27/05/2026
Comentei ontem no Jornal da Band, um estudo populacional recém publicado na revista Nature onde foram compilados dados de 4.000 artigos de 200 países que avaliaram mais de 232 milhões de pessoas. O artigo trouxe um dado triste: países em desenvolvimento, o que inclui o Brasil ainda apresentam taxas aceleradas de crescimento do percentual de obesos. Isso implica no aumento da taxa de outras condições agregadas: diabetes, hipertensão, apneia do sono, artropatia, câncer e morte cardiovascular. Os análogos de GLP-1 são importantes opções terapêuticas, mas isso não funciona de maneira sustentada se a base do tratamento da obesidade não for aplicada: a mudança comportamental em relação à alimentação e à prática regular de exercícios. Além disto, o consumo exagerado dos multiprocessados está no epicentro desta epidemia.
A frase mais atual é “descascar mais, desembalar menos”.
É um problema de saúde pública que necessita de políticas governamentais, mas também de participação da sociedade como um todo.