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03/10/2026

Entre estudos, reflexões e novas possibilidades.

Hoje, mergulhando um pouco mais em Ego e Consciência, com o professor Rangel Fabrete, no curso do Instituto Freedom.

Se especializar também faz parte do trabalho com a alma: ampliar o olhar, revisitar conceitos e permitir que novos conhecimentos transformem também a nossa prática.
Seguimos aprendendo sempre.

FormaçãoProfissional InstitutoFreedom RangelFabrete Psicologia

02/10/2026

Relações rasas podem até tocar a superfície, mas não alcançam a alma.

Seja nas amizades, nos relacionamentos amorosos ou em qualquer vínculo afetivo, é preciso haver mergulho, presença, consideração e empatia. Não basta estar por perto; é preciso estar verdadeiramente presente.

Na Psicologia Analítica, nossos encontros também fazem parte do processo de individuação. É na relação com o outro que complexos são constelados, projeções aparecem, sombras se revelam e aspectos desconhecidos de nós mesmos podem chegar à consciência.

Mas profundidade não significa intensidade constante, tampouco ausência de conflitos. Significa a possibilidade de sustentar o encontro: reconhecer o outro em sua alteridade, comunicar-se, responsabilizar-se pela própria presença e considerar que nossas atitudes também produzem afetos.

Quando permanecemos apenas na superfície, podemos nos relacionar muito mais através da persona — daquilo que mostramos ao mundo — do que a partir de uma presença inteira. Há conversa, mas pouco encontro. Há contato, mas pouca conexão.

A alma pede profundidade. E vínculos profundos exigem reciprocidade: duas pessoas dispostas a mergulhar.

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02/10/2026

Há sombras que não pedem para ser eliminadas, mas reconhecidas, acolhidas e integradas.

Na Psicologia Analítica, o caminho não é buscar apenas aquilo que consideramos luz. É também ter coragem de olhar para os aspectos de nós mesmos que foram negados, reprimidos ou deixados no inconsciente.

A sombra não é apenas aquilo que há de “ruim” em nós. Nela também podem estar potenciais, desejos, afetos e partes importantes da nossa personalidade que ainda não encontraram espaço para existir.

Tornar-se inteiro não significa tornar-se perfeito. Significa poder reconhecer também aquilo que habita nossas sombras.

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01/10/2026

Por que Psicologia? Por que Psicologia Analítica?

Tem uma frase de Jung que sempre deixa meu coração quentinho:

“Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas, ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.”

Talvez ela traduza muito do porquê de eu ter escolhido a Psicologia — e, especialmente, a Psicologia Analítica.

Eu acredito na importância da teoria, da técnica, do estudo e também dos diagnósticos quando necessários. Mas, para mim, existe uma pessoa para além de qualquer diagnóstico. Existe uma história, uma subjetividade, uma alma, seus símbolos, seus complexos, suas dores, suas potencialidades e uma maneira única de estar no mundo.

Foi por isso que escolhi essa abordagem: porque ela me permite olhar para o ser humano em sua inteireza e compreender que ninguém cabe apenas em um diagnóstico ou em uma definição.
No final, é isso que continua fazendo sentido para mim: uma alma humana encontrando outra alma humana. 💚

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30/09/2026

O que realmente deseja a alma?

Na perspectiva da Psicologia Analítica, nem sempre aquilo que o ego deseja coincide com aquilo que a alma pede.

O ego busca segurança, controle, respostas e previsibilidade. A alma, muitas vezes, nos conduz justamente para aquilo que desorganiza nossas certezas, nos inquieta e nos coloca diante do desconhecido.

Buscamos tantas respostas fora, quando talvez seja necessário voltar para dentro e perguntar: o que em mim está pedindo para ser vivido?

O processo de individuação nos aproxima do Si-mesmo (Self), da totalidade psíquica que ultrapassa aquilo que o ego conhece sobre si. Somos consciência, mas também sombra, complexos, desejos, contradições e possibilidades ainda não vividas.
E talvez algumas crises surjam justamente desse encontro: o ego tentando conservar aquilo que conhece, enquanto a alma anseia por transformação.

Individuar-se não é alcançar uma personalidade perfeita. É tornar-se mais inteiro, reconhecendo também aquilo que permaneceu oculto, negado ou ainda não encontrou espaço para existir.

Talvez, então, a pergunta não seja apenas:
“O que eu quero da vida?”

Mas também:
“O que minha alma deseja viver?”

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30/09/2026

Este é o terceiro post em que falo sobre “tornar-se quem tu és”. E talvez eu volte a esse tema muitas outras vezes, porque, na Psicologia Analítica, esse é justamente o caminho da individuação: um movimento contínuo em direção àquilo que somos em nossa totalidade.

Esse percurso implica reconhecer a nossa semente, aquilo que James Hillman chamou de daimon — essa imagem singular que aponta para possibilidades próprias de cada existência. Implica também olhar para nossa luz e para nossa sombra, para aquilo que conhecemos sobre nós e para aquilo que ainda permanece inconsciente.

Somos atravessados pela consciência, pelo inconsciente pessoal e também pelo inconsciente coletivo. Carregamos histórias, complexos, símbolos, potencialidades, contradições e aspectos de nós mesmos que, muitas vezes, ainda não encontraram lugar na vida consciente.

Individuar-se não significa chegar a uma versão perfeita de si. Significa ampliar a consciência e integrar, tanto quanto possível, as diferentes partes que nos constituem.

Talvez, mais do que falar em “essência”, possamos falar em singularidade: aquilo que vai ganhando forma quando deixamos de viver apenas a partir das expectativas externas e começamos a reconhecer quem somos, com nossas luzes, sombras, limites e possibilidades.

Tornar-se quem tu és é tornar-se, cada vez mais, inteiro. E, talvez por isso mesmo, mais vivo.

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30/09/2026

O Cavaleiro Preso na Armadura, de Robert Fisher, é um livro que trabalhamos muito na análise a partir da Psicologia Junguiana.
A armadura pode ser compreendida como aquilo que, em algum momento, foi necessário para nos proteger. Criamos defesas, amadurecemos partes de nós, aprendemos a não demonstrar, a não entrar em contato, a não sentir. O problema é quando aquilo que nos protegeu passa também a nos aprisionar.

Porque não é possível escolher sentir apenas aquilo que é agradável. Para sentir alegria, precisamos também ser capazes de sentir tristeza. Para viver o amor, precisamos suportar a vulnerabilidade. Para experimentar encontros verdadeiros, precisamos correr o risco de sermos afetados.

E tirar a armadura não acontece de uma vez.

É um caminho. No livro, esse percurso passa por diferentes etapas e experiências — entre elas, o silêncio, o conhecimento e a verdade. Aos poucos, o cavaleiro deixa de sustentar apenas a imagem que construiu de si e começa a encontrar aquilo que existe por baixo dela.

Talvez seja justamente esse um dos movimentos mais profundos de uma análise: perceber quais armaduras um dia nos protegeram e quais, hoje, já não nos permitem viver e sentir plenamente.

Persona AnáliseJunguiana O​CavaleiroPresoNaArmadura Psicoterapia

29/09/2026

Tornar-se quem se é talvez seja um dos caminhos mais profundos de uma análise.

Ao longo da vida, vamos construindo personas, nos adaptando, correspondendo às expectativas e ocupando lugares que, muitas vezes, nos afastam de aspectos importantes de nós mesmos.

O processo analítico não busca criar uma nova pessoa, mas favorecer o encontro com aquilo que já existe em potencial: desejos, possibilidades, sombras, forças e partes de nós que ainda precisam ser reconhecidas e integradas.

Individuar-se é, aos poucos, sustentar a própria singularidade.

Autoconhecimento ProcessoAnalítico TornarSeQuemSeÉ Psicoterapia ClínicaDevi

28/09/2026

Segunda-feira começando por aqui: na clínica, ouvindo os pássaros e me preparando para tudo o que essa nova semana pode trazer. Entre histórias, encontros e desafios, sigo fazendo o que amo e acolhendo cada processo com presença e cuidado. 🍃✨
SaúdeMental Psicoterapia PsicólogaDeiseVieira

26/09/2026

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