curioso é que bastava levantar. Ir caminhar, dirigir ou correr. Sem perceber, aquilo que estava completamente embolado começava a fazer sentido.

Foi aí que eu entendi uma coisa: existe uma diferença enorme entre o método certo e o método que ensinaram para você.

A gente cresce acreditando que só existe um jeito de se conhecer. Em silêncio, olhando para dentro, organizando os pensamentos. E isso funciona muito bem para algumas pessoas.

Mas não para todas.

Tem gente que só entende o que sente quando escreve. Tem gente que precisa conversar para descobrir o que pensa. Tem gente que encontra respostas caminhando. Eu encontro correndo.

Não é a corrida que faz a mágica. É o movimento. Enquanto o corpo faz o que já sabe fazer, a mente finalmente ganha espaço para organizar o que antes parecia um nó.

Por isso, talvez a pergunta mais importante não seja “como eu me conheço?”, mas “onde eu consigo me ouvir de verdade?”.

Porque talvez você não precise se esforçar mais para se entender.

Talvez só precise parar de tentar fazer isso pelo manual de outra pessoa.

E você? Onde as suas melhores ideias costumam aparecer? Na mesa, caminhando, dirigindo ou também em movimento?

Hoje eu atravessei São Paulo correndo.Enquanto passava por ruas que fazem parte da minha história, me dei conta de uma c...
26/07/2026

Hoje eu atravessei São Paulo correndo.

Enquanto passava por ruas que fazem parte da minha história, me dei conta de uma coisa que nunca tinha pensado.

Esta cidade me conheceu filha. Anos depois, me conheceu esposa. Mas talvez nunca tenha conhecido uma versão minha que fosse simplesmente eu.

E eu não digo isso com tristeza.

Eu amo a vida que construí e escolheria tudo de novo.

Só que a vida, às vezes, acontece tão rápido que a gente passa de um papel para o outro sem perceber o que ficou no caminho.

Filha. Esposa. Mãe. Profissional.

Papéis bonitos, importantes e cheios de sentido.

Mas, quando eles ocupam todo o espaço, a mulher por trás deles vai f**ando cada vez mais silenciosa.

Nas terapias sistêmicas, a gente fala muito sobre lugar. E lugar não é um endereço. É o espaço interno de onde você vive a sua própria vida.

Hoje eu entendi que essa corrida nunca foi só sobre completar 21 quilômetros.

Foi sobre experimentar, por algumas horas, a liberdade de não precisar ser nada além de mim.

E talvez seja disso que tantas mulheres sintam falta sem conseguir colocar em palavras: não de outra vida, mas de um lugar onde possam existir antes de ocupar qualquer papel.

Me conta: entre a casa onde você nasceu e a casa que você construiu, existiu algum momento em que você foi só sua?

Outro dia ouvi um casal dizendo, com muito orgulho, que eles quase não brigavam mais. E aquilo ficou na minha cabeça, po...
25/07/2026

Outro dia ouvi um casal dizendo, com muito orgulho, que eles quase não brigavam mais. E aquilo ficou na minha cabeça, porque essa frase pode signif**ar duas coisas completamente diferentes.

Às vezes, signif**a que duas pessoas aprenderam a conversar. Mas, às vezes, signif**a apenas que elas desistiram de tentar.

Enquanto ainda existe esperança de ser ouvido, a gente fala, insiste, reclama, volta no assunto. Quando essa esperança vai acabando, o silêncio começa a ocupar o lugar das conversas.

De fora, parece paz. Por dentro, muitas vezes é só distância.

Sem perceber, vocês passam a falar apenas sobre a logística da vida: contas, filhos, trabalho, compromissos. E deixam de falar sobre vocês.

Tem uma pergunta que costuma dizer muito sobre um relacionamento: quando acontece alguma coisa boa no seu dia, quem é a primeira pessoa para quem você quer contar?

Porque, quando essa resposta deixa de ser quem divide a vida com você, a distância já começou faz tempo.

Eu gosto de pensar que todo relacionamento é um endereço. É o lugar para onde levamos nossas alegrias, medos e pequenas histórias do dia. Quando esse endereço muda, a relação começa a esvaziar antes mesmo de terminar.

🤍 Me conta: qual foi a última conversa que vocês tiveram que não era sobre trabalho, filhos, contas ou a lista do mercado?

Tem uma cena que acontece em muitas famílias e quase ninguém presta atenção nela.Você passa semanas sem ver ninguém. Che...
24/07/2026

Tem uma cena que acontece em muitas famílias e quase ninguém presta atenção nela.

Você passa semanas sem ver ninguém. Chega para um almoço de domingo, uma festa de aniversário, um feriado e, em menos de meia hora, já está discutindo por uma coisa boba ou respondendo de um jeito que nem combina mais com quem você é.

Depois vai embora pensando: “Meu Deus, por que eu só fico assim quando estou com eles?”

E, normalmente, a resposta é que não tem a ver com falta de amor.

Tem a ver com memória.

A gente costuma acreditar que as famílias mudam na mesma velocidade que as pessoas. Mas nem sempre é assim.

Você cresce, muda de cidade, constrói carreira, vive outras relações, aprende a colocar limites. Só que, quando todo mundo se reúne de novo, é como se aquela organização antiga também voltasse a ocupar o lugar dela.

E tem uma parte que eu acho fascinante.

Os papéis familiares nunca existem sozinhos.

Se alguém sempre foi “a que resolve”, quase sempre existe alguém que aprendeu que podia depender dela.

Se alguém virou “a forte”, outra pessoa acabou ocupando o lugar de quem podia desabar.

Se alguém era “a que nunca dava trabalho”, talvez outra pessoa tenha carregado o papel de chamar toda a atenção.

Os lugares foram sendo construídos juntos.

Por isso mudar pode parecer tão difícil.

Porque, quando você tenta sair do personagem que sempre interpretou, não é só você que precisa se reorganizar. Todo o sistema sente esse movimento.

E aí aparecem as frases de sempre, as brincadeiras de sempre, aquele olhar que parece dizer: “Você continua sendo a mesma.”

Durante muito tempo eu achei que a liberdade era conseguir fazer a família enxergar quem eu me tornei.

Hoje penso diferente.

A liberdade começa quando você não precisa mais convencer ninguém.

Quando consegue sentar na mesma mesa, ouvir as mesmas histórias, escutar a mesma provocação e ainda assim responder como a mulher que você é hoje.

Sem entrar no papel antigo.

Sem precisar provar nada.

Me conta: quando você está com a sua família, qual versão de você costuma aparecer primeiro?

Tem uma sensação que quase ninguém admite sentir. E talvez justamente por isso tanta gente carregue essa culpa em silênc...
23/07/2026

Tem uma sensação que quase ninguém admite sentir. E talvez justamente por isso tanta gente carregue essa culpa em silêncio.

Uma amiga conta uma notícia maravilhosa. Você f**a feliz por ela, abraça, comemora, torce de verdade. Mas, no meio dessa alegria, aparece um aperto que você não esperava. Um incômodo pequeno, quase instantâneo, que faz você pensar: “Por que eu senti isso?”

E, na maioria das vezes, o que mais dói nem é esse primeiro sentimento. É o julgamento que vem logo depois.

A gente aprende que isso é inveja e conclui que há alguma coisa errada com a gente. Mas quase nunca é tão simples.

Quando alguém muito próxima conquista algo que você também deseja, uma parte antiga de você pode sentir que o próprio lugar ficou ameaçado. Não porque você queira que ela perca. Nem porque não a ame. Mas porque, lá no fundo, existe um medo silencioso de não ser suficiente, de f**ar para trás, de não caber mais naquele lugar.

Percebe como isso quase nunca acontece com uma pessoa completamente desconhecida? É justamente com quem caminha ao nosso lado que essa sensação aparece. Porque não é sobre a conquista dela. É sobre o signif**ado que ela desperta dentro de você.

Nas terapias sistêmicas, a gente aprende que muitos dos sentimentos que mais nos envergonham não nasceram hoje. Eles carregam histórias muito mais antigas do que imaginamos. E, quando deixamos de lutar contra eles e começamos a entender o que estão tentando nos mostrar, eles perdem força.

Talvez esse aperto não esteja falando da sua amiga.

Talvez ele esteja mostrando um lugar da sua vida onde você ainda acredita que o espaço de uma mulher diminui quando outra cresce.

E essa, felizmente, é uma história que pode ser transformada.

Conta aqui: você já viveu isso alguma vez? Prometo que este é um espaço onde a gente tenta entender antes de julgar.

Tem gente que ganha pouco e consegue guardar dinheiro.E tem gente que ganha bem, mas nunca consegue f**ar com o que é se...
22/07/2026

Tem gente que ganha pouco e consegue guardar dinheiro.

E tem gente que ganha bem, mas nunca consegue f**ar com o que é seu.

O dinheiro entra. O problema é que ele parece já chegar com destino certo.

Você compra um presente sem pensar duas vezes. Ajuda alguém quando precisa. Faz questão de que quem você ama tenha o melhor. Mas, quando o assunto é você, alguma coisa muda.

Você começa a negociar consigo mesma.

“Depois eu compro.”
“Ainda não preciso.”
“Vou esperar mais um pouco.”

E o curioso é que isso continua acontecendo até nos meses em que o dinheiro não é o problema.

Porque, muitas vezes, a questão nunca foi financeira.

Foi emocional.

Muita gente cresceu vendo mulheres que nunca se colocavam em primeiro lugar. Mulheres que faziam tudo pelos filhos, pelo marido, pela família, mas quase nunca por si mesmas.

Sem perceber, aprendemos que cuidar dos outros era virtude.

E cuidar de si parecia egoísmo.

A partir daí nasce uma conta silenciosa: sempre que eu escolho a mim, sinto que estou tirando alguma coisa de alguém.

Só que essa conta nunca fecha.

Porque quem vive apenas distribuindo acaba acreditando que merece viver com o que sobra.

E, com o tempo, isso deixa de aparecer só no dinheiro.

Aparece no descanso, no tempo livre, nos sonhos adiados e em tudo aquilo que você acredita que pode esperar mais um pouco.

Até perceber que esse “mais um pouco” virou uma vida inteira.

Receber não diminui ninguém.

Guardar um pouco para você também não.

Talvez a única coisa que esteja faltando seja a autorização para acreditar que você não precisa se sacrif**ar para merecer ocupar o seu lugar.

Me conta uma coisa: o que você está adiando comprar para você há meses… mas compraria hoje, sem pensar duas vezes, para alguém que ama?

Endereço

São Paulo, SP

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