01/06/2026
Os reajustes dos planos de saúde deste ano trouxeram uma notícia que, há alguns anos, pareceria improvável.
Os planos individuais tiveram reajuste de 5,11%.
Já os planos empresariais, na média, ficaram próximos de 12%.
São índices menores do que os observados nos últimos anos e refletem alguns movimentos importantes do mercado.
Nos últimos tempos, vimos operadoras investindo em modelos de atenção primária, programas de prevenção, gestão de pacientes crônicos, uso mais inteligente da tecnologia e maior coordenação do cuidado.
Essas iniciativas contribuíram para melhorar a eficiência do sistema e ajudaram a conter parte da pressão sobre os custos.
Mas existe um ponto importante nessa discussão.
Reduzir custos é fundamental.
Encantar o cliente é outra história.
Na prática, muitos beneficiários ainda sentem dificuldades de acesso, mudanças nas redes credenciadas, burocracias e desafios na experiência de utilização dos planos.
Ou seja: houve avanços importantes na sustentabilidade do sistema.
Mas ainda há um longo caminho para que esses avanços sejam percebidos pelo usuário final.
Depois de quase 30 anos acompanhando o mercado de saúde suplementar, sigo acreditando que o grande desafio não é apenas tornar a saúde mais eficiente.
É torná-la mais eficiente sem perder qualidade, acesso e cuidado.
Porque, no fim das contas, saúde não é apenas uma questão de custo.
É uma questão de experiência, confiança e acolhimento.
E é exatamente por isso que continuamos acompanhando o mercado de perto: para ajudar nossos clientes a tomarem as melhores decisões em um cenário que está em constante transformação.
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