09/08/2026
Hoje é Dia dos Pais aqui no 🇧🇷
Por muitos anos, dias como hoje me levavam diretamente para a saudade e para tudo aquilo que não pôde ser vivido.
Hoje, porém, consigo olhar para a minha história de outro lugar (pov: terapia funciona e eu posso provar 😉).
Esta seria uma fotografia do meu pai aos seus 38 anos — a mesma idade que tenho hoje (sim a IA que fez 🫶 e estamos de branco, para representar a paz 🕊 e não o luto).
Eu o perdi há 22 anos. Hoje já são mais anos sem ele do que os anos que tive ao seu lado.
E talvez uma das coisas mais bonitas que o tempo me ensinou é que uma partida física não apaga o vínculo, a gratidão nem o amor.
Algumas experiências nos atravessam profundamente, é verdade.
Outra verdade, é que
não podemos mudar o que aconteceu, mas podemos escolher o que fazemos com aquilo que recebemos da vida.
Hoje, parte do meu trabalho é justamente estar ao lado de pessoas em momentos de sofrimento e ajudá-las a encontrar caminhos possíveis de volta para a vida.
E hoje sei que não faço isso para salvá-lo.
Faço porque, de alguma maneira, aprendi a transformar a minha dor em amor.
Hoje consigo compreender que meu pai viveu grande parte da vida com um sofrimento para o qual talvez não tivesse recursos emocionais suficientes para lidar.
E talvez essa seja uma das formas que encontrei de continuar encontrando meu pai na vida: entregando amor e esperança a quem me procura profissionalmente, por meio de uma escuta especializada, mas também muito humana.
Obrigada, pai 🖤
Agora que te contei um pouco de como encontro meu pai na vida, te convido a refletir:
Que lugar ocupa o seu pai hoje na sua vida?
Se ele está por perto, talvez hoje seja um bom dia para deixar ele saber. ✨