04/09/2026
Esta semana estive no Palácio do Planalto, onde ocorreu a cerimônia de sanção do Projeto de Lei nº 5.972/2023. O objetivo do PL é aumentar a quantidade de trombolíticos na rede de urgência e emergência do SUS. Mas para isso funcionar, a rapidez em outros processos é necessária.
No infarto e no acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico, a interrupção do fluxo sanguíneo pode levar à morte do tecido em poucos minutos. Por isso, quando a trombólise é indicada, a rapidez para diagnosticar, administrar o medicamento e garantir a continuidade do atendimento pode fazer diferença entre a recuperação e consequências permanentes.
A ampliação da oferta de trombolíticos para a rede de urgência e emergência do SUS representa um avanço importante, especialmente para pacientes que estão longe dos centros com serviço de hemodinâmica. Mas disponibilizar o medicamento, por si só, não basta. É preciso garantir protocolos, diagnóstico rápido, equipes treinadas, exames disponíveis e transporte adequado para que o paciente tenha acesso ao tratamento completo.
No meu artigo de hoje, publicado no Jornal O Globo, abordo os desafios e as oportunidades trazidos pela nova lei e por que, nas emergências cardiovasculares, reduzir o tempo entre o início dos sintomas e o tratamento deve ser uma prioridade de saúde pública.