Carolina Custóias

Carolina Custóias Psicóloga e Mentora Intercultural. Soluções em Desenvolvimento Humano para pessoas e negócios. Saiba mais entrando em contato 🌎✈️

Terapia com brasileiros e estrangeiros é menos sobre saudade, e mais sobre mergulho em si.Na Psicologia Intercultural, o...
10/08/2026

Terapia com brasileiros e estrangeiros é menos sobre saudade, e mais sobre mergulho em si.

Na Psicologia Intercultural, o pesquisador John Berry propõe que a adaptação de quem migra acontece em duas dimensões interligadas: a psicológica — o bem-estar emocional, o sentido de identidade — e a sociocultural — a capacidade real de funcionar no cotidiano de uma cultura nova.

Cuidar de alguém que vive fora do próprio país exige considerar as duas camadas juntas: o que se sente por dentro, e o que se enfrenta por fora — social, físico, prático.

É por isso que estruturo meu trabalho assim como trouxe no carrossel 💜

Ficou com alguma dúvida ou quer saber ainda mais como isso funciona na prática? Agende uma conversa inicial, link na bio 🌏

Hoje é Dia dos Pais aqui no 🇧🇷Por muitos anos, dias como hoje me levavam diretamente para a saudade e para tudo aquilo q...
09/08/2026

Hoje é Dia dos Pais aqui no 🇧🇷

Por muitos anos, dias como hoje me levavam diretamente para a saudade e para tudo aquilo que não pôde ser vivido.

Hoje, porém, consigo olhar para a minha história de outro lugar (pov: terapia funciona e eu posso provar 😉).

Esta seria uma fotografia do meu pai aos seus 38 anos — a mesma idade que tenho hoje (sim a IA que fez 🫶 e estamos de branco, para representar a paz 🕊 e não o luto).

Eu o perdi há 22 anos. Hoje já são mais anos sem ele do que os anos que tive ao seu lado.

E talvez uma das coisas mais bonitas que o tempo me ensinou é que uma partida física não apaga o vínculo, a gratidão nem o amor.

Algumas experiências nos atravessam profundamente, é verdade.

Outra verdade, é que
não podemos mudar o que aconteceu, mas podemos escolher o que fazemos com aquilo que recebemos da vida.

Hoje, parte do meu trabalho é justamente estar ao lado de pessoas em momentos de sofrimento e ajudá-las a encontrar caminhos possíveis de volta para a vida.

E hoje sei que não faço isso para salvá-lo.

Faço porque, de alguma maneira, aprendi a transformar a minha dor em amor.

Hoje consigo compreender que meu pai viveu grande parte da vida com um sofrimento para o qual talvez não tivesse recursos emocionais suficientes para lidar.

E talvez essa seja uma das formas que encontrei de continuar encontrando meu pai na vida: entregando amor e esperança a quem me procura profissionalmente, por meio de uma escuta especializada, mas também muito humana.

Obrigada, pai 🖤

Agora que te contei um pouco de como encontro meu pai na vida, te convido a refletir:

Que lugar ocupa o seu pai hoje na sua vida?

Se ele está por perto, talvez hoje seja um bom dia para deixar ele saber. ✨

Você não está dividido entre dois lugares. Você é formado por mais de um.Por isso prefiro o termo 'entre culturas' a 'en...
04/08/2026

Você não está dividido entre dois lugares. Você é formado por mais de um.

Por isso prefiro o termo 'entre culturas' a 'entre mundos' — mundos sugerem lugares opostos, escolha de um ou de outro. Cultura não funciona assim: você pode carregar mais de uma ao mesmo tempo, sem precisar abrir mão de nenhuma.

Entender isso muda como eu penso e organizo a psicoterapia pra quem vive nesse contexto — porque quem carrega mais de uma cultura não precisa 'resolver' esse pertencimento duplo. Precisa aprender a habitá-lo. 🌍

💬 Você fala do Brasil no passado, ou no presente?"

Ninguém te avisa que voltar pode doer tanto quanto partir, mesmo você querendo voltar 💜Se isso faz sentido para você, me...
31/07/2026

Ninguém te avisa que voltar pode doer tanto quanto partir, mesmo você querendo voltar 💜

Se isso faz sentido para você, me conta nos comentários: o que mais te pegou de surpresa na volta?

Falaremos mais sobre isso por aqui! 🌏✈️🇧🇷

30/07/2026

There is a language for logistics, and there is a language for feelings — nem sempre são o mesmo idioma. 🌍

Algumas pessoas têm me perguntado se isso é verdade — e sim: atendo em português e inglês desde o início da minha jornada como psicóloga.

Fiz parte da equipe internacional da clínica Antiloneliness (Netherlands), e hoje, aqui do Brasil, continuo acompanhando pacientes estrangeiros pelo mundo, com o mesmo rigor ético e técnico que o nosso Conselho Regional de Psicologia exige.

Um lugar onde se compreende as barreiras de comunicação e as diferenças culturais.

Um lugar pra você ser quem é — com sotaque, com pausas, com palavras emprestadas de outro idioma, se for preciso — sem precisar chegar pronto(a) ou perfeito(a).

Seja você brasileiro(a) vivendo fora, estrangeiro(a) no Brasil, ou alguém que acabou de voltar e ainda está se reencontrando em casa — esse espaço é pra você.

Terapia pra quem vive entre culturas, entre idiomas, onde quer que você esteja 💜

Sessions available in English 🇺🇸

Quando pensamos em luto, normalmente pensamos na morte de alguém.Mas, na Psicologia Intercultural, sabemos que migrar ta...
24/07/2026

Quando pensamos em luto, normalmente pensamos na morte de alguém.

Mas, na Psicologia Intercultural, sabemos que migrar também envolve um processo de luto.

O psiquiatra Joseba Achotegui descreve o luto migratório como um conjunto de perdas que acompanham quem deixa seu país: a convivência com a família, o idioma, a cultura, os lugares conhecidos, o grupo de pertencimento e tantas outras referências que ajudavam a responder, todos os dias, à pergunta "quem sou eu?".

A maior parte dessas perdas é invisível.

Por isso, muitas pessoas acreditam que "não deveriam" sentir tristeza, saudade ou ambivalência, principalmente quando a mudança foi uma escolha.

Mas reconhecer essas emoções não significa arrepender-se de ter migrado.

Significa compreender que toda grande transição envolve ganhos e também renúncias.

Dar nome a esses lutos é uma forma de acolher sua experiência e criar espaço para construir um novo sentido de pertencimento.

Talvez você não esteja "mal adaptado".

Talvez esteja vivendo um processo de luto que nunca teve permissão para reconhecer.

Costumamos acreditar que nossos comportamentos são apenas características da personalidade."Eu sempre fui assim.""Esse é...
23/07/2026

Costumamos acreditar que nossos comportamentos são apenas características da personalidade.

"Eu sempre fui assim."
"Esse é o meu jeito."

Mas, muitas vezes, aquilo que hoje limita sua vida foi uma forma inteligente de adaptação em algum momento da sua história.

Na Terapia do Esquema, entendemos que experiências vividas na infância podem dar origem a padrões profundos de sentir, pensar e se relacionar. Esses padrões, chamados de esquemas, ajudaram a criança a lidar com a realidade que tinha disponível naquele momento.

O problema é que, na vida adulta, eles podem continuar atuando mesmo quando já não fazem mais sentido.

É por isso que a psicoterapia não busca encontrar culpados nem apagar o passado.

Ela oferece um espaço para compreender sua história, reconhecer esses padrões e construir maneiras mais saudáveis de cuidar de si, de se relacionar e de fazer escolhas.

Sua história influencia quem você é, mas ela não precisa definir quem você continuará sendo.

💬 Você já percebeu algum comportamento seu que hoje entende ter começado muito antes da vida adulta?

Endereço

Rua Euclides Pacheco
São Paulo, SP
03321001

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